Pular para o conteúdo
Puressência

Revista Puressência · Nº 01 · Outubro 2026

PDF (7,3 MB) English
Imagem Puressência: gravador de rolo antigo sobre um tronco na mata escura, com a fita descendo entre as samambaias como raízes douradas
Capa: Imagem Puressência

Revista de música e culturaSão Paulo

Puressência

Nº 01 · OUTUBRO 2026

Matéria de capa · História

A máquina
aprende a dançar

De Düsseldorf a Detroit: como a música eletrônica virou música de pista entre 1974 e 1988.

Da casaImpério (Cruaseca) sai em 9 de outubro Estúdio

Nº 01 · OUT 2026

Imagem Puressência: toca-discos antigo com um vinil sobre a laje de um prédio, com plantas nas frestas e a cidade ao pôr do sol
Imagem Puressência
Nº 01Outubro de 2026

25 matérias em nove editorias, com fonte em cada fato. No fim, separado do jornalismo, o Estúdio · Da casa.

Sumário

Nesta edição

Nº 01 · Outubro 2026
São Paulo

10Matéria de capa · HistóriaDe Düsseldorf a Detroit: a máquina aprende a dançarUm estúdio alemão, um oitavo andar em Nova York e um programa de rádio noturno em Detroit. Como a música eletrônica virou música de pista entre 1974 e 1988.

Abertura

  1. 4Carta da Redação
  2. 5Como esta revista é feita

Música

  1. 6No Grammy Latino, o rap em português agora concorre por álbum
  2. 8Rodrigo Ogi deixa o microfone de lado e vira Loopcínio Rodrigo
  3. 9Bonobo lança “Distance in Static”, com instrumentais na edição do Bandcamp

História

  1. 10De Düsseldorf a Detroit: a máquina aprende a dançar
  2. 14Memphis em fita: o rap que andou de mão em mão
  3. 18G-funk: quando Los Angeles desacelerou o funk

Opinião

  1. 22A máquina ajuda. Quem assina a música é gente
  2. 24Ouvir o passado é saber de onde vem o que toca agora

Moda

  1. 26Na Saint Laurent, o desfile termina em canção
  2. 28A marca de roupa agora monta a turnê

Cultura

  1. 30Gonzaguinha, só com a própria voz
  2. 32A Mostra chega à 50ª edição

Tecnologia

  1. 34Suno lança o v6 e volta ao tribunal nove dias depois
  2. 36Apple Music Hall: o palco que sai mixado em áudio espacial

Eventos

  1. 38De Natal a Belém, a temporada em seis datas
  2. 40MADA abre a temporada na Arena das Dunas
  3. 40Rock the Mountain: dois fins de semana, o mesmo elenco
  4. 41Coquetel Molotov chega à 23ª edição no campus da UFPE
  5. 42CCXP26 ocupa o São Paulo Expo por quatro dias
  6. 42Primavera Sound volta a Interlagos com The Strokes e Gorillaz
  7. 43Psica fecha a agenda em Belém, da Cidade Velha ao Mangueirão

Startups

  1. 44A Vinyl Bar in Shibuya capta rodada para lançar apps como quem lança singles
  2. 46Modulate, que vende detector de música feita por IA, capta nova rodada

Meio Ambiente

  1. 48Rock in Rio põe a viagem do público na conta do carbono
  2. 51Quanto carbono cabe num LP: a indústria do vinil refez a conta

Estúdio · Da casa

  1. 54Da casaImpério volta em versão Cruaseca no dia 9 de outubro
  2. 56Da casaNotícias da casa e discografia

Serviço

  1. 58Agenda
  2. 60Fontes
  3. 63Expediente

3Puressência · Nº 01 · Outubro 2026

Carta da Redação

Imagem Puressência: tronco de árvore sobre mata costeira e mar ao entardecer
Imagem Puressência

Carta da Redação

Esta é a pri­meira edi­ção da Revista Puressência mon­tada como re­vista de papel: as 25 ma­té­rias das nove edi­to­rias do por­tal, cada uma com fonte em cada fato, em pá­gi­nas que se fo­lheiam.

A ma­té­ria de capa per­corre três pa­ra­das, um es­tú­dio em Düsseldorf, um oi­tavo andar em Nova York e um pro­grama de rádio no­turno em Detroit, para mos­trar como a mú­sica ele­trô­nica virou mú­sica de pista entre 1974 e 1988. Dois en­saios de História se­guem por ou­tros ca­mi­nhos: as fitas que an­da­ram de mão em mão em Memphis e o G-funk de Los Angeles.

A agenda vai de 15 de ou­tu­bro, com a 50ª Mostra, a 13 de de­zem­bro, em Belém. No fim, se­pa­rado do jor­na­lismo e ro­tu­lado “Da casa”, fica o Estúdio: Império volta em ver­são Cruaseca no dia 9 de ou­tu­bro.

As artes são da casa e levam o cré­dito “Imagem Puressência”. Viu um erro? Escreva para contatopuressencia@gmail.com.

Redação Puressência

4Puressência · Nº 01 · Outubro 2026

Princípios editoriais

Como esta revista é feita

Correções: contatopuressencia@gmail.com. Ficam registradas ao pé da matéria, com a data.

  • Fonte em cada fato.Toda matéria termina com a lista de fontes, com link e data de acesso. Fato sem fonte não entra.
  • Gênero à vista.Cada matéria traz o rótulo do gênero acima do título: Notícia, Reportagem, Entrevista, Crítica, Opinião, Lista, História ou Da casa.
  • Citações.No máximo uma citação curta por matéria, entre aspas, com autor e fonte. Nunca letra de música.
  • Imagens.Sem foto, cartaz, capa de disco, logo ou print de terceiros. As matérias usam capas tipográficas próprias. As artes conceituais da casa levam o crédito “Imagem Puressência” e não representam pessoas reais nem marcas.
  • Inteligência artificial.Os textos são produzidos com apoio de IA. Antes da publicação, cada fato é conferido na fonte; a nota ao pé de cada matéria diz isso.
  • Opinião.Artigos de opinião levam o rótulo “Opinião” e se apoiam em fatos com fonte.
  • Da casa.Tudo o que fala da própria Puressência Produtora ou dos artistas da casa leva o rótulo “Da casa” e fica no Estúdio, fora das editorias de jornalismo. A manchete da capa é sempre jornalismo.
  • Sem publicidade.A revista não tem anúncios, patrocínio nem pop-ups, e não publica ranking de audiência: não mede quem lê.
  • Sem preço.A revista não publica preço de ingresso, produto ou serviço.

5Puressência · Nº 01 · Outubro 2026

Imagem Puressência: rádio portátil antigo ao pé de um muro pintado em verde e ouro, numa calçada de pedra ao entardecer
Imagem Puressência

Música

NotíciaMúsica

No Grammy Latino, o rap em português agora concorre por álbum

A Academia Latina da Gravação trocou a faixa pelo disco na categoria urbana em língua portuguesa, e os cinco indicados de 2026 são brasileiros. O mesmo regulamento muda o nome da categoria eletrônica e detalha as regras para obras com inteligência artificial.

Por Redação Puressência · 1º de outubro de 2026Ler no portal ↗

A lista de in­di­ca­dos do 27º Grammy Latino saiu em 16 de se­tem­bro. A en­trega dos prê­mios será em 12 de no­vem­bro, em Las Vegas, na MGM Grand Garden Arena. Concorrem gra­va­ções lan­ça­das entre 1º de junho de 2025 e 31 de maio de 2026.

Para quem acom­pa­nha rap, trap e funk fei­tos no Brasil, a mu­dança mais con­creta está no re­gu­la­mento, não na lista de nomes. A ca­te­go­ria de mú­sica ur­bana em por­tu­guês, criada em 2023 para pre­miar fai­xas, pas­sou a pre­miar dis­cos. O nome ofi­cial agora é Melhor Álbum de Música “Urban” em Língua Portuguesa. A de­fi­ni­ção cita rap, hip-hop, R&B, dan­ce­hall, reg­gae­ton, funk bra­si­leiro e trap bra­si­leiro, e exige no mí­nimo cinco fai­xas ou 15 mi­nu­tos, com letra em por­tu­guês em 60% das mú­si­cas.

Os cinco da es­treia

Todos os in­di­ca­dos da pri­meira edi­ção no for­mato de álbum são bra­si­lei­ros:

  • AJULLIACOSTA, “Novo Testamento”
  • BUDAH, “FREQUÊNCIA LUNAR”
  • Don L, “CARO Vapor II – qual a forma de pa­ga­mento?”
  • Emicida, “Emicida Racional VL 2 - Mesmas Cores & Mesmos Valores”
  • Matuto S.A., “Terra Vermelha: Do in­te­rior pro in­te­rior”

6Puressência · Nº 01 · Outubro 2026

Ler no portal ↗
Imagem Puressência: rádio portátil antigo ao pé de um muro pintado em verde e ouro, numa calçada de pedra ao entardecer
Imagem Puressência

Um de­ta­lhe in­te­ressa a quem tra­ba­lha atrás da mesa de som. Pelo re­gu­la­mento, a es­ta­tueta dessa ca­te­go­ria vai para o ar­tista e tam­bém para os pro­du­to­res, en­ge­nhei­ros de som e en­ge­nhei­ros de mi­xa­gem res­pon­sá­veis por me­tade ou mais da du­ra­ção do álbum.

Fora do campo em lín­gua por­tu­guesa, há uma faixa bra­si­leira entre as cinco in­di­ca­das a Melhor Canção “Urban”, prê­mio en­tre­gue aos com­po­si­to­res. “Relíquia do 2T”, as­si­nada por DJ GU, Mc Dkziin, Mc FR da Norte, Mc Joãozinho VT, Mc Tuto e Mc Vine7, con­corre com can­ções de Rauw Alejandro, Bizarrap e Daddy Yankee, Omar Courtz e do trio Ovy On The Drums, Quevedo e Beele.

Eletrônica: gê­nero, não fer­ra­menta

A ca­te­go­ria ele­trô­nica per­deu a pa­la­vra “la­tina” e pas­sou a se cha­mar Melhor Interpretação de Música Eletrônica. O re­gu­la­mento pede fai­xas en­rai­za­das no gê­nero, como house, techno, disco, trance, drum and bass, dubs­tep, IDM e elec­tro, e diz com todas as le­tras que sin­te­ti­za­dor, beat ma­chine ou plu­gin, so­zi­nhos, não bas­tam para qua­li­fi­car uma faixa para a ca­te­go­ria. Na prá­tica, a Academia se­para a es­té­tica da fer­ra­menta: uma faixa de pop, reg­gae­ton ou mú­sica ur­bana só entra se a com­po­si­ção e a es­tru­tura se­gui­rem os prin­cí­pios da mú­sica ele­trô­nica. Entre os in­di­ca­dos está o remix de Fred again.. para “Beto’s Horns”, de CA7RIEL & Paco Amoroso.

Autoria hu­mana como con­di­ção

O re­gu­la­mento de 2026 de­ter­mina que só cria­do­res hu­ma­nos podem ser ins­cri­tos, in­di­ca­dos ou pre­mia­dos, e que uma obra sem au­to­ria hu­mana não con­corre em ca­te­go­ria ne­nhuma. Material ge­rado por in­te­li­gên­cia ar­ti­fi­cial pode fazer parte da obra, desde que a con­tri­bui­ção hu­mana seja sig­ni­fi­ca­tiva e cor­res­ponda à ca­te­go­ria: com­po­si­ção, quando a ins­cri­ção é de com­po­si­ção; in­ter­pre­ta­ção, quando é de in­ter­pre­ta­ção. Quem as­sina a parte ge­rada por IA não é in­di­cado por ela, e con­teúdo de IA não de­cla­rado pode levar à des­clas­si­fi­ca­ção.

Outros bra­si­lei­ros na dis­puta

Anitta con­corre a Álbum do Ano com “EQUILIBRIVM”. Loulu Gilberto apa­rece em Gravação do Ano, com “O Amor Nos Encontrou”, e em Artista Revelação, ca­te­go­ria que tam­bém tem Dora Sanches e Zeca Veloso. Nos vi­deo­cli­pes, BK’ dis­puta a ver­são curta com “10 anos de Castelos & Ruínas”, e L7NNON, a ver­são longa com “Guerras Invisíveis”.

Texto produzido com apoio de IA. Os fatos foram conferidos fonte por fonte; não houve revisão humana do texto: a publicação foi autorizada pelo dono da revista em 1º de outubro de 2026 (registro de decisões, 2026-10-01T00:39:14-03:00). Fontes: p. 60.

7Puressência · Nº 01 · Outubro 2026

Ler no portal ↗

Música · Notícia

NotíciaMúsica

Rodrigo Ogi deixa o microfone de lado e vira Loopcínio Rodrigo

Em “Loopcínio Rodrigo, Vol. 1”, lançado em 16 de setembro, o rapper paulista assina todos os beats, construídos sobre samples, e deixa as rimas com 16 MCs de seis estados.

Por Redação Puressência · 1º de outubro de 2026Ler no portal ↗

Rodrigo Ogi lan­çou em 16 de se­tem­bro “Loopcínio Rodrigo, Vol. 1”, o pri­meiro álbum em que apa­rece ape­nas como beatmaker. Ele não rima em ne­nhuma faixa. Os beats são dele; as le­tras ficam com 16 MCs de ge­ra­ções di­fe­ren­tes, vin­dos de São Paulo, do Rio de Janeiro, de Minas Gerais, do Paraná, da Paraíba e de Mato Grosso do Sul.

O nome do alter ego junta o loop, a uni­dade bá­sica da pro­du­ção com sam­ples, ao com­po­si­tor Lupicínio Rodrigues, que Ogi diz ter des­co­berto no fim dos anos 1990. A troca de “Rodrigues” por “Rodrigo”, o nome de ba­tismo dele, veio de um amigo. Ogi avisa que vai as­si­nar assim toda a pro­du­ção daqui em diante.

Como o disco foi feito

À Billboard Brasil, Ogi conta que mexe no Fruity Loops desde 2001 ou 2002, quando apren­der o pro­grama sig­ni­fi­cava pas­sar o dia na casa de quem o tinha ins­ta­lado e vol­tar com ano­ta­ções. Já tinha pro­du­zido fai­xas sol­tas, entre elas duas de “Manual para não de­sa­pa­re­cer”, disco de 2025 com niLL. Depois desse lan­ça­mento, pas­sou de se­tem­bro de 2025 a maio de 2026 quase só pro­du­zindo, com dias de até 14 horas entre pes­quisa de sam­ples, cor­tes e tu­to­riais.

O ponto de par­tida, se­gundo o por­tal Rap Dab, são dis­cos pouco co­nhe­ci­dos de vá­rios paí­ses. O boom bap é uma das bases, com des­vios para ou­tras so­no­ri­da­des, e o álbum tem gra­va­ções de Bruno Duprê, Cravinhos, Thiago França e Thiago Ticana. Os skits, re­curso an­tigo dos dis­cos de rap, foram es­cri­tos por Ronald Rios de­pois de ouvir o álbum já mi­xado; Ogi dubla vá­rios dos per­so­na­gens.

Rimam no vo­lume 1 Aori, SoulRa, Jota Ghetto, Judah, Claudin, Fleezus, Tifu, Luli, Frugoli, Ahkim, Elo da Corrente, Janvi, Matéria Prima, Mascote, Bia Hoffman e Thalin.

Quando o sam­ple é des­co­berto

Na mesma en­tre­vista, Ogi trata de um tema que pesa para quem pro­duz de forma in­de­pen­dente: a ex­po­si­ção pú­blica da ori­gem de um sam­ple. Ele re­lata que já pas­sou por isso: um sam­ple iden­ti­fi­cado levou uma gra­va­dora a ficar com 80% de uma mú­sica, sem acordo pos­sí­vel. “Ninguém está di­zendo que quer usar o sam­ple de graça”, diz Ogi à Billboard Brasil. O que ele de­fende é uma ne­go­cia­ção justa e mais sim­ples para li­be­rar o uso.

O que vem

Ogi conta que pro­du­ziu 24 fai­xas e di­vi­diu o ma­te­rial em dois vo­lu­mes de 12. O se­gundo, diz ele, sai ainda este ano. O pró­ximo disco solo, pre­visto para 2027, terá as le­tras dele e a pro­du­ção de Loopcínio Rodrigo.

Texto produzido com apoio de IA. Os fatos foram conferidos fonte por fonte; não houve revisão humana do texto: a publicação foi autorizada pelo dono da revista em 1º de outubro de 2026 (registro de decisões, 2026-10-01T00:39:14-03:00). Fontes: p. 60.

8Puressência · Nº 01 · Outubro 2026

Ler no portal ↗

Música · Reportagem

ReportagemMúsica

Bonobo lança “Distance in Static”, com instrumentais na edição do Bandcamp

O oitavo álbum de estúdio de Simon Green saiu em 11 de setembro pela Ninja Tune, com sessões entre Los Angeles, Tóquio, Londres e o rancho de Neil Young, na Califórnia. No Bandcamp oficial, as 14 faixas do digital vêm seguidas de seis versões sem voz.

Por Redação Puressência · 1º de outubro de 2026Ler no portal ↗

Simon Green, o pro­du­tor e DJ bri­tâ­nico que as­sina como Bonobo, lan­çou em 11 de se­tem­bro “Distance in Static”, pela Ninja Tune. É o oi­tavo álbum de es­tú­dio dele e o pri­meiro desde “Fragments”, de 2022.

O nú­mero de fai­xas muda con­forme o for­mato. O CD e o LP têm 13 fai­xas; o di­gi­tal da loja da Ninja Tune (MP3 e WAV) tem 14, com “Mercury”. No Bandcamp ofi­cial, a edi­ção di­gi­tal chega a 20: de­pois das 14 fai­xas do di­gi­tal, seis fai­xas com con­vi­da­dos vol­tam sem voz. Para quem pro­duz, é um ma­te­rial de es­tudo pronto: dá para ouvir o ar­ranjo in­teiro sem a voz na frente e per­ce­ber o que sus­tenta cada faixa quando o canto sai.

Três lín­guas, vá­rias ci­da­des

Os con­vi­da­dos são Arooj Aftab, Nicole Miglis, Joy Crookes, Nilüfer Yanya, Aanya Martin, Ichiko Aoba e Kanako Yamamoto. As le­tras estão em in­glês, urdu e ja­po­nês. O texto ofi­cial do lan­ça­mento men­ciona sam­ples his­tó­ri­cos ira­nia­nos e gra­va­ções de guz­heng, ao lado de ins­tru­men­tos to­ca­dos e pro­ces­sa­dos pelo pró­prio Green.

As ses­sões pas­sa­ram por Los Angeles, Tóquio e Londres, entre ou­tros lu­ga­res. Boa parte do álbum foi con­cluída no Broken Arrow Ranch, o ran­cho de Neil Young na Califórnia, onde Bonobo pas­sou vá­rias se­ma­nas em 2026, de acordo com o site We Rave You.

Capa e palco

A di­re­ção de arte e o de­sign da edi­ção fí­sica são de Trevor Jackson. Junto com o disco, Bonobo apre­senta um show novo, de­se­nhado por Pierre Claude, que já tra­ba­lhou com Air, Gesaffelstein, Phoenix e Caroline Polachek. A es­treia é na turnê pela América do Norte, mar­cada para o ou­tono do he­mis­fé­rio norte, e o site ofi­cial já anun­cia in­gres­sos à venda tam­bém para a etapa do Reino Unido e da Europa.

Texto produzido com apoio de IA. Os fatos foram conferidos fonte por fonte; não houve revisão humana do texto: a publicação foi autorizada pelo dono da revista em 1º de outubro de 2026 (registro de decisões, 2026-10-01T00:39:14-03:00). Fontes: p. 60.

9Puressência · Nº 01 · Outubro 2026

Ler no portal ↗
Imagem Puressência: sintetizador modular antigo tomado por trepadeiras floridas, numa estufa de vidro e ferro
Imagem Puressência
Matéria de capaHistória
Ler no portal ↗
Imagem Puressência: sintetizador modular antigo tomado por trepadeiras floridas, numa estufa de vidro e ferro
Imagem Puressência

HistóriaEnsaio

De Düsseldorf a Detroit:

a máquina aprende a dançar

Um estúdio alemão, um oitavo andar em Nova York e um programa de rádio noturno em Detroit. Como a música eletrônica virou música de pista entre 1974 e 1988.

Por Redação Puressência · 1º de outubro de 2026Ler no portal ↗

Ler no portal ↗

História · EnsaioMatéria de capa

Em 1970, Ralf Hütter e Florian Schneider fun­da­ram o Kraftwerk em Düsseldorf e mon­ta­ram ali um es­tú­dio pró­prio, ba­ti­zado de Kling Klang em 1973. No co­meço, era só uma sala sem nada den­tro, numa área in­dus­trial da ci­dade. Aos pou­cos vie­ram o tra­ta­mento acús­tico, uma ofi­cina onde a banda fa­bri­cava os pró­prios os­ci­la­do­res e um porão cheio de apa­re­lhos ve­lhos, que o grupo não des­car­tava e vol­tava a usar para re­criar sons. Muito do que veio de­pois na mú­sica ele­trô­nica de pista passa por essa sala. Mas não em linha reta.

Esta é a his­tó­ria de uma rota com três pa­ra­das: um es­tú­dio ale­mão, um oi­tavo andar em Nova York e um pro­grama de rádio no­turno em Detroit. Em cada pa­rada, al­guém ouviu a má­quina de um jeito que os au­to­res ori­gi­nais não ti­nham pre­visto.

O la­bo­ra­tó­rio

Autobahn saiu em no­vem­bro de 1974. A faixa-tí­tulo, com quase 23 mi­nu­tos, ocupa a maior parte do disco. Foi tam­bém o álbum em que o grupo pas­sou a usar le­tras, ainda que com pouca voz. O tema é uma via­gem de carro pelas au­toes­tra­das ale­mãs, con­tada com sin­te­ti­za­do­res, ba­te­ria ele­trô­nica e uma voz ro­bó­tica, feita com vo­co­der, que re­pete o nome da mú­sica. Por baixo, um Minimoog co­man­dado por um se­quen­cia­dor ana­ló­gico re­pete a linha de baixo com re­gu­la­ri­dade de má­quina. Uma ver­são edi­tada tocou no rádio fora da Alemanha, e o álbum che­gou ao quinto lugar da pa­rada da Billboard nos Estados Unidos, em 1975.

Vieram de­pois qua­tro dis­cos que fe­cha­riam o de­se­nho do som: Radio-Activity (1975), Trans-Europe Express (1977), The Man-Machine (1978) e Computer World (1981). O pró­prio grupo cha­mava o que fazia de “in­dus­trielle Volksmusik”, uma mú­sica fol­cló­rica das fá­bri­cas, como lem­brou o Guardian no obi­tuá­rio de Schneider, em 2020. A ex­pres­são ajuda a ler o pro­jeto. Não havia iro­nia em tra­tar a má­quina como ins­tru­mento po­pu­lar. A nosso ver, a aposta era fazer a can­ção do sé­culo 20 soar como os lu­ga­res onde as pes­soas tra­ba­lha­vam e se des­lo­ca­vam.

O que atravessou o Atlântico nesse período não foi uma melodia, nem um aparelho. Foi uma permissão.

Duas fai­xas desse pe­ríodo im­por­tam para o resto da his­tó­ria. A pri­meira é “Trans-Europe Express”, com sua me­lo­dia lenta e cir­cu­lar. A se­gunda é “Numbers”, de Computer World, um exer­cí­cio rít­mico rá­pido e seco.

O oi­tavo andar

No co­meço de 1982, o DJ do Bronx Afrika Bambaataa as­si­nou com a Tommy Boy, selo que Tom Silverman aca­bava de abrir em Nova York, e es­treou com o sin­gle “Jazzy Sensation”. O disco se­guinte teve a pro­du­ção de al­guém que ainda var­ria o chão do de­pó­sito de uma dis­tri­bui­dora de dis­cos no Queens: Arthur Baker. Anos de­pois, em en­tre­vista à re­vista bri­tâ­nica Sound On Sound, Baker des­cre­veu de onde veio a ideia. Na hora do al­moço, perto do tra­ba­lho, ele ouvia “Trans-Europe Express” to­cando nos con­jun­tos ha­bi­ta­cio­nais do bairro. Aos sá­ba­dos, numa loja de dis­cos no Brooklyn, via clien­tes per­gun­tando pela ba­tida de “Numbers”. A me­lo­dia de uma, pen­sou, podia andar sobre o ritmo da outra, por­que a ba­tida de “Trans-Europe Express” era lenta de­mais para a pista.

O que saiu dali foi “Planet Rock”, de Afrika Bambaataa & the Soulsonic Force. A forma como foi gra­vado conta tanto quanto o re­sul­tado. Segundo Baker, não havia se­quen­cia­dor na ses­são. O te­cla­dista John Robie tocou tudo à mão, com um Micromoog e um Prophet-5 que ele e Baker car­re­ga­ram por oito lan­ces de es­cada, por­que o ele­va­dor do es­tú­dio Intergalactic es­tava que­brado. A ba­te­ria veio de uma Roland TR-808: Baker achou num clas­si­fi­cado do jor­nal Village Voice um homem que le­vava a pró­pria má­quina às ses­sões, e o con­tra­tou. O ma­te­rial do Kraftwerk, por­tanto, não foi re­cor­tado. Foi rea­pren­dido de ou­vido e to­cado de novo, em outra ci­dade, para outro pú­blico.

O ca­mi­nho vol­tou para a Europa logo em se­guida. Em 1983, Baker pro­du­ziu com o New Order o doze po­le­ga­das “Confusion”, lan­çado no Reino Unido pelo selo Factory, com o nú­mero de ca­tá­logo FAC 93. A má­quina que tinha saído da Alemanha vol­tava ao con­ti­nente na ver­são de Nova York.

Contar essa parte da his­tó­ria em 2026 exige uma nota. Afrika Bambaataa mor­reu em abril deste

12Puressência · Nº 01 · Outubro 2026

Ler no portal ↗

História · EnsaioMatéria de capa

ano, aos 68 anos, na Pensilvânia. Desde 2016, vá­rios ho­mens o acu­sam de abuso se­xual quando eram me­no­res de idade; ele negou todas as acu­sa­ções e dei­xou o co­mando da or­ga­ni­za­ção Universal Zulu Nation na­quele ano. Em 2025, per­deu uma ação civil por abuso de­pois de não se apre­sen­tar à Justiça. A im­por­tân­cia de “Planet Rock” como gra­va­ção não apaga esse re­gis­tro, e o re­gis­tro não apaga a gra­va­ção.

A nave-mãe no rádio

Enquanto isso, em Detroit, um lo­cu­tor cha­mado Charles Johnson fazia outra ponte. Como The Electrifying Mojo, ele es­tava no ar pela WGPR desde 1977 e de­pois pas­sou para a WJLB, em 1982. O pro­grama não res­pei­tava for­mato. O DJ Alan Oldham, para quem a pri­meira fase de Mojo na WGPR foi a mais mar­cante, lem­brou à Red Bull Music Academy que Mojo to­cava Funkadelic, Kraftwerk, Alice Cooper e Isley Brothers num mesmo set, numa rádio vol­tada ao pú­blico negro da ci­dade. Foi ele tam­bém quem apre­sen­tou o Kraftwerk ao mer­cado de Detroit. O pro­grama abria com a en­ce­na­ção de uma nave-mãe pou­sando. Na cha­mada da Midnight Funk Association, re­pro­du­zida pela Carnegie Hall, Mojo pedia aos ou­vin­tes que acen­des­sem a luz da va­randa e, se es­ti­ves­sem no carro, bu­zi­nas­sem e pis­cas­sem os fa­róis.

Três ami­gos da es­cola se­cun­dá­ria de Belleville, no Michigan, ou­viam esse rádio: Juan Atkins, Derrick May e Kevin Saunderson. O que os uniu, se­gundo o texto da Craft Recordings sobre a reedição de Enter, foi o gosto comum por Kraftwerk, Yellow Magic Orchestra e Parliament. Em 1980, Atkins for­mou com Richard Davis a dupla Cybotron. O pri­meiro álbum, Enter, saiu em 1983 pela Fantasy Records, com a faixa “Clear”. A dupla se se­pa­rou em 1985. Atkins pas­sou a gra­var como Model 500 e abriu o pró­prio selo, a Metroplex.

Há uma di­fe­rença de mé­todo entre Nova York e Detroit que vale notar. Em “Planet Rock”, a ba­te­ria era de má­quina, mas os te­cla­dos foram to­ca­dos à mão, por falta de se­quen­cia­dor. Em Detroit, a ge­ra­ção de Atkins as­su­miu sin­te­ti­za­do­res, ba­te­rias ele­trô­ni­cas e mesas de múl­ti­plas pis­tas como fer­ra­menta prin­ci­pal, e jun­tou a isso a pul­sa­ção do funk que vinha de George Clinton. A linha do tempo da mú­sica afro-ame­ri­cana man­tida pela Carnegie Hall des­creve o techno de Detroit como obra de empreendedores ne­gros in­de­pen­den­tes: mú­si­cos au­to­di­da­tas, selos pró­prios, fes­tas em clu­bes, es­co­las e ruas.

O nome

Faltava uma pa­la­vra. Até então, o som de Detroit cos­tu­mava ser tra­tado como uma va­ria­ção re­gio­nal da house de Chicago. Em 1988, o bri­tâ­nico Neil Rushton reu­niu fai­xas da ci­dade numa co­le­tâ­nea para a 10 Records, selo da Virgin no Reino Unido. O tí­tulo pro­vi­só­rio fa­lava em house. Em en­tre­vista à Red Bull Music Academy, Rushton con­tou que a equipe per­ce­beu que o ró­tulo não ser­via, e que a pa­la­vra es­co­lhida não foi in­ven­ção dele: já cir­cu­lava entre os pró­prios mú­si­cos de Detroit, que ainda não a ti­nham posto nas capas. A co­le­tâ­nea saiu como Techno! The New Dance Sound of Detroit. Uma das fai­xas era de Atkins e se cha­mava, pre­ci­sa­mente, “Techno Music”.

O que via­jou

Entre Autobahn e a co­le­tâ­nea de 1988 pas­sam ca­torze anos. O que atra­ves­sou o Atlântico nesse pe­ríodo não foi uma me­lo­dia, nem um apa­re­lho. Foi uma per­mis­são: a de tra­tar a má­quina como ins­tru­mento de dança, e não como cu­rio­si­dade de la­bo­ra­tó­rio. Cada pa­rada da rota mudou o sen­tido do que re­ce­beu. Em Düsseldorf, a re­pe­ti­ção ele­trô­nica des­cre­via a es­trada e a fá­brica. No Bronx, virou ba­tida para quem dan­çava na rua. Em Detroit, virou forma de tra­ba­lho in­de­pen­dente para jo­vens que ou­viam o rádio e, como lem­brou Rushton, fa­ziam tudo em apa­re­lhos ve­lhos.

Os veí­cu­los dessa via­gem foram fí­si­cos: dis­cos de vinil ven­di­dos em lojas de bairro, um clas­si­fi­cado de jor­nal, uma rádio local. Nenhum deles foi pla­ne­jado para ex­por­tar um gê­nero. A Carnegie Hall lista hoje o Brasil entre os paí­ses onde a cul­tura da mú­sica ele­trô­nica de pista flo­resce. Para quem pro­duz aqui, a lição de mé­todo con­ti­nua de pé: ouvir o que chega de fora com aten­ção, e de­pois tocar de novo, com as pró­prias mãos, para o pró­prio pú­blico.

Texto produzido com apoio de IA. Os fatos foram conferidos fonte por fonte; não houve revisão humana do texto: a publicação foi autorizada pelo dono da revista em 1º de outubro de 2026 (registro de decisões, 2026-10-01T00:39:14-03:00). Fontes: p. 60.

13Puressência · Nº 01 · Outubro 2026

Ler no portal ↗
Imagem Puressência: fitas cassete gigantes num vale coberto de musgo, com a fita correndo como um caminho de terra
Imagem Puressência
HistóriaEnsaio
Ler no portal ↗
Imagem Puressência: fitas cassete gigantes num vale coberto de musgo, com a fita correndo como um caminho de terra
Imagem Puressência

HistóriaEnsaio

Memphis em fita:

o rap que andou de mão em mão

Entre o fim dos anos 1980 e os anos 1990, DJs e produtores de Memphis gravaram em casa, venderam fitas na janela do clube e viram cópias piratas levarem o som para fora da cidade. A fita cassete não foi só o suporte: foi parte da estética.

Por Redação Puressência · 1º de outubro de 2026Ler no portal ↗

Ler no portal ↗

História · Ensaio

A fita cas­sete nas­ceu de uma me­dida de bolso. No co­meço dos anos 1960, o en­ge­nheiro ho­lan­dês Lou Ottens che­fiava o de­sen­vol­vi­mento de pro­du­tos da Philips na Bélgica e que­ria subs­ti­tuir os gra­va­do­res de rolo, caros e de­sa­jei­ta­dos, por algo que cou­besse no bolso in­terno de um pa­letó. Para fixar o ta­ma­nho, usou um bloco de ma­deira. A Philips apre­sen­tou o re­sul­tado em 1963. Segundo o do­cu­men­ta­rista Zack Taylor, ou­vido pela NPR, foi Ottens quem de­fen­deu que a em­presa li­be­rasse o for­mato para ou­tros fa­bri­can­tes sem co­brar li­cença, e foi assim que a fita se es­pa­lhou pelo mundo como pa­drão. Em 1º de julho de 1979, a Sony pôs à venda no Japão o pri­meiro Walkman, o TPS-L2, e a fita pas­sou a andar com as pes­soas.

Ottens, que mor­reu em março de 2021, aos 94 anos, nunca foi sen­ti­men­tal com a in­ven­ção. Segundo a NPR, ele con­si­de­rava a fita um for­mato pri­mi­tivo, su­jeito a ruído e dis­tor­ção. É uma iro­nia que vale guar­dar. Trinta anos de­pois da apre­sen­ta­ção da Philips, em Memphis, no Tennessee, o ruído e a dis­tor­ção da fita vi­ra­riam parte de um som.

A ja­nela do clube

Boa parte das his­tó­rias do rap de Memphis co­meça com um ado­les­cente na ca­bine de DJ. Antonio Kimbrough, nas­cido em 1970, ado­tou o nome DJ Spanish Fly e, aos 15 anos, já to­cava no Club Expo, onde mis­tu­rava rap e new wave com scrat­ches e rimas pró­prias. A Red Bull Music Academy re­gis­tra que ele tam­bém tocou no Club No Name, a pri­meira casa da ci­dade a pro­gra­mar rap.

O mé­todo dele ajuda a en­ten­der o que veio de­pois. Em en­tre­vista à re­vista SPIN, pu­bli­cada em agosto deste ano, Spanish Fly con­tou que mon­tava as bases à mão: achava uma ba­tida num disco an­tigo, gra­vava num apa­re­lho de som por­tá­til, vol­tava o vinil e re­pe­tia, com­passo por com­passo. Um dia de tra­ba­lho ren­dia qua­tro ou cinco mi­nu­tos de mú­sica. Depois gra­vava seus sets em fita e pas­sou a en­fiar mú­si­cas pró­prias entre os su­ces­sos, pri­meiro uma, de­pois duas ou três, até que as fitas fos­sem só dele. Segundo a Red Bull Music Academy, ele ven­dia

A fita permitiu gravar em casa, copiar sem pedir licença, vender na janela do clube e carregar no bolso.

as có­pias na ja­nela da frente dos clu­bes onde to­cava; a SPIN conta que tam­bém ro­dava a ci­dade de Cadillac, en­tre­gando fitas a quem desse uma con­tri­bui­ção.

“Você não con­se­guia essa mú­sica se não sou­besse como con­se­guir essa mú­sica”, disse ele à SPIN. A frase des­creve a eco­no­mia da cena. Não havia download nem streaming, lem­brou ele: havia a fita, quem a ven­dia e quem sabia onde en­con­trá-la.

Cópia de cópia

Logo apa­re­ce­ram os pi­ra­tas. Spanish Fly con­tou à SPIN que eles ga­nha­ram mais di­nheiro com as fitas dele do que ele pró­prio, e que le­va­ram as có­pias para Nova Orleans, Atlanta e St. Louis sem que ele sou­besse. A pi­ra­ta­ria, nesse caso, fun­cio­nou como rede de dis­tri­bui­ção.

Cada cópia de fita so­mava um pouco mais do ruído de que Ottens re­cla­mava. A Red Bull Music Academy des­creve as fitas de Memphis do co­meço dos anos 1990 como chia­das e si­bi­lan­tes, mui­tas vezes sem mi­xa­gem, sem mas­te­ri­za­ção, sem capa e sem lista de fai­xas, mas em geral com o te­le­fone do ar­tista im­presso para quem qui­sesse con­tratá-lo. O que para Ottens era de­feito virou as­si­na­tura.

A ba­tida que veio de Nova York

Um dos sons que mais cir­cu­la­ram nes­sas fitas nem era de Memphis. Em 1986, a dupla Showboys, for­mada por Orville Hall e Phillip Price, de Hollis, no Queens, gra­vou “Drag Rap”, uma his­tó­ria de gângs­te­res ins­pi­rada na série po­li­cial Dragnet, com uma ba­te­ria Roland TR-808 apa­re­cendo nas es­tro­fes. Em Nova York, o disco pas­sou quase des­per­ce­bido. No Sul, ga­nhou outro nome, Triggerman, e outra vida.

Tanto a Red Bull Music Academy quanto o ver­bete da Wikipédia sobre o beat cre­di­tam a Spanish Fly o uso pio­neiro da faixa na re­gião. Em Memphis, ela virou tri­lha da dança local, o gangsta walk. Em Nova Orleans, o pa­drão de 808 da faixa virou base do bounce, gê­nero de pista da ci­dade. A Red Bull Music Academy cita a con­ta­gem do site WhoSampled, de mais de 160 mú­si­cas que usam “Drag Rap”, e diz que o

16Puressência · Nº 01 · Outubro 2026

Ler no portal ↗

História · Ensaio

nú­mero está abaixo do real.

A ofi­cina

Se Spanish Fly abriu o ca­mi­nho, DJ Squeeky deu a ele um pa­drão de pro­du­ção. Em en­tre­vista ao jor­nal Memphis Flyer, Squeeky con­tou que co­me­çou a pro­du­zir ins­pi­rado nas mix­ta­pes de Spanish Fly e que foi dos pri­mei­ros a co­lo­car fitas de rap nas lojas da ci­dade, como a Mr. Z’s. Entre as má­qui­nas que usou, cita uma ba­te­ria ele­trô­nica Boss DR-660 e um sam­pler SP-1200. A Red Bull Music Academy des­creve as ba­ti­das dele como as que de­fi­ni­ram o co­meço da cena, e o site The A.V. Club lem­bra que o cré­dito pela in­ven­ção do som cos­tuma ser di­vi­dido entre ele e Spanish Fly.

Da mesma cena saiu o grupo que le­va­ria Memphis mais longe. DJ Paul, Juicy J e Lord Infamous o for­ma­ram em 1991, ainda com outro nome. As pri­mei­ras mix­ta­pes de DJ Paul e Juicy J eram, se­gundo a Red Bull Music Academy, mi­xa­gens de mú­si­cas alheias, em es­pe­cial de Squeeky e de quem gra­vava com ele. Squeeky disse ao Memphis Flyer que o grupo refez mú­si­cas dele e tirou sam­ples das mix­ta­pes dele; a Red Bull Music Academy con­si­dera a queixa justa, ainda que exa­ge­rada. Em 1995, já como Three 6 Mafia e com mais in­te­gran­tes, o grupo lan­çou Mystic Stylez pelo selo pró­prio, Prophet Entertainment, com ima­gens de hor­ror e ocul­tismo que, se­gundo o A.V. Club, mar­ca­ram a pro­du­ção da ci­dade até o fim da dé­cada.

As le­tras dessa pro­du­ção falam de dro­gas, crime e vio­lên­cia, mui­tas vezes de forma ex­trema. O A.V. Club lê o diabo e o ter­ror des­sas fitas como me­tá­fora para de­pres­são, an­sie­dade e a pres­são da vida na ci­dade, e apoia a lei­tura no de­poi­mento de um pro­du­tor da cena, Lil Grimm. As duas coi­sas cabem na mesma fita.

Para fora da ci­dade

Em 5 de março de 2006, o Three 6 Mafia subiu ao palco do Oscar para re­ce­ber o prê­mio de me­lhor can­ção ori­gi­nal por “It’s Hard Out Here for a Pimp”, do filme Hustle & Flow, di­ri­gido por Craig Brewer, de Memphis. Foi o pri­meiro grupo de hip-hop a ven­cer nessa ca­te­go­ria, se­gundo a XXL. A Variety des­cre­veu a vi­tó­ria como um caso iso­lado na his­tó­ria da pre­mia­ção.

A in­fluên­cia mais du­ra­doura, porém, cor­reu por baixo. O A.V. Club aponta o rap de Memphis como in­fluên­cia sobre a cena de Atlanta, e por esse ca­mi­nho sobre o crunk, o trap e, mais tarde, o rap feito para pla­ta­for­mas como o SoundCloud. As fitas ori­gi­nais, que cir­cu­la­vam de mão em mão e saíam do porta-malas de car­ros, fi­ca­ram raras. Em 2019, o A.V. Club já re­gis­trava co­le­cio­na­do­res, a maio­ria na Europa, pa­gando por elas on­line va­lo­res im­pen­sá­veis duas dé­ca­das antes.

Em 2026, parte desse ar­quivo co­me­çou a sair das fitas. O selo un­tit­led (recs) lan­çou Cadillac Warning, uma co­le­tâ­nea de gra­va­ções de Spanish Fly que, se­gundo a SPIN, só exis­tiam nas mix­ta­pes. É a pri­meira de ou­tras que ele diz ter a ca­mi­nho.

O su­porte como es­té­tica

A his­tó­ria do rap de Memphis mos­tra que o for­mato não é neu­tro. A fita per­mi­tiu gra­var em casa, co­piar sem pedir li­cença, ven­der na ja­nela do clube e car­re­gar no bolso. Também impôs chiado, perda a cada cópia e a au­sên­cia de qual­quer aca­ba­mento de es­tú­dio. Quem pro­du­ziu ali não es­con­deu essas mar­cas. Fez delas o pró­prio som. O en­ge­nheiro que de­se­nhou a fita a achava rui­dosa de­mais. Os DJs de Memphis des­co­bri­ram o que fazer com esse ruído.

Texto produzido com apoio de IA. Os fatos foram conferidos fonte por fonte; não houve revisão humana do texto: a publicação foi autorizada pelo dono da revista em 1º de outubro de 2026 (registro de decisões, 2026-10-01T00:39:14-03:00). Fontes: p. 60.

17Puressência · Nº 01 · Outubro 2026

Ler no portal ↗

História · Ensaio

Escolher uma linha e tocá-la de novo, no andamento certo para o lugar onde a música vai tocar.

Ler no portal ↗

HistóriaEnsaio

G-funk:

quando Los Angeles desacelerou o funk

Entre 1992 e 1994, Dr. Dre, Snoop Dogg e Warren G reprocessaram discos de funk e soul de uma ou duas décadas antes e fizeram deles o som da Califórnia. O método ficou; o contexto também precisa ficar.

Por Redação Puressência · 1º de outubro de 2026Ler no portal ↗

Ler no portal ↗

História · Ensaio

Existe um som que muita gente re­co­nhece em dois com­pas­sos: um groove lento, um baixo grave e re­dondo, vozes fe­mi­ni­nas ao fundo e, por cima de tudo, uma linha de sin­te­ti­za­dor aguda que des­liza entre as notas como um as­so­bio. Esse som tem nome, G-funk, abre­via­ção de gangsta funk, e tem data de che­gada ao grande pú­blico: 15 de de­zem­bro de 1992, quando saiu The Chronic, pri­meiro álbum solo de Dr. Dre.

O G-funk cos­tuma ser con­tado como in­ven­ção de um pro­du­tor. É mais útil contá-lo como mé­todo. Ele parte de dis­cos de funk e soul dos anos 1970 e do co­meço dos 1980, de­sa­ce­lera o an­da­mento, troca o re­corte pela re­gra­va­ção quando con­vém e junta tudo num es­tú­dio com um grupo pe­queno de mú­si­cos, rap­pers e can­to­res. Vale olhar cada etapa.

A se­mente

Em 1973, a banda de funk Ohio Players lan­çou “Funky Worm”. Na faixa, o te­cla­dista Walter “Junie” Morrison toca solos de sin­te­ti­za­dor ARP agu­dos e ana­sa­la­dos. Mais de uma dé­cada de­pois, esse tim­bre rea­pa­re­ceu em Los Angeles. O N.W.A, grupo em que Dr. Dre era pro­du­tor, sam­pleou esses solos em “Dope Man”, de 1987, e em “Gangsta Gangsta”, do ano se­guinte. A par­tir dali, pro­du­to­res da Costa Oeste pas­sa­ram a imi­tar aquele som em seus pró­prios te­cla­dos. É desse solo que vem, em boa parte, o as­so­bio do G-funk.

A outra raiz é o P-Funk, o funk car­re­gado de sin­te­ti­za­do­res que George Clinton, o Parliament e o Funkadelic fi­ze­ram nos anos 1970. O G-funk pega esse vo­ca­bu­lá­rio e o põe num an­da­mento mais ar­ras­tado, feito para o carro e não para a pista.

O selo e o disco

No co­meço dos anos 1990, Dr. Dre, The D.O.C. e Suge Knight es­ti­ve­ram entre os fun­da­do­res da Death Row Records, em Los Angeles. Dre es­tava saindo do N.W.A e do selo Ruthless. A Interscope en­trou com o di­nheiro e, em troca, ficou com a dis­tri­bui­ção. O pri­meiro álbum da Death Row foi The Chronic.

O disco apre­sen­tou uma ge­ra­ção in­teira: Snoop Doggy Dogg (de­pois só Snoop Dogg), Kurupt, Daz Dillinger, The Lady of Rage, RBX, Nate Dogg. Segundo a re­se­nha faixa a faixa que a Billboard pu­bli­cou nos 20 anos do álbum, Snoop, Daz e The D.O.C. cui­da­ram de boa parte das le­tras. O mesmo texto atri­bui a vi­rada mu­si­cal a três es­co­lhas de Dre: an­da­mento mais lento, sam­ples de dis­cos de funk como os do Parliament-Funkadelic e ca­ma­das gros­sas de sin­te­ti­za­dor.

O pri­meiro sin­gle, “Nuthin’ but a ‘G’ Thang”, com Snoop, usa um sam­ple de “I Want’a Do Something Freaky to You”, de Leon Haywood, e che­gou ao se­gundo lugar da pa­rada Hot 100 da Billboard. “Let Me Ride”, ter­ceiro sin­gle, faz outra coisa: em vez de re­cor­tar, re­grava. A faixa in­ter­pola “Mothership Connection”, do Parliament, e tem baixo to­cado ao vivo por Colin Wolfe, multi-ins­tru­men­tista que tra­ba­lhou com Dre no álbum. “Let Me Ride” deu a Dre o Grammy de me­lhor per­for­mance solo de rap em 1994.

Essa di­fe­rença entre sam­plear e tocar de novo im­porta. Regravar uma linha de funk per­mite ajus­tar an­da­mento e tim­bre sem de­pen­der da gra­va­ção ori­gi­nal. Foi assim que o G-funk con­se­guiu soar ao mesmo tempo fa­mi­liar e novo: as me­lo­dias eram de outra dé­cada, mas o corpo do som era do co­meço dos anos 1990.

O que o disco tam­bém car­rega

The Chronic não é só um disco de tim­bres. A mesma re­se­nha da Billboard aponta a vio­lên­cia nii­lista do disco, que tem po­li­ciais, mu­lhe­res e os de­sa­fe­tos de Dre como alvos re­cor­ren­tes. Lembra tam­bém que Dre co­me­çou o pro­jeto sob o peso da agres­são à apre­sen­ta­dora Dee Barnes (o epi­só­dio é de 1991, se­gundo a NPR), caso em que ele não con­tes­tou a acu­sa­ção e re­ce­beu dois anos de li­ber­dade con­di­cio­nal. Em 2015, Dre pediu des­cul­pas pu­bli­ca­mente às mu­lhe­res que ma­chu­cou, se­gundo a NPR. Uma his­tó­ria do G-funk que deixa isso de fora conta só me­tade do que acon­te­ceu na­quele es­tú­dio.

A con­ti­nua­ção

O se­gundo passo veio em 23 de no­vem­bro de 1993, com Doggystyle, es­treia solo de Snoop, tam­bém pro­du­zido por Dre e lan­çado pela Death Row e pela Interscope. O disco en­trou di­reto no pri­meiro lugar da pa­rada de ál­buns da Billboard e ven­deu cerca de 800 mil có­pias na pri­meira se­mana, então um re­corde para uma es­treia de rap, se­gundo a Billboard.

O ter­ceiro passo saiu de Long Beach. Warren G, irmão por afi­ni­dade de Dre, tinha for­mado com Snoop e Nate Dogg o grupo 213, nome ti­rado do có­digo de área da re­gião. Em 28 de abril de 1994, ele e Nate Dogg lan­ça­ram “Regulate”, na tri­lha do filme Above the Rim. A base vem de “I Keep Forgettin’ (Every Time You’re Near)”, su­cesso de Michael McDonald de 1982.

20Puressência · Nº 01 · Outubro 2026

Ler no portal ↗

História · Ensaio

A mú­sica che­gou ao se­gundo lugar da Hot 100, e o álbum de es­treia de Warren G, Regulate… G Funk Era, ao se­gundo lugar da pa­rada de ál­buns.

A ori­gem do sam­ple diz muito. Em 2014, Warren G con­tou à Billboard que pegou o disco de McDonald num lote de vinis de um ven­de­dor na porta de uma lan­cho­nete em Los Angeles, e que soube na hora que pre­ci­sava sam­plear aquela faixa, “um disco que minha ma­drasta e meu pai to­ca­vam”. Ali está o mé­todo in­teiro: a co­le­ção de dis­cos dos pais, ou­vida de novo por um filho que tinha uma Akai MPC60.

Arquivo

Em março de 2020, a Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos anun­ciou a in­clu­são de The Chronic no National Recording Registry, a lista de gra­va­ções pre­ser­va­das por im­por­tân­cia cul­tu­ral, his­tó­rica ou es­té­tica. Era, na­quela turma, o re­gis­tro mais re­cente de mú­sica pop, ao lado de “I Will Always Love You”, de Whitney Houston, tam­bém de 1992.

A Death Row, por sua vez, pas­sou por vá­rias mãos. Em fe­ve­reiro de 2022, Snoop Dogg com­prou a marca do selo do grupo MNRK, con­tro­lado por um fundo da Blackstone. Segundo a Deadline, o ne­gó­cio não in­cluía, na­quele mo­mento, os di­rei­tos sobre as mú­si­cas. O ar­tista que es­treou no pri­meiro disco do selo pas­sou a ser dono do nome.

O que fica

Tirando o mito e a vio­lên­cia, o G-funk deixa uma lição de pro­du­ção que con­ti­nua vá­lida. Ouvir o que já existe em casa. Escolher uma linha e tocá-la de novo, no an­da­mento certo para o lugar onde a mú­sica vai tocar. Juntar pou­cas pes­soas num mesmo es­tú­dio e di­vi­dir o ofí­cio: uma es­creve, outra canta o re­frão, outra toca o baixo. O re­sul­tado foi o som de uma ci­dade num pe­ríodo curto, de 1992 a 1994, que muita gente ainda re­co­nhece como Califórnia em dois com­pas­sos.

Texto produzido com apoio de IA. Os fatos foram conferidos fonte por fonte; não houve revisão humana do texto: a publicação foi autorizada pelo dono da revista em 1º de outubro de 2026 (registro de decisões, 2026-10-01T00:39:14-03:00). Fontes: p. 60.

21Puressência · Nº 01 · Outubro 2026

Ler no portal ↗

Opinião

OpiniãoDa Redação

A máquina ajuda. Quem assina a música é gente

No pico de junho, faixas geradas por IA passaram da metade dos envios diários de uma plataforma de streaming. A discussão que importa é sobre crédito, licença e rótulo.

Por Redação Puressência · 1º de outubro de 2026Ler no portal ↗

Se houve IA, ela entra na ficha técnica como entra uma caixa de ritmos ou um plug-in: como instrumento, nunca como autora.

No dia 9 de se­tem­bro, a Suno lan­çou a ver­são 6 do seu ge­ra­dor de mú­sica. Nove dias de­pois, Universal Music e Sony Music abri­ram uma nova ação con­tra a em­presa na Justiça fe­de­ral de Massachusetts, nos Estados Unidos. Segundo o Boston.com, a acu­sa­ção é que mo­de­los an­te­rio­res da Suno foram trei­na­dos com gra­va­ções das duas gra­va­do­ras, e que as in­te­ra­ções dos usuá­rios com esses mo­de­los ser­vi­ram para de­sen­vol­ver o novo. A pri­meira ação delas con­tra a Suno, de junho de 2024, segue em an­da­mento.

É fácil ler o caso como mais um ca­pí­tulo de “má­quina con­tra ar­tista”. Nós lemos de outro jeito. A per­gunta já não é se um pro­grama con­se­gue pro­du­zir uma can­ção. Ele con­se­gue. Sobram três per­gun­tas: com o que ele apren­deu, quem res­ponde pela obra e o que o ou­vinte fica sa­bendo.

Volume não é pú­blico

Em 21 de julho, a Deezer in­for­mou que as fai­xas to­tal­mente ge­ra­das por IA pas­sa­ram de 50% dos en­vios diá­rios de mú­sica nova no pico de junho, com cerca de 90 mil fai­xas por dia. No mesmo co­mu­ni­cado, a pla­ta­forma diz que essas fai­xas res­pon­dem por 1% a 3% das au­di­ções, e que até 85% das au­di­ções re­gis­tra­das nelas em 2025 eram frau­du­len­tas. A em­presa anun­ciou que vai re­ti­rar fai­xas de IA usa­das em fraude e as que pas­sa­rem seis meses sem ser ou­vi­das.

O nú­mero im­pres­siona, mas conta outra his­tó­ria. Boa parte dessa pro­du­ção não foi feita para al­guém es­cu­tar. Foi feita para ocu­par ca­tá­logo e dis­pu­tar fra­ções de royalties. O pro­blema, aqui, não é a fer­ra­menta. É o uso dela para di­luir o pa­ga­mento de quem faz mú­sica.

Se o ou­vido não dis­tin­gue, o ró­tulo dis­tin­gue

Em no­vem­bro de 2025, uma pes­quisa do Ipsos en­co­men­dada pela Deezer ouviu 9 mil pes­soas em oito paí­ses, o Brasil entre eles. Num teste às cegas com três fai­xas, 97% não con­se­gui­ram se­pa­rar a mú­sica feita in­tei­ra­mente por IA da mú­sica feita por gente. E 80% dis­se­ram que a mú­sica 100% ge­rada por IA de­ve­ria vir cla­ra­mente iden­ti­fi­cada.

As duas res­pos­tas se com­ple­tam. Se o ou­vido não re­solve, a in­for­ma­ção pre­cisa re­sol­ver. Rótulo não é cen­sura nem selo de qua­li­dade. É ficha téc­nica: diz o que é, quem fez e com quê.

A União Europeia se­guiu esse ca­mi­nho. Desde 2 de agosto de 2026 vale o ar­tigo 50 da lei de IA do bloco: quem for­nece sis­te­mas que geram áudio sin­té­tico pre­cisa mar­car o re­sul­tado em for­mato le­gí­vel por má­quina, e quem pu­blica deepfakes pre­cisa avi­sar o pú­blico. Em obra cla­ra­mente ar­tís­tica, o aviso pode ser feito de um jeito que não atra­pa­lhe a obra, mas pre­cisa exis­tir. Sistemas co­lo­ca­dos no mer­cado antes dessa data têm até 2 de de­zem­bro para

22Puressência · Nº 01 · Outubro 2026

Ler no portal ↗

Opinião

cum­prir a parte da mar­ca­ção, se­gundo a Comissão Europeia.

Ferramenta não as­sina

A linha entre fer­ra­menta e autor já tem de­se­nho ju­rí­dico nos Estados Unidos. Em ja­neiro de 2025, o Escritório de Direitos Autorais do país con­cluiu que usar IA para aju­dar a cria­ção hu­mana, e não para subs­ti­tuí-la, não tira a pro­te­ção da obra. Concluiu tam­bém que ma­te­rial ge­rado só pela má­quina não é pro­te­gido, e que, com a tec­no­lo­gia dis­po­ní­vel hoje, o co­mando es­crito, o prompt, so­zi­nho, não dá ao usuá­rio con­trole su­fi­ciente para ser con­si­de­rado autor. Em 2 de março de 2026, a Suprema Corte ame­ri­cana re­cu­sou o re­curso no caso Thaler v. Perlmutter. Com isso, ficou va­lendo a de­ci­são da ins­tân­cia an­te­rior, que exige au­to­ria hu­mana.

Há um exem­plo claro de fer­ra­menta usada como fer­ra­menta. Em “Now and Then”, lan­çada em 2 de no­vem­bro de 2023, a equipe de Peter Jackson usou a tec­no­lo­gia de áudio MAL, da WingNut Films, para se­pa­rar a voz de John Lennon do piano em uma demo que ele gra­vou no fim dos anos 1970. Paul McCartney e Ringo Starr ter­mi­na­ram a can­ção, que levou o Grammy de per­for­mance de rock em 2025. A má­quina lim­pou a gra­va­ção. A can­ção, a voz e as es­co­lhas são de pes­soas.

Treinar pede li­cença

Resta a en­trada. Um mo­delo que aprende com gra­va­ções alheias usa tra­ba­lho alheio. Em no­vem­bro de 2025, a Warner Music Group en­cer­rou seu pro­cesso con­tra a Suno com um acordo: mo­de­los li­cen­cia­dos a par­tir de 2026 e uso de nome, ima­gem, voz e com­po­si­ções ape­nas dos ar­tis­tas da Warner que ade­ri­rem, com nova fonte de re­ceita para eles. Não cabe a nós ava­liar os ter­mos. Cabe re­gis­trar que o acordo existe e que ele des­monta a ideia de que li­cen­ciar é im­pos­sí­vel.

No Brasil, o Senado apro­vou em 10 de de­zem­bro de 2024 o PL 2338/2023, que re­gula a IA. O texto per­mite ao ti­tu­lar de di­rei­tos au­to­rais proi­bir o uso de suas obras fora das ex­ce­ções pre­vis­tas, ga­rante re­mu­ne­ra­ção quando obras pro­te­gi­das trei­nam sis­te­mas ofe­re­ci­dos co­mer­cial­mente e pro­tege ima­gem e voz de pes­soas. Na Câmara, a úl­tima mo­vi­men­ta­ção re­gis­trada, de 2 de se­tem­bro de 2026, mos­tra o pro­jeto ainda à es­pera do pa­re­cer do re­la­tor na co­mis­são es­pe­cial.

O que de­fen­de­mos

A po­si­ção desta re­da­ção cabe em três li­nhas.

Crédito. Quem com­pôs, quem can­tou, quem tocou e quem pro­du­ziu apa­rece pelo nome. Se houve IA, ela entra na ficha téc­nica como entra uma caixa de rit­mos ou um plug-in: como ins­tru­mento, nunca como au­tora.

Transparência. Dizer onde a IA en­trou (voz, ar­ranjo, mi­xa­gem, ima­gem) em lin­gua­gem sim­ples, antes de o ou­vinte pre­ci­sar per­gun­tar. Voz de pes­soa real, só com au­to­ri­za­ção dela.

Direitos. Treinar com obra alheia pede per­mis­são e pa­ga­mento. Os acor­dos de li­cença já mos­tram que isso é pos­sí­vel.

Nesta re­vista, ima­gem criada com IA leva ró­tulo. É o mí­nimo. A per­gunta útil não é se a má­quina com­põe. É quem res­ponde pela mú­sica quando ela chega a quem ouve.

Este é um texto de opi­nião da Redação Puressência.

Texto produzido com apoio de IA. Os fatos foram conferidos fonte por fonte; não houve revisão humana do texto: a publicação foi autorizada pelo dono da revista em 1º de outubro de 2026 (registro de decisões, 2026-10-01T00:39:14-03:00). Fontes: p. 60.

23Puressência · Nº 01 · Outubro 2026

Ler no portal ↗

Opinião

OpiniãoDa Redação

Ouvir o passado é saber de onde vem o que toca agora

Segundo a Luminate, até no gênero mais puxado por lançamentos, dois terços da escuta vão para faixas com mais de 18 meses. O que falta ao ouvinte não é memória. É contexto.

Por Redação Puressência · 1º de outubro de 2026Ler no portal ↗

Conhecer a linhagem é o que separa referência de imitação.

O re­la­tó­rio de meio de ano da Luminate, pu­bli­cado em 15 de julho, traz um dado que me­re­cia mais aten­ção. O gê­nero em que a mú­sica re­cente pesa mais é a world music, e mesmo ali só 34% das au­di­ções em áudio vêm de fai­xas com até 18 meses. No rock, o ca­tá­logo pro­fundo res­ponde por 75% da es­cuta em áudio, cinco pon­tos a mais que no ano an­te­rior. E dance/ele­trô­nica, o gê­nero que mais cres­ceu nos Estados Unidos no se­mes­tre, cres­ceu em parte com uma onda de nos­tal­gia que trouxe de volta can­ções de 2015 a 2017.

Em ou­tras pa­la­vras: o pú­blico já passa boa parte do tempo no pas­sado. A ques­tão é se ele es­cuta esse pas­sado com con­texto ou como som de fundo.

Nostalgia re­pete; his­tó­ria liga

Nostalgia e his­tó­ria não são a mesma coisa. A nos­tal­gia de­volve a can­ção que você já co­nhe­cia, do jeito que você a co­nhe­cia. A his­tó­ria mos­tra de onde ela veio e para onde foi de­pois. A pri­meira fecha o ou­vinte no pró­prio gosto. A se­gunda abre es­paço para o ar­tista que vem em se­guida.

Um exem­plo ajuda. Em junho de 1982 saiu “Planet Rock”, de Afrika Bambaataa & The Soulsonic Force, com pro­du­ção de Arthur Baker e te­cla­dos de John Robie. Segundo a re­por­ta­gem da re­vista Sound On Sound, que ouviu Baker, a equipe tomou a me­lo­dia de “Trans-Europe Express” e o ritmo de “Numbers”, as duas do Kraftwerk, e re­gra­vou tudo: Robie tocou os te­cla­dos à mão, sem se­quen­cia­dor, e as ba­ti­das saí­ram de uma ba­te­ria ele­trô­nica Roland TR-808. O re­sul­tado levou a ele­trô­nica alemã para den­tro do rap que se fazia em Nova York. Quem co­nhece as duas pon­tas es­cuta duas coi­sas ao mesmo tempo: a ci­ta­ção e o passo adiante.

O fio passa pelo Rio

O mesmo tipo de fio atra­vessa o Brasil. Em ar­tigo pu­bli­cado em 2015 na re­vista Horizonte Científico, da Universidade Federal de Uberlândia, o pes­qui­sa­dor Christhian Beschizza des­creve como os bai­les ca­rio­cas tro­ca­ram o soul e a dis­co­teca pelo hip-hop ame­ri­cano a par­tir do co­meço dos anos 1980. Os dis­cos eram com­pra­dos fora, e um des­tino comum era Miami, onde sur­gia o Miami Bass. O ar­tigo aponta a TR-808 como marca so­nora da­quele hip-hop e vê no es­forço de DJs e MCs do Rio para re­pro­du­zir o Miami Bass o ponto de par­tida do funk ca­rioca en­quanto mú­sica. Depois vie­ram as le­tras pró­prias, e o que che­gava de fora pas­sou a ser re­feito do jeito ca­rioca.

Não é pre­ciso for­çar a ge­nea­lo­gia. Basta notar que a mesma caixa de rit­mos apa­rece nas duas pon­tas, em “Planet Rock” e no hip-hop que os DJs ca­rio­cas foram bus­car em Miami. Quem es­cuta um funk hoje sa­bendo disso não es­cuta menos funk. Escuta mais.

Contar a his­tó­ria faz aper­tar o play

Há sinal de que o con­texto move a es­cuta. O mesmo re­la­tó­rio da Luminate re­gis­tra que o do­cu­men­tá­rio “The Rise of the Red Hot Chili Peppers: Our Brother, Hillel” fez as au­di­ções da banda su­bi­rem 11% nos Estados Unidos e 8% no mundo na se­mana em que en­trou na Netflix. O que

24Puressência · Nº 01 · Outubro 2026

Ler no portal ↗

Opinião

puxou a alta, se­gundo o re­la­tó­rio, foi um filme que conta a his­tó­ria da banda. Quando al­guém conta de onde vêm as can­ções, as pes­soas vol­tam a elas.

No Brasil, uma parte grande desse pas­sado está aberta. O site Discografia Brasileira, do Instituto Moreira Salles, tenta reu­nir tudo o que se gra­vou no país em dis­cos de 78 ro­ta­ções entre 1902 e 1964. Em março de 2025, se­gundo o IMS, eram cerca de 64 mil fo­no­gra­mas ca­ta­lo­ga­dos, 47.016 áu­dios para ouvir no pró­prio site e mais de 5.900 gra­va­ções em do­mí­nio pú­blico li­be­ra­das para download. É uma es­cola aberta para quem pro­duz e para quem es­cuta.

A ob­je­ção

A ob­je­ção mais séria é esta: se o ca­tá­logo ocupa tanto es­paço, sobra menos para quem está co­me­çando. O risco é real. Mas o que prende o ou­vinte ao que ele já co­nhece não é o pas­sado em si. É o pas­sado ser­vido sem con­texto, em re­pe­ti­ção, por sis­te­mas de re­co­men­da­ção que de­vol­vem o que você já ouviu. Com con­texto, o pas­sado vira ponte. O ou­vinte que sabe de onde veio um som re­co­nhece quem o leva adiante e es­cuta o ar­tista novo como con­ti­nua­ção, não como cópia.

Para o ar­tista, a conta é pa­re­cida. Conhecer a li­nha­gem é o que se­para re­fe­rên­cia de imi­ta­ção. “Planet Rock” par­tiu de duas fai­xas co­nhe­ci­das, jun­tou com outra coisa e foi para outro lugar. E a re­fe­rên­cia tam­bém tem regra: Baker con­tou à Sound On Sound que a equipe temia ser pro­ces­sada pelo Kraftwerk por usar a me­lo­dia de “Trans-Europe Express”. Para nós, quem cons­trói sobre a obra de outro deve pedir li­cença antes.

O que esta re­vista vai fazer

Por isso a Revista Puressência vai con­tar his­tó­rias ao lado do que está saindo agora. Cada ma­té­ria sobre um lan­ça­mento tenta mos­trar o fio: de onde vem o som, quem fez, quando e como foi gra­vado, sem­pre com fonte. Não para vol­tar no tempo. Para que quem ouve e quem faz mú­sica falem da mesma coisa.

Este é um texto de opi­nião da Redação Puressência.

Texto produzido com apoio de IA. Os fatos foram conferidos fonte por fonte; não houve revisão humana do texto: a publicação foi autorizada pelo dono da revista em 1º de outubro de 2026 (registro de decisões, 2026-10-01T00:39:14-03:00). Fontes: p. 61.

25Puressência · Nº 01 · Outubro 2026

Ler no portal ↗
Imagem Puressência: escultura de folhas douradas e vidro à luz do dia, entre cascatas e plantas
Imagem Puressência

ReportagemModa

Na Saint Laurent, o desfile termina em canção

No Trocadéro, Charlotte Gainsbourg canta ao vivo no fecho do verão 2027 de Anthony Vaccarello, numa noite quase toda em ouro e cercada de rumores sobre o futuro do estilista na casa.

Por Redação Puressência · 1º de outubro de 2026Ler no portal ↗

Na terça-feira, 29 de se­tem­bro, se­gundo dia da se­mana de moda de Paris para o verão 2027, a Saint Laurent levou a pas­sa­rela para os jar­dins do Trocadéro, de frente para a Torre Eiffel. Anthony Vaccarello mos­trou uma co­le­ção quase toda em ouro: foram 49 looks dou­ra­dos antes da vi­rada para o preto, na conta da Numéro e da The Zoe Report. No fim, a mú­sica veio ao vivo. Charlotte Gainsbourg saiu da pla­teia, foi até o cen­tro da pas­sa­rela e can­tou ao vivo en­quanto as úl­ti­mas mo­de­los davam a volta.

O palco

A cena foi mon­tada como um show. Passarela preta la­queada, três lus­tres dou­ra­dos gi­gan­tes e a torre ilu­mi­nada ao fundo, na des­cri­ção da W Magazine. A can­tora ves­tia um terno preto clás­sico da casa, se­gundo a Reuters. Uma linha de sa­xo­fone acom­pa­nhava a voz, conta a Style Rave.

Segundo a Style Rave, a can­ção foi es­crita em ho­me­na­gem a Vaccarello e à his­tó­ria dele com a Saint Laurent. Para o site The Zoe Report, ela pa­rece

26Puressência · Nº 01 · Outubro 2026

Ler no portal ↗

Moda · Reportagem

iné­dita. A letra fala com Vaccarello pelo nome. No fim da apre­sen­ta­ção, ele subiu à pas­sa­rela, abra­çou a can­tora e os dois ca­mi­nha­ram jun­tos entre as fi­gu­ras fe­mi­ni­nas dou­ra­das que la­dea­vam o per­curso. A pla­teia aplau­diu de pé.

Entre os con­vi­da­dos es­ta­vam Rosé, do Blackpink, Kate Moss e o ci­neasta Francis Ford Coppola, se­gundo a Reuters e a W Magazine.

A roupa

O ouro cobre o corpo in­teiro e muda de tom e de aca­ba­mento ao longo do des­file: passa pelo claro, pelo bi­zan­tino e pelo art déco, chega ao fosco e a um tom quase bru­ta­lista, como des­creve a Numéro. Os ma­te­riais lis­ta­dos pela im­prensa vão do lamê, da or­ganza e da gui­pure ao bro­cado, ao jac­quard, ao al­go­dão me­ta­li­zado e a um látex co­berto de folha de ouro.

A W Magazine aponta o ponto de par­tida: a co­le­ção Rive Gauche de ou­tono de 1991 de Yves Saint Laurent, lida de trás para frente. A se­quên­cia co­meça no ouro claro e es­cu­rece até o preto. Os ar­qué­ti­pos da casa estão lá, como a ja­queta sa­fári, o trench e a saia en­ve­lope, ao lado de peças que o pró­prio Vaccarello fir­mou na casa, como os ca­sa­cos de om­bros lar­gos, lem­bra a Numéro. O fecho vem em ves­ti­dos pre­tos de man­gas am­plas e cau­das lon­gas, de acordo com a Reuters.

O con­texto

O des­file mar­cou dez anos desde a pri­meira co­le­ção de Vaccarello para a Saint Laurent, ob­serva a Reuters. Ele foi no­meado di­re­tor ar­tís­tico da casa em abril de 2016, lem­bra a Numéro. Nas se­ma­nas an­te­rio­res, re­por­ta­gens, a co­me­çar pela Puck, apon­ta­ram este des­file como pos­sí­vel des­pe­dida, se­gundo a Style Rave. Até esta quarta-feira, 30 de se­tem­bro, nem a Saint Laurent nem a Kering, grupo dono da marca, con­fir­ma­ram qual­quer mu­dança. Por ora, é rumor.

O que a mú­sica faz aqui

Um des­file cos­tuma ter tri­lha edi­tada: som de fundo, cor­tado no tempo exato das en­tra­das. Quando a úl­tima mú­sica sai de uma voz na pró­pria pas­sa­rela, o des­file ganha outra forma. Tem aber­tura, cres­cendo e um fim com ar­tista em cena, como um show.

A es­co­lha tam­bém diz algo sobre roupa. Uma can­tora ves­tida com o terno da casa leva a peça para o palco, e não para a arara. E uma can­ção es­crita em ho­me­na­gem ao es­ti­lista trans­forma o que pode ser uma des­pe­dida em re­gis­tro au­to­ral, e não em co­mu­ni­cado de im­prensa. Se Vaccarello sair, a úl­tima ima­gem dele na Saint Laurent terá som.

Texto produzido com apoio de IA. Os fatos foram conferidos fonte por fonte; não houve revisão humana do texto: a publicação foi autorizada pelo dono da revista em 1º de outubro de 2026 (registro de decisões, 2026-10-01T00:39:14-03:00). Fontes: p. 61.

27Puressência · Nº 01 · Outubro 2026

Ler no portal ↗

Moda · Reportagem

ReportagemModa

A marca de roupa agora monta a turnê

Em setembro, a Gap fechou com uma boy band para produzir série, turnê e coleção, e a Coach juntou quatro artistas, a Spotify e um ônibus que vira palco. A música deixa de ser trilha de comercial e passa a ser o centro da campanha.

Por Redação Puressência · 1º de outubro de 2026Ler no portal ↗

A Gap já usou de swing a hip-hop e rap nos seus co­mer­ciais, lem­bra a Associated Press. Em se­tem­bro, ela e a Coach, duas mar­cas ame­ri­ca­nas, anun­cia­ram pro­je­tos que vão além da tri­lha. Não que­rem só a mú­sica do anún­cio. Querem a turnê, a série, o ôni­bus e o palco.

Gap: da vi­trine ao palco do shopping

Em 22 de se­tem­bro, a Gap Inc. anun­ciou uma par­ce­ria de vá­rios anos com a Just Your Type, a JYT. É uma boy band de cinco in­te­gran­tes vin­dos dos Estados Unidos e do Reino Unido: Recker Eans, Toby Green, Caden Adamonis, Bryan Chan e Tyler George. O grupo foi criado e de­sen­vol­vido pelo com­po­si­tor e pro­du­tor Freddy Wexler e tem con­trato com a Wexler Records e a Republic Records, se­gundo o co­mu­ni­cado da em­presa e a Associated Press.

É a pri­meira par­ce­ria do que a Gap chama de Fashiontainment, uma pla­ta­forma vol­tada a con­teúdo, li­cen­cia­mento, par­ce­rias e ex­pe­riên­cias. O pa­cote junta série, turnê, roupa e palco. A Gap co­pro­duz uma série do­cu­men­tal em epi­só­dios sobre a banda. Em ou­tu­bro, a JYT sai numa turnê na­cio­nal por shoppings, com apre­sen­ta­ções e ações em lojas se­le­cio­na­das da Gap. Os cinco in­te­gran­tes as­si­nam com a marca uma cáp­sula de rou­pas que chega às lojas neste ou­tono do he­mis­fé­rio norte. E a Gap passa a ves­tir o grupo em parte das apre­sen­ta­ções.

Segundo a em­presa, a banda somou mais de 450 mi­lhões de vi­sua­li­za­ções nos úl­ti­mos 90 dias e tem mais de 2 mi­lhões de se­gui­do­res nas redes. A área de en­tre­te­ni­mento é di­ri­gida por

28Puressência · Nº 01 · Outubro 2026

Ler no portal ↗

Moda · Reportagem

Pam Kaufman, que veio da Paramount e foi con­tra­tada em ja­neiro como a pri­meira di­re­tora de en­tre­te­ni­mento da com­pa­nhia, in­forma a Marketing Dive. O mo­vi­mento é a aposta mais re­cente do pre­si­dente-exe­cu­tivo Richard Dickson para re­cu­pe­rar a Gap Inc., lem­bra a AP. Antes, Dickson aju­dou a rea­ni­mar as ven­das da Barbie na Mattel.

“A Gap sem­pre viveu no cru­za­mento entre es­tilo, mú­sica e cul­tura”, disse Kaufman no co­mu­ni­cado (tra­du­ção livre).

Coach: o ôni­bus, o fone e a bolsa

Seis dias antes, em 16 de se­tem­bro, logo de­pois da se­mana de moda de Nova York, a Coach lan­çou “Live Your Story”, sua cam­pa­nha de ou­tono no he­mis­fé­rio norte. São qua­tro fil­mes di­ri­gi­dos por Vincent Haycock. Neles, a atriz Elle Fanning di­rige um ôni­bus a ca­mi­nho de um fes­ti­val de mú­sica. Os pas­sa­gei­ros vão su­bindo, e a can­ção da ar­tista do filme vai jun­tando o grupo. São qua­tro ar­tis­tas, uma por filme: a bri­tâ­nica PinkPantheress, nova em­bai­xa­dora glo­bal da marca, a co­reana SOYEON, a ja­po­nesa Lilas e a chi­nesa Shan Yichun. Cada uma cede uma mú­sica pró­pria para a tri­lha. No caso de SOYEON, um sin­gle solo recém-lan­çado.

A parte di­gi­tal fica com a Spotify, onde a Coach mon­tou um es­paço da cam­pa­nha com playlists e per­fis de es­cuta per­so­na­li­za­dos. Um re­curso cha­mado Courage Frequency atri­bui ao usuá­rio um de seis “sig­nos de co­ra­gem”, li­ga­dos ao gosto mu­si­cal dele, des­creve a Marketing Dive. Na China, a par­ceira é a QQ Music.

A parte fí­sica é o Tabby Tour. Um ôni­bus ins­pi­rado no dos fil­mes saiu de Nova York no dia do lan­ça­mento e segue por campi uni­ver­si­tá­rios e ou­tros lo­cais nos Estados Unidos, no Reino Unido, no Japão e na Coreia do Sul. Tinashe, Rachel Chinouriri, Nxdia, Fousheé e Alessi Rose se apre­sen­tam em pa­ra­das se­le­cio­na­das. Na China, a pro­gra­ma­ção co­meça em Chengdu, em 6 de no­vem­bro, num fes­ti­val da Coach com a QQ Music, e segue para Shenzhen e Nanjing.

A bolsa Tabby ganha cinco edi­ções es­pe­ciais, uma ins­pi­rada em cada nome do elenco, e uma linha de pin­gen­tes em forma de in­gresso de show. A pró­pria marca diz que os pin­gen­tes evo­cam lem­bran­ças de apre­sen­ta­ções ao vivo.

O que muda

São dois mo­de­los di­fe­ren­tes. A Gap entra como co­pro­du­tora de uma banda nova: pro­duz a série, veste o grupo e o leva aos shoppings e às pró­prias lojas. A Coach tra­ba­lha com ar­tis­tas que são em­bai­xa­do­ras da marca, uma delas recém-che­gada, e usa a pla­ta­forma de streaming como porta de en­trada; o pro­duto adota o sím­bolo do in­gresso.

Nos dois casos, a roupa sobe ao palco junto com a mú­sica. O fi­gu­rino da banda sai da mesma em­presa que vende a cáp­sula. O ôni­bus da cam­pa­nha vira palco móvel. Para quem faz mú­sica, isso põe mais uma em­presa à mesa em de­ci­sões que em geral ficam entre ar­tista, gra­va­dora e pro­du­tor de turnê: quem filma, por onde a banda passa, com que roupa sobe ao palco.

Texto produzido com apoio de IA. Os fatos foram conferidos fonte por fonte; não houve revisão humana do texto: a publicação foi autorizada pelo dono da revista em 1º de outubro de 2026 (registro de decisões, 2026-10-01T00:39:14-03:00). Fontes: p. 61.

29Puressência · Nº 01 · Outubro 2026

Ler no portal ↗
Imagem Puressência: ateliê com telas em verde e ouro, plantas e uma mesa de som, na luz que entra pelas janelas
Imagem Puressência

Cultura

ReportagemCultura

Gonzaguinha, só com a própria voz

Kikito de melhor documentário em Gramado, o filme de Susanna Lira chegou aos cinemas em 3 de setembro e conta a trajetória do compositor sem ninguém falando por ele.

Por Redação Puressência · 1º de outubro de 2026Ler no portal ↗

Documentário sobre mú­sico cos­tuma ter dois an­da­res. Embaixo, a obra. Em cima, gente ex­pli­cando a obra: par­cei­ros, crí­ti­cos, fa­mí­lia, fãs. “Gonzaguinha, Da Maior Liberdade”, de Susanna Lira, tira o andar de cima. Quase não há de­poi­mento gra­vado para o filme. Quem fala é Luiz Gonzaga do Nascimento Júnior, o Gonzaguinha, em en­tre­vis­tas de ar­quivo e apa­ri­ções na te­le­vi­são. Fotografias pes­soais e ima­gens do país com­ple­tam o qua­dro, e o que liga uma cena à outra são as can­ções dele.

O longa ga­nhou o Kikito de me­lhor do­cu­men­tá­rio no 54º Festival de Cinema de Gramado, em ce­ri­mô­nia no dia 22 de agosto. A ses­são em Gramado, a pri­meira no Brasil, es­tava mar­cada para dois dias antes, 20 de agosto, no Palácio dos Festivais, na mos­tra com­pe­ti­tiva de lon­gas do­cu­men­tá­rios. Em 3 de se­tem­bro, en­trou no cir­cuito co­mer­cial, com dis­tri­bui­ção da Synapse. Tem 78 mi­nu­tos.

A regra do filme

A di­re­tora re­su­miu a es­co­lha ao jor­nal O Tempo: “O filme não tem nada que não tenha sido dito por ele”. A regra vale até para as dra­ma­ti­za­ções. O ator André Dale in­ter­preta Gonzaguinha em cenas ti­ra­das do que o com­po­si­tor disse ao se­ma­ná­rio al­ter­na­tivo O Pasquim e, se­gundo a di­re­tora, o que o ator fala ali tam­bém saiu da boca do bio­gra­fado. Dale já fi­zera o papel do com­po­si­tor em “Homem com H” (2025), a ci­ne­bio­gra­fia de Ney Matogrosso.

O efeito é um re­trato sem in­ter­me­diá­rio. Quem chega sem co­nhe­cer o ar­tista não en­con­tra uma cro­no­lo­gia mon­tada para en­si­nar. Quem co­nhece

30Puressência · Nº 01 · Outubro 2026

Ler no portal ↗
Imagem Puressência: ateliê com telas em verde e ouro, plantas e uma mesa de som, na luz que entra pelas janelas
Imagem Puressência

per­cebe que as can­ções mudam de fun­ção: dei­xam de ilus­trar a bio­gra­fia e pas­sam a or­ga­ni­zar o filme. Cada mú­sica entra como do­cu­mento do mo­mento em que foi feita.

Música como do­cu­mento

O re­corte vai do meio dos anos 1960 ao fim dos 1980: di­ta­dura, aber­tura, volta à de­mo­cra­cia. O Tempo re­gis­tra que mais de 50 can­ções dele foram bar­ra­das pela cen­sura du­rante a di­ta­dura. Fora da po­lí­tica, o filme olha para dois as­sun­tos pes­soais: a fama e o so­bre­nome. Gonzaguinha era filho de Luiz Gonzaga, e a car­reira dele foi tam­bém a cons­tru­ção de uma as­si­na­tura que fosse só sua.

Gonzaguinha mor­reu em 1991, aos 45 anos, de­pois de um aci­dente de carro no Paraná.

Quem fez

Rodrigo Alzuguir cuida de ro­teiro e pes­quisa. Ítalo Rocha res­ponde por mon­ta­gem, de­se­nho de som e pes­quisa adi­cio­nal, e Rafael Mazza, pela fo­to­gra­fia. O filme sai pela Modo Operante, pro­du­tora fun­dada por Lira; ela e Tito Gomes as­si­nam a pro­du­ção. O elenco tem ainda Ernesto Leão e Gedivan Albuquerque. Lira di­ri­giu antes fil­mes como “Torre das Donzelas” (2018) e “Mussum, Um Filme do Cacildis” (2018).

Por que in­te­ressa a quem faz mú­sica

O filme mos­tra um ca­mi­nho que vale para qual­quer ar­tista com acervo: en­tre­vista, pro­grama de TV, re­corte de jor­nal e gra­va­ção, bem mon­ta­dos, sus­ten­tam um longa in­teiro sem que outra pes­soa pre­cise tra­du­zir a obra. O ar­quivo, aqui, não é en­feite de aber­tura. É a es­tru­tura.

Ficha

“Gonzaguinha, Da Maior Liberdade” · Brasil · do­cu­men­tá­rio · 78 min · di­re­ção de Susanna Lira · ro­teiro e pes­quisa de Rodrigo Alzuguir · mon­ta­gem e de­se­nho de som de Ítalo Rocha · fo­to­gra­fia de Rafael Mazza · pro­du­ção Modo Operante · dis­tri­bui­ção Synapse Distribution · Kikito de me­lhor do­cu­men­tá­rio no 54º Festival de Cinema de Gramado · nos ci­ne­mas desde 3 de se­tem­bro de 2026.

Texto produzido com apoio de IA. Os fatos foram conferidos fonte por fonte; não houve revisão humana do texto: a publicação foi autorizada pelo dono da revista em 1º de outubro de 2026 (registro de decisões, 2026-10-01T00:39:14-03:00). Fontes: p. 61.

31Puressência · Nº 01 · Outubro 2026

Ler no portal ↗

Cultura · Notícia

NotíciaCultura

A Mostra chega à 50ª edição

De 15 a 29 de outubro, depois de uma abertura para convidados com filme de James Gray no dia 14, o festival de cinema de São Paulo ganha sala e exposição no Solar Fábio Prado e traz filmes restaurados de Artavazd Pelechian, em que a música ocupa o lugar do diálogo.

Por Redação Puressência · 1º de outubro de 2026Ler no portal ↗

A Mostra Internacional de Cinema em São Paulo faz a 50ª edi­ção de 15 a 29 de ou­tu­bro. A pri­meira acon­te­ceu de 21 a 31 de ou­tu­bro de 1977, para mar­car os 30 anos do Masp, onde o crí­tico Leon Cakoff di­ri­gia o de­par­ta­mento de ci­nema desde 1974. Nesta edi­ção, o fes­ti­val ins­tala uma sala tem­po­rá­ria no Solar Fábio Prado e monta ali uma ex­po­si­ção sobre a pró­pria his­tó­ria; a di­re­tora, Renata de Almeida, pu­blica um livro de me­mó­rias.

Abertura com James Gray

A ses­são de aber­tura, para con­vi­da­dos, é em 14 de ou­tu­bro, na Sala São Paulo. O filme é “Tigre de Papel”, do ame­ri­cano James Gray, com Adam Driver, Scarlett Johansson e Miles Teller, exi­bido em com­pe­ti­ção no úl­timo Festival de Cannes. A pro­du­ção é da bra­si­leira RT Features, com Leone Film Group e Keep Head Productions; a dis­tri­bui­ção no Brasil é da Diamond Films. Durante o fes­ti­val, o filme tem ses­sões aber­tas ao pú­blico.

Gray tam­bém as­sina a arte do pôs­ter da edi­ção e re­cebe o Prêmio Leon Cakoff. Em 15 de ou­tu­bro, na Sala Petrobras na Mostra, no Solar Fábio Prado, par­ti­cipa de uma exi­bi­ção se­guida de con­versa, com me­dia­ção do ci­neasta Walter Salles. A Mostra anun­cia ainda uma re­tros­pec­tiva dos fil­mes dele, com tí­tu­los a con­fir­mar.

Sala nova no Solar Fábio Prado

A mu­dança do ano é a Sala Petrobras na Mostra, que passa a fun­cio­nar no Solar Fábio Prado, na ave­nida Brigadeiro Faria Lima, 2705, imó­vel sob ges­tão da Fundação Padre Anchieta, par­ceira da Mostra na mu­dança. O es­paço é tem­po­rá­rio, er­guido para esta edi­ção, e vai re­ce­ber ses­sões re­gu­la­res, en­con­tros com

32Puressência · Nº 01 · Outubro 2026

Ler no portal ↗

Cultura · Notícia

di­re­to­res e apre­sen­ta­ções es­pe­ciais. O mesmo pré­dio re­cebe o VI Encontro de Ideias Audiovisuais, de 20 a 23 de ou­tu­bro.

No Solar fica tam­bém a ex­po­si­ção sobre as cinco dé­ca­das do fes­ti­val. A con­cep­ção é da ci­neasta e ce­nó­grafa Daniela Thomas; a pes­quisa his­tó­rica, de Helena Tassara; a ce­no­gra­fia, de Felipe Tassara e Daniela Thomas.

Para ouvir o ci­nema

Para quem chega pela mú­sica, vale pro­cu­rar as có­pias res­tau­ra­das de fil­mes do ar­mê­nio Artavazd Pelechian. No ci­nema dele, a fala quase não entra: quem con­duz é a mú­sica, sobre ima­gens em preto e branco muito con­tras­ta­das. Entre os tí­tu­los con­fir­ma­dos estão “Mountain Patrol” (1964), “Land of the People” (1966), “The Beginning” (1967), “We” (1969), “The Seasons” (1975), “Our Century” (1983), “The End” (1992) e “Life” (1993).

O que já está con­fir­mado

Até 30 de se­tem­bro, a pro­gra­ma­ção com­pleta não tinha sido pu­bli­cada no site ofi­cial. Entre os tí­tu­los já anun­cia­dos, vá­rios pas­sa­ram por Cannes:

  • “Minotaur”, do russo Andrey Zvyagintsev: Grande Prêmio do Júri;
  • “A Terra do Meu Pai”, de Paweł Pawlikowski: prê­mio de di­re­ção;
  • “All of a Sudden”, de Ryusuke Hamaguchi: prê­mio de me­lhor atriz, di­vi­dido entre Virginie Efira e Tao Okamoto;
  • “Everytime”, de Sandra Wollner, di­re­tora aus­tríaca: ven­ce­dor da seção Um Certo Olhar;
  • “Rehearsals for a Revolution”, de Pegah Ahangarani, ci­neasta ira­niana: Olho de Ouro de do­cu­men­tá­rio;
  • “The Samurai and the Prisoner”, do ja­po­nês Kiyoshi Kurosawa: seção Cannes Première;
  • “Clarissa”, da dupla ni­ge­riana Arie e Chuko Esiri: Quinzena dos Cineastas.

Um livro para os 50 anos

A di­re­tora Renata de Almeida lança “Antes que eu me es­queça”, pela Cosac, com pre­fá­cio de Walter Salles e 256 pá­gi­nas. Renata en­trou na co­di­re­ção da Mostra na 14ª edi­ção, em 1990, e está à frente do fes­ti­val desde 2011. O livro cruza a his­tó­ria do evento com lem­bran­ças pes­soais e fo­to­gra­fias. Sobre o re­corte, a au­tora es­creve: “O ca­mi­nho es­co­lhido para este livro foi o das re­la­ções”.

Serviço

50ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo · de 15 a 29 de ou­tu­bro de 2026 · aber­tura para con­vi­da­dos em 14 de ou­tu­bro, na Sala São Paulo · Sala Petrobras na Mostra, VI Encontro de Ideias Audiovisuais (20 a 23 de ou­tu­bro) e ex­po­si­ção dos 50 anos no Solar Fábio Prado, av. Brigadeiro Faria Lima, 2705, Jardim Paulistano · pro­gra­ma­ção, salas e forma de acesso às ses­sões: mostra.org.

Texto produzido com apoio de IA. Os fatos foram conferidos fonte por fonte; não houve revisão humana do texto: a publicação foi autorizada pelo dono da revista em 1º de outubro de 2026 (registro de decisões, 2026-10-01T00:39:14-03:00). Fontes: p. 61.

33Puressência · Nº 01 · Outubro 2026

Ler no portal ↗

Tecnologia · Reportagem

ReportagemTecnologia

Suno lança o v6 e volta ao tribunal nove dias depois

Universal e Sony processam de novo a plataforma de música por IA. Agora o alvo é o modelo que a empresa diz ter treinado do zero, e o que ele pode ter herdado dos modelos antigos.

Por Redação Puressência · 1º de outubro de 2026Ler no portal ↗

Em 9 de se­tem­bro, a Suno pôs no ar o v6, a nova ge­ra­ção dos mo­de­los que trans­for­mam um pe­dido em texto numa faixa pronta. O anún­cio, as­si­nado pelo co­fun­da­dor e CEO Mikey Shulman, diz que o v6 foi de­sen­vol­vido com par­cei­ros da in­dús­tria, entre eles Warner Music Group, BMG e Believe. Nove dias de­pois, em 18 de se­tem­bro, Universal Music e Sony Music en­tra­ram com uma nova ação con­tra a em­presa na Justiça Federal ame­ri­cana, em Boston.

É o se­gundo pro­cesso das duas gra­va­do­ras con­tra a Suno. O pri­meiro, de junho de 2024, con­ti­nua em an­da­mento. A di­fe­rença está no alvo. Agora a dis­puta não é só sobre as mú­si­cas usa­das no pas­sado. É sobre o mo­delo que a em­presa apre­senta como um re­co­meço.

O que o v6 faz

O v6 é uma fa­mí­lia de três mo­de­los. O v6 e o v6-wild são re­ser­va­dos aos as­si­nan­tes dos pla­nos Pro e Premier: o pri­meiro é o mais pre­ciso, o se­gundo foi pen­sado para re­sul­ta­dos menos pre­vi­sí­veis. O v6-mini, mais rá­pido, é aberto a todos.

As fer­ra­men­tas novas apro­xi­mam a pla­ta­forma do tra­ba­lho de es­tú­dio. Dá para re­fa­zer só um tre­cho de uma faixa com ins­tru­ções em lin­gua­gem comum, com­bi­nar ele­men­tos de di­fe­ren­tes mú­si­cas do pró­prio usuá­rio numa faixa nova, sam­plear um tre­cho e iso­lar um ins­tru­mento para mon­tar uma ba­tida, tro­car uma pa­la­vra da letra sem gerar tudo de novo e par­tir de texto, áudio, ima­gem ou vídeo. A Suno diz tam­bém ter criado fil­tros que che­cam se o áudio e as le­tras en­via­dos pelos usuá­rios têm uso au­to­ri­zado. A em­presa in­forma ainda que, con­forme o v6 for li­be­rado, os mo­de­los an­te­rio­res serão apo­sen­ta­dos.

A tese da he­rança

No lan­ça­mento, o di­re­tor de pro­duto da Suno, Jack Brody, disse à Music Business Worldwide que o v6 foi trei­nado do zero, com dados que não in­cluem ma­te­rial da Universal nem da Sony.

A pe­ti­ção das gra­va­do­ras ataca esse ponto pela me­câ­nica do ser­viço. A Suno gera duas fai­xas para cada pe­dido, e a es­co­lha do usuá­rio entre elas vira um dado de pre­fe­rên­cia. Segundo a ação, o v6 foi trei­nado com essas in­te­ra­ções dos usuá­rios com os mo­de­los an­te­rio­res, e esses mo­de­los te­riam apren­dido com gra­va­ções usa­das sem li­cença. As gra­va­do­ras afir­mam ainda que a em­presa re­cor­reu à des­ti­la­ção de co­nhe­ci­mento, téc­nica em que um mo­delo novo aprende a re­pro­du­zir o com­por­ta­mento de um mo­delo an­te­rior.

Para as gra­va­do­ras, tro­car de mo­delo não limpa a ori­gem do ma­te­rial: o que foi apren­dido de forma ir­re­gu­lar pas­sa­ria adiante, de ge­ra­ção em ge­ra­ção. A pe­ti­ção re­sume a tese di­zendo que o v6 não é um re­co­meço, mas “the fruit of the same poi­so­ned tree” (fruto da mesma ár­vore en­ve­ne­nada), con­forme a Music Business Worldwide.

Por que um se­gundo pro­cesso

A nova ação lista 60.202 gra­va­ções que não es­ta­vam no pri­meiro caso, que cobre 560 obras. Antes, as gra­va­do­ras ti­nham ten­tado acres­cen­tar 61.026 gra­va­ções ao pro­cesso an­tigo. Em 18 de agosto, o juiz F. Dennis Saylor IV negou o pe­dido: o acrés­cimo atra­sa­ria um caso que ele quer de­ci­dir com base no uso justo (fair use), e as gra­va­do­ras po­diam abrir uma ação se­pa­rada. Segundo a pe­ti­ção, as gra­va­ções foram lo­ca­li­za­das nos dados de treino da Suno com a ajuda da Audible Magic, em­presa de iden­ti­fi­ca­ção de áudio por im­pres­são di­gi­tal, du­rante a fase de pro­vas do pri­meiro pro­cesso.

Universal e Sony pedem in­de­ni­za­ção, uma ordem ju­di­cial que im­peça

34Puressência · Nº 01 · Outubro 2026

Ler no portal ↗

Tecnologia · Reportagem

qual­quer uso fu­turo das gra­va­ções e jul­ga­mento por júri. A ação tam­bém usa os acor­dos da pró­pria Suno con­tra ela: Warner em no­vem­bro de 2025, BMG em 12 de agosto e Believe em 8 de se­tem­bro. Para as gra­va­do­ras, três acor­dos em menos de um ano mos­tram que já existe mer­cado para li­cen­ciar mú­sica para treino de IA. Isso pesa con­tra a de­fesa do uso justo, que leva em conta o dano ao mer­cado da obra ori­gi­nal. A pe­ti­ção cita ainda o Deezer, que in­for­mou em julho que mais da me­tade das fai­xas novas en­via­das por dia à pla­ta­forma é ge­rada por IA.

Os re­pre­sen­tan­tes da Suno não res­pon­de­ram aos re­pe­ti­dos pe­di­dos de co­men­tá­rio do Boston.com, se­gundo re­por­ta­gem do site pu­bli­cada em 27 de se­tem­bro.

Antes, Munique

Na Europa, a Suno já per­deu em pri­meira ins­tân­cia. Em 31 de julho, o Tribunal Regional de Munique I aco­lheu a maior parte dos pe­di­dos da GEMA, a so­cie­dade alemã de ges­tão co­le­tiva de di­rei­tos au­to­rais. O caso en­vol­via seis can­ções, entre elas “Atemlos durch die Nacht” e “Big in Japan”.

O tri­bu­nal con­cluiu que as obras es­ta­vam con­ti­das nas ver­sões v3.5 e v4 do mo­delo, que as fai­xas ge­ra­das a par­tir de pe­di­dos sim­ples re­pro­du­ziam ele­men­tos re­co­nhe­cí­veis dos ori­gi­nais e que as mú­si­cas usa­das no treino foram bai­xa­das do YouTube por stream-ripping. Para a corte, ofe­re­cer ao pú­blico um mo­delo que guarda obras pro­te­gi­das já viola o di­reito de co­mu­ni­ca­ção ao pú­blico. A de­ci­são não é de­fi­ni­tiva. A Suno disse estar ava­liando todas as op­ções, in­clu­sive re­cor­rer, se­gundo a re­vista alemã MusikWoche, ci­tada pelo beck-aktuell.

E no Brasil

Aqui, a ques­tão passa pelo PL 2338/2023, o marco legal da in­te­li­gên­cia ar­ti­fi­cial. Em 24 de agosto, o re­la­tor na Câmara, de­pu­tado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), disse ao Mobile Time que a vo­ta­ção deve ficar para o fim do ano, de­pois das elei­ções de ou­tu­bro. Segundo ele, os pon­tos ainda em aberto, entre eles os de di­reito

Para quem assina uma faixa feita com IA, passou a importar saber em que modelo ela nasceu e sob quais termos.

au­to­ral, vêm sendo acer­ta­dos junto com o re­la­tor no Senado, Eduardo Gomes (PL-TO), já que o texto terá de vol­tar ao Senado de­pois da vo­ta­ção na Câmara. Na ficha de tra­mi­ta­ção da Câmara, con­sul­tada em 30 de se­tem­bro, o pro­jeto segue aguar­dando o pa­re­cer do re­la­tor na co­mis­são es­pe­cial.

O que fica para quem pro­duz

O pro­cesso ame­ri­cano pode aju­dar a res­pon­der a uma per­gunta téc­nica que in­te­ressa a qual­quer es­tú­dio que já usa essas fer­ra­men­tas: o que um mo­delo novo car­rega quando aprende com es­co­lhas fei­tas sobre mú­si­cas ge­ra­das por um mo­delo an­tigo. Enquanto não há sen­tença, exis­tem duas ver­sões. A da em­presa fala em um mo­delo trei­nado do zero, com par­cei­ros li­cen­cia­dos. A das gra­va­do­ras fala em uma li­nha­gem que co­meça em gra­va­ções usa­das sem li­cença. Para quem as­sina uma faixa feita com IA, pas­sou a im­por­tar saber em que mo­delo ela nas­ceu e sob quais ter­mos.

Texto produzido com apoio de IA. Os fatos foram conferidos fonte por fonte; não houve revisão humana do texto: a publicação foi autorizada pelo dono da revista em 1º de outubro de 2026 (registro de decisões, 2026-10-01T00:39:14-03:00). Fontes: p. 61.

35Puressência · Nº 01 · Outubro 2026

Ler no portal ↗

Tecnologia · Reportagem

ReportagemTecnologia

Apple Music Hall:

o palco que sai mixado em áudio espacial

A Apple abriu em Londres uma casa para 600 pessoas com 48 alto-falantes em volta da plateia, dois estúdios de gravação e uma sala de transmissão. Elton John fez o primeiro show em 28 de setembro.

Por Redação Puressência · 1º de outubro de 2026Ler no portal ↗

Em 21 de se­tem­bro, a Apple anun­ciou a aber­tura do Apple Music Hall, sua pri­meira casa de shows, ins­ta­lada no pré­dio his­tó­rico da Battersea Power Station, à beira do Tâmisa, em Londres. Uma se­mana de­pois, em 28 de se­tem­bro, Elton John es­treou o palco: uma hora de show, 12 mú­si­cas do re­per­tó­rio clás­sico, trans­mis­são ao vivo para o mundo pelo Apple Music e pro­je­ção do lado de fora da casa para quem ficou sem in­gresso. Segundo a NME, o show com­pleto ficou dis­po­ní­vel no ser­viço.

A no­tí­cia para quem pro­duz não é a sala. É o que a Apple mon­tou atrás dela.

Sala pe­quena, es­tru­tura de turnê

A casa re­cebe 600 pes­soas. O palco tem 38 pés de lar­gura, cerca de 11,6 me­tros, e pode ser mon­tado de frente para o pú­blico ou no cen­tro, com a pla­teia em volta. Ao redor da pla­teia ficam 48 alto-fa­lan­tes de um sis­tema de som es­pa­cial. Quando o ar­tista se apre­senta com mi­xa­gem es­pa­cial, o pú­blico ouve o show num am­biente imer­sivo, com o som dis­tri­buído pelas cai­xas em volta da sala.

No co­mu­ni­cado e no site ofi­cial, a Apple apre­senta a casa como um meio-termo: a pro­xi­mi­dade de um clube, com a es­tru­tura téc­nica que um ar­tista co­bra­ria numa turnê por are­nas.

36Puressência · Nº 01 · Outubro 2026

Ler no portal ↗

Tecnologia · Reportagem

O es­tú­dio atrás do palco

Atrás do palco há dois es­tú­dios de gra­va­ção e mi­xa­gem em pa­drão pro­fis­sio­nal. Cada apre­sen­ta­ção pode ser gra­vada em mul­ti­pista e mi­xada em Spatial Audio, o nome que a Apple dá ao áudio es­pa­cial, ofe­re­cido no Apple Music em Dolby Atmos. A mi­xa­gem pode ser feita ao vivo ou de­pois do show.

A casa tem ca­bea­mento para 16 câ­me­ras ou mais, li­ga­das a uma sala de con­trole de trans­mis­são cons­truída para isso. A mesma es­tru­tura re­cebe ima­gens gra­va­das em iPhone, em pa­ra­lelo com as câ­me­ras tra­di­cio­nais de trans­mis­são.

Pelas con­tas da Apple, uma única apre­sen­ta­ção pode ren­der três pro­du­tos: a gra­va­ção já fi­na­li­zada em Spatial Audio, uma mi­xa­gem pre­pa­rada para a trans­mis­são e o vídeo cap­tado por vá­rias câ­me­ras. Tudo sai do mesmo pré­dio.

O que muda para quem sobe ao palco

Para o ofí­cio, a con­se­quên­cia é con­creta. Numa casa assim, a mi­xa­gem imer­siva deixa de ser uma etapa pos­te­rior do lan­ça­mento e entra no pla­ne­ja­mento do pró­prio show. A mesma noite vira apre­sen­ta­ção para 600 pes­soas, trans­mis­são para o mundo, gra­va­ção mul­ti­pista e vídeo. Para ar­tis­tas e en­ge­nhei­ros de som, a po­si­ção de cada ins­tru­mento no es­paço passa a ser uma per­gunta do show, e não só do disco.

A Apple tam­bém abriu na Battersea Power Station novos es­tú­dios da Apple Music Radio. Todos os apre­sen­ta­do­res e pro­gra­mas da rádio ba­sea­dos em Londres pas­sam a trans­mi­tir ao vivo de lá.

Programação con­fir­mada

O site ofi­cial do Apple Music Hall lista os pró­xi­mos shows:

  • 2 de ou­tu­bro: Baby Keem
  • 7 de ou­tu­bro: Skye Newman
  • 13 de ou­tu­bro: Troye Sivan
  • 22 de ou­tu­bro: Arlo Parks
  • 29 de ou­tu­bro: Burna Boy
  • 26 de no­vem­bro: Chase & Status
  • 2 de de­zem­bro: Charli XCX

A Apple in­forma que as apre­sen­ta­ções serão trans­mi­ti­das ao vivo para o mundo todo. Informações sobre in­gres­sos estão no site ofi­cial, applemusichall.com.

Texto produzido com apoio de IA. Os fatos foram conferidos fonte por fonte; não houve revisão humana do texto: a publicação foi autorizada pelo dono da revista em 1º de outubro de 2026 (registro de decisões, 2026-10-01T00:39:14-03:00). Fontes: p. 61.

37Puressência · Nº 01 · Outubro 2026

Ler no portal ↗

Eventos · Reportagem

ReportagemEventos

De Natal a Belém, a temporada em seis datas

Entre 16 de outubro e 13 de dezembro, a agenda reúne cinco festivais de música e uma convenção de cultura pop. Lidos lado a lado, os cartazes repetem nomes, e a repetição conta como o circuito funciona.

Por Redação Puressência · 1º de outubro de 2026Ler no portal ↗

A agenda de es­treia desta seção cobre quase dois meses, cinco ci­da­des e seis even­tos. O cri­té­rio é sim­ples: só entra o que ainda vai acon­te­cer e tem data, local e link con­fir­ma­dos no canal ofi­cial de quem or­ga­niza. São cinco fes­ti­vais de mú­sica e uma con­ven­ção de cul­tura pop.

O ca­len­dá­rio

  • 16 e 17 de ou­tu­bro · MADA · Arena das Dunas, Natal
  • 30 de ou­tu­bro a 1º de no­vem­bro e 6 a 8 de no­vem­bro · Rock the Mountain · Parque de Exposições, Itaipava, Petrópolis
  • 28 de no­vem­bro · No Ar Coquetel Molotov · Campus da UFPE, Recife
  • 3 a 6 de de­zem­bro · CCXP26 · São Paulo Expo, São Paulo
  • 5 e 6 de de­zem­bro · Primavera Sound · Autódromo de Interlagos, São Paulo
  • 11 a 13 de de­zem­bro · Psica · Cidade Velha e Mangueirão, Belém

Os mes­mos nomes

Com os cinco car­ta­zes de mú­sica aber­tos na mesa, al­guns nomes se re­pe­tem. Gaby Amarantos está em qua­tro deles: MADA, Rock the Mountain, o do­mingo do Primavera Sound e o Psica. NandaTsunami e Bia Soull pas­sam por Natal, Recife e Belém; no Psica, di­vi­dem o palco num en­con­tro anun­ciado pelo fes­ti­val. Ebony apa­rece em Petrópolis, em São Paulo e em Belém.

A lista segue em es­cala menor. Major RD e O Kannalha

38Puressência · Nº 01 · Outubro 2026

Ler no portal ↗

Eventos · Reportagem

estão no Rock the Mountain e no Coquetel Molotov. Duquesa e Julia Mestre, no Rock the Mountain e no Primavera. Cidadão Instigado toca no Recife e em Belém. Black Pantera, em São Paulo e em Belém. Zeca Pagodinho, em Natal e em Belém. Marcelo D2, em Petrópolis e em Belém. Célia Sampaio entra como con­vi­dada duas vezes: com Tribo de Jah, em Natal, e com Reggae Pelo Reggae Sounds, no Recife.

O que muda de um para o outro

Se o elenco se cruza, a di­fe­rença fica no for­mato. O Rock the Mountain re­pete o line-up in­teiro em dois fins de se­mana. O Psica abre na rua, no cen­tro his­tó­rico de Belém, antes de ir para o es­tá­dio. O Coquetel Molotov re­serva um de seus três pal­cos para a pista, entre ele­trô­nica e mú­sica ur­bana, e traz duas atra­ções que tocam pela pri­meira vez no Brasil. O Primavera Sound marca as pri­mei­ras apre­sen­ta­ções de FKA twigs, Yung Lean e CMAT na América Latina, junto com a edi­ção de Buenos Aires. Na CCXP, a mú­sica di­vide es­paço com ci­nema, sé­ries e qua­dri­nhos.

Para o pú­blico, a re­pe­ti­ção tem um lado prá­tico: quem não vai a Belém em de­zem­bro en­con­tra parte da­quele elenco em Natal, em ou­tu­bro. Para quem faz mú­sica, o ca­len­dá­rio mos­tra que a cir­cu­la­ção desta tem­po­rada passa por Natal, Recife e Belém, e não só pelo eixo Rio–São Paulo.

Cada evento tem ficha pró­pria nesta seção, com data, local e link ofi­cial. Line-ups mudam, e o Rock the Mountain avisa isso no pró­prio car­taz. Antes de sair de casa, con­fira o canal ofi­cial.

Texto produzido com apoio de IA. Os fatos foram conferidos fonte por fonte; não houve revisão humana do texto: a publicação foi autorizada pelo dono da revista em 1º de outubro de 2026 (registro de decisões, 2026-10-01T00:39:14-03:00). Fontes: p. 61.

39Puressência · Nº 01 · Outubro 2026

Ler no portal ↗

Eventos · Agenda

Eventos · outubro e novembro

Notícia · Agenda

MADA abre a temporada na Arena das Dunas

Nas noites de 16 e 17 de outubro, o festival potiguar junta samba, rap, reggae e pop em Natal, com Zeca Pagodinho, Marina Sena, Emicida e Gaby Amarantos.

Quando 16 e 17 de outubro de 2026
Onde Natal (RN) · Arena das Dunas

O MADA ocupa a Arena das Dunas, em Natal, nas noi­tes de 16 e 17 de ou­tu­bro. A sigla vem de Música Alimento da Alma, nome que o fes­ti­val usa no pró­prio site. No canal ofi­cial, a or­ga­ni­za­ção fala em emo­ções com­par­ti­lha­das com o pú­blico há 27 anos.

A pá­gina do evento, pu­bli­cada pela pro­du­tora Pé De Música Produções, marca o iní­cio às 18h da sexta-feira e o en­cer­ra­mento na manhã de do­mingo. São duas noi­tes que atra­ves­sam a ma­dru­gada.

Quem está con­fir­mado

Na des­cri­ção pu­bli­cada pela pro­du­tora, são dez atra­ções já con­fir­ma­das: Zeca Pagodinho, Gaby Amarantos, Marina Sena, Emicida, Tribo de Jah com Célia Sampaio como con­vi­dada, NandaTsunami, Luiz Lins, Cabra Guaraná, Bia Soull e Sourebel, que con­vida Núbia. A di­vi­são por noite ainda não apa­rece nos ca­nais ofi­ciais.

Samba, rap, reg­gae e pop con­vi­vem no mesmo car­taz. A lista tam­bém liga o MADA ao resto desta se­le­ção: Gaby Amarantos, NandaTsunami e Bia Soull vol­tam a apa­re­cer em ou­tros car­ta­zes da tem­po­rada.

Onde con­fe­rir

O link ofi­cial do fes­ti­val reúne in­gres­sos, a playlist ofi­cial e o termo de au­to­ri­za­ção para me­no­res de idade. Para acom­pa­nhar mu­dan­ças de elenco e de ho­rá­rio, o ca­mi­nho é esse link e o per­fil @fes­ti­val­mada.

Texto produzido com apoio de IA. Os fatos foram conferidos fonte por fonte; não houve revisão humana do texto: a publicação foi autorizada pelo dono da revista em 1º de outubro de 2026 (registro de decisões, 2026-10-01T00:39:14-03:00). Fontes: p. 61.

Notícia · Agenda

Rock the Mountain: dois fins de semana, o mesmo elenco

Em Itaipava, na serra de Petrópolis, o festival ocupa o Parque de Exposições de 30 de outubro a 1º de novembro e de novo de 6 a 8 de novembro, com Jorge Ben Jor, Paulinho da Viola, M.I.A. e Jorja Smith.

Quando 30 e 31 de outubro e 1º de novembro; 6, 7 e 8 de novembro de 2026
Onde Petrópolis (RJ) · Parque de Exposições de Petrópolis (Estrada União e Indústria, 10000, Itaipava)

O Rock the Mountain volta ao Parque de Exposições de Petrópolis, em Itaipava, e di­vide a edi­ção em dois blo­cos de três dias: 30 e 31 de ou­tu­bro e 1º de no­vem­bro; de­pois 6, 7 e 8 de no­vem­bro. A arte ofi­cial do line-up deixa a regra es­crita no topo: os mes­mos ar­tis­tas se apre­sen­tam nos dois fins de se­mana.

Do samba ao pop glo­bal

O car­taz cobre vá­rias ge­ra­ções da mú­sica bra­si­leira. Estão lá Jorge Ben Jor, Paulinho da Viola, Marcos Valle, Leci Brandão, Ivete Sangalo, Anitta e Barão Vermelho, além do en­con­tro de Timbalada e Afrocidade. Dominguinho reúne João Gomes, Jota.pê e Mestrinho num mesmo pro­jeto. Entre as atra­ções es­tran­gei­ras estão M.I.A. e Jorja Smith.

Mais abaixo no car­taz apa­re­cem Duquesa, Ebony, Urias, Major RD, O Kannalha, Terno Rei, Julia Mestre, Dora Morelenbaum, Sued Nunes, Tássia Reis e Jadsa. Gaby Amarantos e Marcelo D2 tam­bém estão na lista. No ro­dapé da arte, a pró­pria or­ga­ni­za­ção avisa que nomes ainda podem mudar, sair ou ser tro­ca­dos.

O ter­reno

Pelo site ofi­cial, são 12 pal­cos. O ter­reno ainda tem roda-gi­gante, ti­ro­lesa e balão, praça de ali­men­ta­ção, uma horta, ins­ta­la­ções de arte e um es­paço para re­ci­cla­gem. Na seção de sus­ten­ta­bi­li­dade, a or­ga­ni­za­ção diz ter lan­çado ini­cia­ti­vas nessa área em 2019 e re­co­nhece que ainda há tra­ba­lho a fazer.

O en­de­reço é a Estrada União e Indústria, 10000, em Itaipava. O site tam­bém ofe­rece trans­fer para o fes­ti­val e uma pá­gina de per­gun­tas fre­quen­tes com o que é per­mi­tido levar.

Texto produzido com apoio de IA. Os fatos foram conferidos fonte por fonte; não houve revisão humana do texto: a publicação foi autorizada pelo dono da revista em 1º de outubro de 2026 (registro de decisões, 2026-10-01T00:39:14-03:00). Fontes: p. 61.

40Puressência · Nº 01 · Outubro 2026

Ler no portal ↗

Eventos · Agenda

Notícia · Agenda

Coquetel Molotov chega à 23ª edição no campus da UFPE

Em 28 de novembro, o festival do Recife põe Azymuth, Fernanda Abreu, Karol Conká e Boogarins em três palcos, com duas estreias internacionais no país.

Quando 28 de novembro de 2026
Onde Recife (PE) · Campus da UFPE

Em 28 de no­vem­bro, o No Ar Coquetel Molotov faz sua 23ª edi­ção no Campus da UFPE, no Recife. A or­ga­ni­za­ção anun­cia mais de 25 atra­ções, três pal­cos e mais de 12 horas de pro­gra­ma­ção.

Três pal­cos

Na Concha Acústica tocam Azymuth, Boogarins, Cidadão Instigado, Ciça, Bruxos de Nadí, Ego Eris e o Clube Carnavalesco Misto Vassourinhas de Olinda, que põe o frevo na pro­gra­ma­ção do fes­ti­val. O palco CQTL MLTV re­cebe Fernanda Abreu, Karol Conká com o es­pe­cial “Batuk Freak”, Major RD, Bia Soull, NandaTsunami e O Kannalha, entre ou­tros.

O ter­ceiro palco, KMKAZE, fica com a pista: ele­trô­nica, mú­sica ur­bana e cul­tura de clube. Libra Lima as­sina a cu­ra­do­ria, e esta é a quinta edi­ção do palco no fes­ti­val. Ali se apre­sen­tam, entre ou­tros, Anti Ribeiro, Tremsete, Reggae Pelo Reggae Sounds com Célia Sampaio e o norte-ame­ri­cano MikeQ, nome de re­fe­rên­cia da cena ballroom, num en­con­tro com Ballroom PE.

Estreias e ani­ver­sá­rio

Duas atra­ções fazem a pri­meira apre­sen­ta­ção no Brasil: D’Leesa, dos Estados Unidos, e Naaz, dos Países Baixos. Fernanda Abreu leva o show “Da Lata 30 Anos”, sobre o disco de 1995. Segundo o fes­ti­val, é a pri­meira vez dela no palco do No Ar.

“O Coquetel sem­pre foi um lugar de des­co­berta”, re­sume Ana Garcia, di­re­tora do fes­ti­val, no co­mu­ni­cado da edi­ção.

Aislan Pankararu, per­nam­bu­cano que é mé­dico e ar­tista plás­tico, criou a iden­ti­dade vi­sual da edi­ção. O fes­ti­val in­forma que a Assembleia Legislativa de Pernambuco o re­co­nhe­ceu como pa­tri­mô­nio cul­tu­ral ima­te­rial do es­tado e cal­cula em 32% a fatia do pú­blico que não é de Pernambuco.

Antes do show

Entre 25 e 27 de no­vem­bro, o Coquetel Molotov Negócios leva ao Recife Antigo três dias de pit­chings com ar­tis­tas lo­cais es­co­lhi­dos em se­le­ção, além de de­ba­tes e ofi­ci­nas com gente do mer­cado da mú­sica e de even­tos. Segundo a or­ga­ni­za­ção, essa etapa tem en­trada gra­tuita.

Texto produzido com apoio de IA. Os fatos foram conferidos fonte por fonte; não houve revisão humana do texto: a publicação foi autorizada pelo dono da revista em 1º de outubro de 2026 (registro de decisões, 2026-10-01T00:39:14-03:00). Fontes: p. 62.

41Puressência · Nº 01 · Outubro 2026

Ler no portal ↗

Eventos · Agenda

Eventos · dezembro

Notícia · Agenda

CCXP26 ocupa o São Paulo Expo por quatro dias

De 3 a 6 de dezembro, a convenção junta cinema, séries, quadrinhos, anime, cosplay e música em seis palcos e numa área dedicada a artistas de quadrinhos.

Quando 3 a 6 de dezembro de 2026
Onde São Paulo (SP) · São Paulo Expo (Rodovia dos Imigrantes, km 1,5)

A CCXP26 acon­tece de 3 a 6 de de­zem­bro no São Paulo Expo, na Rodovia dos Imigrantes, km 1,5. No site ofi­cial, a con­ven­ção se des­creve como ponto de en­con­tro de vá­rias pai­xões: ci­nema, sé­ries e qua­dri­nhos, mas tam­bém anime, du­bla­gem, cosplay e mú­sica. Na prá­tica, são qua­tro dias de pai­néis, pré-es­treias e ses­sões de au­tó­gra­fos.

Como o es­paço se di­vide

A pro­gra­ma­ção se es­pa­lha por seis pal­cos com nome pró­prio. No Thunder, es­tú­dios, di­re­to­res e elen­cos apre­sen­tam pré-es­treias e anún­cios. O Omelete re­cebe en­tre­vis­tas. O Blast! reúne pai­néis iné­di­tos e no­vi­da­des de es­tú­dios e edi­to­ras. O Universe junta de tudo um pouco: cosplay, humor, mú­sica ao vivo, anime, vi­deo­game e k-drama. O Magic, am­bien­tado num ce­ná­rio de fan­ta­sia me­die­val, re­cebe RPG jo­gado ao vivo e shows te­má­ti­cos. O Omni é o palco dos qua­dri­nhos, com mas­ter­clas­ses e pai­néis de edi­to­ras.

Fora dos pal­cos, o Artists’ Valley reúne mais de 450 ar­tis­tas, se­gundo a or­ga­ni­za­ção. É ali que o pú­blico co­nhece qua­dri­nis­tas de perto, pega au­tó­gra­fos e com­pra artes ex­clu­si­vas. O Cosplay Universe ofe­rece ca­ma­rins e apoio para quem vai fan­ta­siado.

Chegada

O site re­co­menda o metrô: des­cer na es­ta­ção Jabaquara, da Linha 1-Azul, e ca­mi­nhar cerca de 15 mi­nu­tos até o pa­vi­lhão. A lista de con­vi­da­dos fica na pá­gina de line-up do site ofi­cial.

Texto produzido com apoio de IA. Os fatos foram conferidos fonte por fonte; não houve revisão humana do texto: a publicação foi autorizada pelo dono da revista em 1º de outubro de 2026 (registro de decisões, 2026-10-01T00:39:14-03:00). Fontes: p. 62.

Notícia · Agenda

Primavera Sound volta a Interlagos com The Strokes e Gorillaz

A terceira edição paulistana do festival nascido em Barcelona acontece em 5 e 6 de dezembro, com estreias de FKA twigs, Yung Lean e CMAT na América Latina.

Quando 5 e 6 de dezembro de 2026
Onde São Paulo (SP) · Autódromo de Interlagos

O Primavera Sound volta a São Paulo em 5 e 6 de de­zem­bro, no Autódromo de Interlagos. É a ter­ceira edi­ção pau­lis­tana do fes­ti­val criado em Barcelona em 2001. As duas an­te­rio­res foram em 2022 e 2023, e Interlagos já re­ce­beu a de 2023. A rea­li­za­ção no Brasil é da pro­du­tora Bonus Track, se­gundo o fes­ti­val.

Sábado, 5

The Strokes en­ca­be­çam o pri­meiro dia. Na mesma pro­gra­ma­ção estão FKA twigs, Lily Allen com o disco “West End Girl”, Courtney Barnett, CMAT, Nation of Language, Mannequin Pussy, Model/Actriz, Danny L Harle, Nick León, Los Thuthanaka, LARINHX, Metrika e John Talabot, que o fes­ti­val trata como pa­dri­nho da cul­tura de clube de Barcelona. Entre os bra­si­lei­ros do dia estão Zé Ibarra, Josyara, Johnny Hooker, Black Pantera e Gab Ferreira. Cara Delevingne tam­bém está no car­taz; se­gundo o fes­ti­val, ela está pres­tes a lan­çar o pri­meiro pro­jeto mu­si­cal.

Domingo, 6

Gorillaz en­ca­be­çam o se­gundo dia, apre­sen­tando “The Mountain”, se­gundo o fes­ti­val. O do­mingo tem ainda Arca, Yung Lean, Ecco2k, Juana Molina, Smerz, Machine Girl, ATARASHII GAKKO!, un­ders­co­res, Sophia Stel, This Is Lorelei, Carlos do Complexo, Paulete Lindacelva, Gaby Amarantos, Duquesa, Ana Frango Elétrico, Ebony, Julia Mestre, Melly e DJ Ramon Sucesso. No anún­cio do line-up, o fes­ti­val des­taca da cena bra­si­leira Duquesa, Gaby Amarantos e DJ Ramon Sucesso, todos no do­mingo, e Zé Ibarra, no sá­bado.

O que é es­treia

Pelo anún­cio ofi­cial, FKA twigs, Yung Lean e CMAT fazem em Buenos Aires e São Paulo as pri­mei­ras apre­sen­ta­ções na América Latina. Lily Allen volta ao Brasil de­pois de mais de quinze anos. Para quem acom­pa­nha mú­sica ele­trô­nica, o sá­bado reúne o synth-pop do Nation of Language, a pista de John Talabot e as pro­du­ções de Danny L Harle, Nick León e Los Thuthanaka.

Horários e pal­cos ainda não foram di­vul­ga­dos: na pro­gra­ma­ção do site ofi­cial, os

42Puressência · Nº 01 · Outubro 2026

Ler no portal ↗

Eventos · Agenda

dois cam­pos se­guem em aberto.

Texto produzido com apoio de IA. Os fatos foram conferidos fonte por fonte; não houve revisão humana do texto: a publicação foi autorizada pelo dono da revista em 1º de outubro de 2026 (registro de decisões, 2026-10-01T00:39:14-03:00). Fontes: p. 62.

Notícia · Agenda

Psica fecha a agenda em Belém, da Cidade Velha ao Mangueirão

De 11 a 13 de dezembro, o festival paraense reúne mais de 40 atrações. A abertura é na rua, no centro histórico; o fim de semana vai para o estádio.

Quando 11, 12 e 13 de dezembro de 2026
Onde Belém (PA) · Cidade Velha (11/12) e Estádio Olímpico do Pará, o Mangueirão (12 e 13/12)

O Psica ocupa Belém de 11 a 13 de de­zem­bro, em dois en­de­re­ços. Na sexta-feira, 11, a aber­tura toma a Cidade Velha, o cen­tro his­tó­rico da ci­dade, com pro­gra­ma­ção de graça: shows, cor­te­jos, per­for­man­ces, ra­dio­las e apa­re­lha­gens. No sá­bado e no do­mingo, a festa muda para o Mangueirão, o Estádio Olímpico do Pará, que con­cen­tra boa parte do elenco.

São mais de 40 atra­ções, se­gundo a or­ga­ni­za­ção: nomes do Pará, de ou­tras par­tes da Amazônia e do resto do Brasil.

A aber­tura na rua

Na sexta, a lista di­vul­gada in­clui Ave Sangria, Rachel Reis, Icônico Tupinambá, Radiola Black Star, Nazaré Pereira com Lia de Itamaracá como con­vi­dada, o Baile do Mestre Cupijó com Eloi Iglesias e o pro­jeto Raízes Latinas com os mes­tres Curica e Solano.

O resto do car­taz

Entre os de­mais nomes estão Alceu Valença, Zeca Pagodinho, Gaby Amarantos, Criolo apre­sen­tando “Nó na Orelha”, Marcelo D2 com “Manual Prático do Novo Samba Tradicional”, Mateus Aleluia, Fresno, Don L, Ebony, Victor Xamã, Cidadão Instigado, Ratos de Porão e Mad Professor. Entre os en­con­tros es­pe­ciais anun­cia­dos: Pinduca con­vida Eliana Pittman, NandaTsunami con­vida Bia Soull, Black Pantera con­vida MC Taya. Os bois Caprichoso e Garantido tam­bém estão na pro­gra­ma­ção. A di­vi­são entre sá­bado e do­mingo ainda não foi pu­bli­cada.

O con­ceito

No site, a edi­ção apa­rece sob a frase “O Norte Guia”. Em pai­nel aberto ao pú­blico, com re­lato pu­bli­cado no site em abril, a equipe cria­tiva ex­pli­cou a ideia: de­pois de dois anos con­tando o per­curso da dou­rada, peixe que cruza a Pan-Amazônia, o fes­ti­val passa a tra­tar a Amazônia como guia para o mundo, lugar de onde saem tec­no­lo­gia, cul­tura e sa­be­res an­ces­trais, e como ponte entre o Brasil e a América Latina. Na apre­sen­ta­ção da edi­ção, a or­ga­ni­za­ção usa o mote “Nosso Tempo é o Norte”.

Segundo o pró­prio fes­ti­val, 110 mil pes­soas pas­sa­ram pela edi­ção de 2025 ao longo de três dias, e 46% delas não eram de Belém. O Psica se apre­senta ainda como pa­tri­mô­nio cul­tu­ral ima­te­rial da ci­dade.

Texto produzido com apoio de IA. Os fatos foram conferidos fonte por fonte; não houve revisão humana do texto: a publicação foi autorizada pelo dono da revista em 1º de outubro de 2026 (registro de decisões, 2026-10-01T00:39:14-03:00). Fontes: p. 62.

43Puressência · Nº 01 · Outubro 2026

Ler no portal ↗

Startups · Reportagem

ReportagemStartups

A Vinyl Bar in Shibuya capta rodada para lançar apps como quem lança singles

Fundada em 2024 por Máuhan M. Zonoozy, ex-chefe de inovação do Spotify, a startup faz aplicativos para mexer nas faixas, e não só para ouvir. Dawn Ostroff, ex-executiva do Spotify, entrou como conselheira.

Por Redação Puressência · 1º de outubro de 2026Ler no portal ↗

Para Máuhan M. Zonoozy, o streaming re­sol­veu o acesso à mú­sica, mas a re­la­ção do pú­blico com ela con­ti­nuou presa ao con­sumo, como ele con­tou ao TechCrunch. Zonoozy foi chefe de ino­va­ção do Spotify e dei­xou a em­presa em 2024. A star­tup que ele fun­dou na­quele mesmo ano tem nome de banda indie, mas A Vinyl Bar in Shibuya é uma em­presa de software. Em 14 de se­tem­bro, o TechCrunch no­ti­ciou que ela fe­chou uma ro­dada pre-seed, a pri­meira etapa de in­ves­ti­mento de uma star­tup. Zonoozy apon­tou a re­por­ta­gem como o anún­cio ofi­cial, se­gundo a Music Business Worldwide (MBW).

O pró­prio site re­sume a pro­posta numa linha: a em­presa faz pro­du­tos que dei­xam as pes­soas brin­car com mú­sica.

Quem en­trou

A lista pu­bli­cada pelo TechCrunch tem onze fun­dos e uma pes­soa fí­sica. Entre os fun­dos estão SV Angel, BoxGroup, Quiet Capital, Collaborative Fund e a Mantis Venture Capital, fundo li­gado à dupla The Chainsmokers, de acordo com o Digital Music News. A pes­soa fí­sica é Dawn Ostroff, que foi di­re­tora de con­teúdo e de ne­gó­cios de pu­bli­ci­dade do Spotify e agora é con­se­lheira da star­tup. Zonoozy en­trou no Spotify em 2021 e res­pon­dia di­re­ta­mente a ela, lem­bra a MBW.

Num post no LinkedIn, o fun­da­dor agra­de­ceu a 13 in­ves­ti­do­res, sem dizer quais deles en­tra­ram nesta ro­dada. Dois não apa­re­cem na lista do TechCrunch: RRE Ventures e Avex Music Group, a di­vi­são glo­bal de mú­sica da ja­po­nesa Avex. A MBW tam­bém en­con­trou um anún­cio de vaga da em­presa, no site Wellfound, que in­forma um total cap­tado acima do valor no­ti­ciado pelo TechCrunch. Segundo a MBW, nem o TechCrunch

44Puressência · Nº 01 · Outubro 2026

Ler no portal ↗

Startups · Reportagem

nem o fun­da­dor dis­se­ram quando a ro­dada foi fe­chada.

Um selo que lança software

Zonoozy chama a em­presa de selo de software mu­si­cal. Num en­saio pu­bli­cado no X em março, ci­tado pela MBW, ele com­pa­rou cada for­mato a um item de dis­co­gra­fia: apli­ca­ti­vos web fazem o papel de sin­gles; apps na­ti­vos, de EPs; en­saios, de en­car­tes; pro­tó­ti­pos, de lados B. Cada lan­ça­mento conta como faixa de um álbum que ainda não saiu. Na me­tá­fora da em­presa, o álbum é o apli­ca­tivo de mú­sica para o grande pú­blico que ela ainda quer cons­truir, se­gundo o Digital Music News.

Parte do ca­tá­logo, se­gundo o TechCrunch:

  • Stacks: um player de stems. Você liga e des­liga ca­ma­das de uma faixa numa grade de três por três.
  • Speed Surfer: ex­ten­são do Chrome que muda a ve­lo­ci­dade e o fil­tro do som que toca na aba do na­ve­ga­dor.
  • Usersound: trans­forma um nome de usuá­rio em me­lo­dia, uma nota para cada letra.
  • Drops: bo­li­nhas caem, pla­cas po­si­cio­na­das pelo usuá­rio des­viam a queda, e os des­vios geram notas mu­si­cais.
  • Sampler: trans­forma um vídeo do YouTube em sam­pler, a par­tir das ba­ti­das das par­tes da mú­sica.
  • bop: o pro­duto mais am­bi­cioso, um app para iOS, em beta desde abril, se­gundo a MBW. O usuá­rio dis­tri­bui ins­tru­men­tos e efei­tos numa grade sobre uma faixa-base, muda o an­da­mento e ex­porta o re­sul­tado para o TikTok ou o Instagram. Uma ver­são mul­ti­jo­ga­dor, para re­mi­xar fai­xas com ou­tras pes­soas, está em de­sen­vol­vi­mento.

Ainda este ano, a em­presa pre­tende lan­çar um mixer no for­mato de caixa de areia, em que o usuá­rio po­derá in­clu­sive criar ins­tru­men­tos.

E a in­te­li­gên­cia ar­ti­fi­cial

O TechCrunch apre­sen­tou a em­presa em con­traste com as star­tups que geram can­ções a par­tir de co­man­dos de texto. Ao site, Zonoozy disse que a em­presa es­co­lheu não pôr IA em todas as par­tes dos apps, em­bora aceite usá-la para cons­truir os pro­du­tos e dar so­li­dez à in­fraes­tru­tura: “Não acre­di­ta­mos ne­ces­sa­ria­mente que o fu­turo da mú­sica seja sim­ples­mente ge­ra­ção.”

Há duas res­sal­vas no mesmo no­ti­ciá­rio. Depois que o TechCrunch tes­tou os apps, em agosto, a em­presa acres­cen­tou um re­curso para criar sons a par­tir de co­mando de texto. Por isso o site tro­cou o tí­tulo da re­por­ta­gem, que, se­gundo a MBW, des­cre­via os apli­ca­ti­vos como li­vres desse tipo de co­mando. E a MBW lem­bra que, no en­saio de março, o fun­da­dor con­tou ter cons­truído uma fer­ra­menta de mú­sica com IA, a Hugging Bass, de­pois de sair do Spotify, e ter de­sis­tido dela.

O que ainda não se sabe

Nem o TechCrunch nem a MBW in­for­mam nú­mero de usuá­rios, mo­delo de re­ceita ou como a em­presa li­cen­cia as fai­xas que ser­vem de base no bop. A sede fica em Nova York, onde estão as vagas aber­tas, se­gundo a MBW. De acordo com o Digital Music News, o site da em­presa re­co­nhece que muito do que ela vai ser ainda pre­cisa ser de­fi­nido.

Para quem pro­duz, o ponto prá­tico é o for­mato. O Stacks, por exem­plo, tra­ba­lha com a faixa aberta em ca­ma­das, as stems, e en­trega ao pú­blico o con­trole sobre o que entra e o que sai da mi­xa­gem.

Texto produzido com apoio de IA. Os fatos foram conferidos fonte por fonte; não houve revisão humana do texto: a publicação foi autorizada pelo dono da revista em 1º de outubro de 2026 (registro de decisões, 2026-10-01T00:39:14-03:00). Fontes: p. 62.

45Puressência · Nº 01 · Outubro 2026

Ler no portal ↗

Startups · Reportagem

ReportagemStartups

Modulate, que vende detector de música feita por IA, capta nova rodada

A rodada, liderada pela Future Ventures, mira a IA de voz em geral. Para a música, o que conta é a ferramenta lançada em junho, que avalia voz e instrumental em separado, a cada quatro segundos.

Por Redação Puressência · 1º de outubro de 2026Ler no portal ↗

Em 28 de se­tem­bro, a Modulate, em­presa de Boston que de­sen­volve mo­de­los de in­te­li­gên­cia ar­ti­fi­cial para ana­li­sar áudio, anun­ciou uma nova ro­dada de in­ves­ti­mento. A Future Ventures, fundo co­fun­dado por Steve Jurvetson, li­de­rou a ro­dada. Hyperplane e Lakestar, que já eram in­ves­ti­do­ras, acom­pa­nha­ram.

O texto da ro­dada não fala em mú­sica. Fala em fraude, deepfake, su­per­vi­são de agen­tes de voz, aten­di­mento ao cliente e mo­de­ra­ção de con­ver­sas on­line. A Modulate foi fun­dada em 2017 por Carter Huffman e Mike Pappas, que se co­nhe­ce­ram na gra­dua­ção em fí­sica do MIT, e ficou co­nhe­cida pelo ToxMod, que mo­dera o chat de voz em jogos, de acordo com a Music Business Worldwide (MBW). A ro­dada veio com troca no co­mando: Huffman, antes di­re­tor de tec­no­lo­gia, virou CEO; Pappas, que di­ri­gia a em­presa em junho, pas­sou à pre­si­dên­cia do con­se­lho.

O di­nheiro vai para pes­quisa em IA, pro­duto, en­ge­nha­ria, re­la­ção com de­sen­vol­ve­do­res e par­ce­rias. A em­presa diz que seus mo­de­los ana­li­sam mais de 10 mi­lhões de horas de áudio por mês.

O de­tec­tor

A parte que in­te­ressa a quem faz mú­sica saiu em 24 de junho: uma in­ter­face de pro­gra­ma­ção, a API, que de­tecta mú­sica ge­rada por IA. O pú­blico-alvo, se­gundo o co­mu­ni­cado de lan­ça­mento, são ser­vi­ços de streaming, dis­tri­bui­do­ras di­gi­tais, so­cie­da­des de di­rei­tos, edi­to­ras, gra­va­do­ras e em­pre­sas de tec­no­lo­gia mu­si­cal.

A fer­ra­menta roda três mo­de­los sobre a gra­va­ção. O pri­meiro marca onde há mú­sica, fala ou as duas coi­sas. O se­gundo ava­lia se a voz foi ge­rada por IA. O ter­ceiro faz o mesmo com o

46Puressência · Nº 01 · Outubro 2026

Ler no portal ↗

Startups · Reportagem

ins­tru­men­tal. A res­posta vem em ja­ne­las de qua­tro se­gun­dos, se­gundo a MBW, mais um ve­re­dito para o ar­quivo in­teiro.

A se­pa­ra­ção entre voz e base é o cen­tro do pro­duto. A em­presa lem­bra que a IA pode en­trar só no canto, só no acom­pa­nha­mento ou só em al­guns tre­chos, e ar­gu­menta que, nes­ses casos, um sim ou não para a faixa in­teira diz pouco. A Modulate tam­bém afirma que a fer­ra­menta se­para mú­sica feita por IA de gra­va­ção hu­mana pro­ces­sada, e diz que de­tec­to­res con­cor­ren­tes erram em gra­va­ções hu­ma­nas com au­to­tune ou com­pres­são. Em tes­tes in­ter­nos, com fai­xas de ge­ra­do­res como o Suno 5.5, a em­presa re­lata 95% de pre­ci­são em 76 gê­ne­ros. O nú­mero é da pró­pria Modulate.

O ar­gu­mento de fundo está no lan­ça­mento de junho. Segundo a em­presa, a trans­pa­rên­cia sobre IA na mú­sica tem de­pen­dido de de­cla­ra­ção vo­lun­tá­ria, me­ta­da­dos e mar­cas d’água, re­cur­sos que só fun­cio­nam quando a faixa chega iden­ti­fi­cada na ori­gem. “A de­cla­ra­ção é im­por­tante, mas so­zi­nha não basta”, disse Mike Pappas no co­mu­ni­cado de 24 de junho.

Por que agora

Em 21 de julho, a Deezer in­for­mou que re­cebe cerca de 90 mil fai­xas to­tal­mente ge­ra­das por IA por dia. Nos dias de pico de junho, isso pas­sou da me­tade de toda a mú­sica nova en­viada ao ser­viço. No mesmo co­mu­ni­cado, a pla­ta­forma diz que essas fai­xas res­pon­dem por 1% a 3% das re­pro­du­ções e que até 85% das re­pro­du­ções delas em 2025 eram frau­du­len­tas. A Deezer usa de­tec­tor pró­prio desde ja­neiro de 2025 e agora li­cen­cia a tec­no­lo­gia para ter­cei­ros, o que a co­loca no mesmo mer­cado da Modulate.

Outras pla­ta­for­mas se­guem ca­mi­nhos di­fe­ren­tes, se­gundo o le­van­ta­mento da MBW. O TIDAL anun­ciou em junho que marca as fai­xas que iden­ti­fica como to­tal­mente fei­tas por IA e deixa de pagar royalties por elas. O Qobuz anun­ciou sis­tema de de­tec­ção em fe­ve­reiro. No Apple Music e nos cré­di­tos de IA do Spotify, a in­for­ma­ção de­pende de de­cla­ra­ção: a Apple avi­sou em agosto que as suas eti­que­tas de trans­pa­rên­cia pas­sa­ram a ser obri­ga­tó­rias quando a IA cria parte re­le­vante de um envio, e os cré­di­tos do Spotify, em teste desde abril, só apa­re­cem quando o ar­tista de­clara o uso por meio da gra­va­dora ou da dis­tri­bui­dora.

O que falta

A Modulate ainda não no­meou ne­nhum cliente da in­dús­tria da mú­sica para a API, in­forma a MBW. No lan­ça­mento, em junho, falou em in­te­resse de gran­des gra­va­do­ras e de pla­ta­for­mas de dis­tri­bui­ção. O co­mu­ni­cado da ro­dada não diz que parte do in­ves­ti­mento vai para a frente mu­si­cal.

A em­presa ofe­rece a fer­ra­menta para si­na­li­zar fai­xas de IA no mo­mento do envio, antes que elas di­luam os pa­ga­men­tos de ar­tis­tas hu­ma­nos, se­gundo a MBW. Para quem lança por dis­tri­bui­dora di­gi­tal, o efeito prá­tico de­pende de quem vai ado­tar fer­ra­men­tas assim. Essa lista, por en­quanto, a Modulate não di­vul­gou.

Texto produzido com apoio de IA. Os fatos foram conferidos fonte por fonte; não houve revisão humana do texto: a publicação foi autorizada pelo dono da revista em 1º de outubro de 2026 (registro de decisões, 2026-10-01T00:39:14-03:00). Fontes: p. 62.

47Puressência · Nº 01 · Outubro 2026

Ler no portal ↗
Imagem Puressência: tronco de árvore sobre mata costeira e mar ao entardecer
Imagem Puressência

Meio Ambiente

ReportagemMeio Ambiente

Rock in Rio põe a viagem do público na conta do carbono

Na edição de setembro, o festival incluiu na compensação o deslocamento de quem foi à Cidade do Rock. Nos Estados Unidos e no Reino Unido, é nesse trecho que está a maior parte da pegada da música ao vivo, segundo um estudo do MIT. O número final de 2026 ainda não apareceu.

Por Redação Puressência · 1º de outubro de 2026Ler no portal ↗

O Rock in Rio en­cer­rou a edi­ção bra­si­leira de 2026 no do­mingo, 13 de se­tem­bro, de­pois de sete dias de pro­gra­ma­ção na Cidade do Rock, no Parque Olímpico do Rio de Janeiro. O ba­lanço ofi­cial, di­vul­gado dois dias de­pois, re­gis­tra mais de 700 mil pes­soas. Quase me­tade delas, 49%, veio de fora do es­tado do Rio, e houve vi­si­tan­tes de 89 paí­ses.

Esses dois nú­me­ros aju­dam a en­ten­der a mu­dança mais re­le­vante da edi­ção para o meio am­biente. Pela pri­meira vez, a conta de car­bono do fes­ti­val não parou no por­tão. Em par­ce­ria com a AXIA Energia, a or­ga­ni­za­ção de­ci­diu in­cluir na com­pen­sa­ção as via­gens de ida e volta fei­tas pelo pú­blico, por for­ne­ce­do­res e por fun­cio­ná­rios, e não ape­nas o que acon­tece den­tro do re­cinto.

Onde está o peso

A es­co­lha vai na mesma di­re­ção dos dados mais re­cen­tes sobre o tema. Em de­zem­bro de 2025, o Climate Machine, ini­cia­tiva do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), pu­bli­cou o pri­meiro cál­culo anual das emis­sões de toda a mú­sica ao vivo nos Estados Unidos e no Reino Unido. O es­tudo, apoiado por Coldplay, Warner Music Group, Live Nation e Hope

48Puressência · Nº 01 · Outubro 2026

Ler no portal ↗
Imagem Puressência: tronco de árvore sobre mata costeira e mar ao entardecer
Imagem Puressência

Solutions, ana­li­sou dados de mais de 80 mil even­tos.

A con­clu­são cen­tral é que a via­gem do pú­blico é a maior fonte de emis­sões da mú­sica ao vivo: 62% do total nos Estados Unidos e 77% no Reino Unido, em quase todos os tipos de evento. Comida e be­bida vêm em se­guida, com 16,9% nos EUA e 7,6% no Reino Unido, pu­xa­das por pro­du­tos de ori­gem ani­mal. Segundo o re­la­tó­rio, car­dá­pios à base de plan­tas podem cor­tar essa fatia em 40% ou mais. Quando a via­gem do pú­blico sai da conta, apa­rece o trans­porte de carga: ca­mi­nhões res­pon­dem por 14% das emis­sões nos EUA, e o frete aéreo por quase 35% no Reino Unido.

Em es­cala na­cio­nal, a mú­sica ao vivo pesa pouco: 0,2% das emis­sões ame­ri­ca­nas e 1,1% das bri­tâ­ni­cas. O ar­gu­mento do co­mu­ni­cado que apre­sen­tou o es­tudo é que o setor tem al­cance cul­tu­ral para in­fluen­ciar há­bi­tos muito além do pró­prio ta­ma­nho.

Como a conta foi mon­tada

O fes­ti­val neu­tra­liza desde 2006 as emis­sões pro­du­zi­das no re­cinto da Cidade do Rock, e a or­ga­ni­za­ção diz que ne­nhum grande fes­ti­val do mundo tinha feito isso antes. A es­ti­ma­tiva para 2026, cal­cu­lada a par­tir dos nú­me­ros da edi­ção de 2024, é de cerca de 50 mil to­ne­la­das de CO₂ equi­va­lente. Na com­pa­ra­ção feita pelas em­pre­sas, o vo­lume cor­res­ponde a um ano de uso de 18.826 car­ros mo­vi­dos a com­bus­tí­vel fós­sil no Brasil.

A com­pen­sa­ção tem três fren­tes:

  • Mudas e se­men­tes. São 15 mil mudas de es­pé­cies na­ti­vas, que devem res­pon­der por 6.328 to­ne­la­das. Elas saem da Ilha de Germoplasma, uma área de 129 hec­ta­res com cerca de 100 mil ár­vo­res, de 220 es­pé­cies, criada como parte do li­cen­cia­mento am­bien­tal da usina de Tucuruí, no Pará. Quatro mil das mudas são de es­pé­cies usa­das na fa­bri­ca­ção de ins­tru­men­tos mu­si­cais. A AXIA tam­bém doa mais de 1 mi­lhão de se­men­tes na­ti­vas.
  • Créditos de car­bono. A maior parte das 43.672 to­ne­la­das res­tan­tes fica com cré­di­tos da Usina Hidrelétrica Teles Pires, na di­visa entre Pará e Mato Grosso. Segundo a AXIA, o pro­jeto da usina está re­gis­trado desde 2012 no Mecanismo de Desenvolvimento Limpo, da ONU, e gera cré­di­tos desde que ela co­me­çou a ope­rar, em 2015.
  • Certificados de ener­gia. Cerca de 4 mil cer­ti­fi­ca­dos RECFY, um para cada megawatt-hora que o fes­ti­val deve con­su­mir. Segundo a AXIA, o pro­cesso tem au­di­to­ria da Bureau Veritas e re­gis­tro em blockchain.

Para medir o tra­jeto, o plano anun­ciado em julho era apli­car ques­tio­ná­rios ao pú­blico, a for­ne­ce­do­res e a fun­cio­ná­rios ao longo dos sete dias, com per­gun­tas sobre como cada pes­soa se des­lo­cou e quan­tos qui­lô­me­tros per­cor­reu. Os dados se­riam

49Puressência · Nº 01 · Outubro 2026

Ler no portal ↗

Meio Ambiente · Reportagem

con­so­li­da­dos e va­li­da­dos de­pois do fes­ti­val. Até 30 de se­tem­bro, a Redação não en­con­trou esse re­sul­tado pu­bli­cado. O ba­lanço ofi­cial de 15 de se­tem­bro fala de pú­blico, shows e eco­no­mia, e a nota da AXIA sobre o prê­mio que re­ce­beu no fes­ti­val, de 14 de se­tem­bro, tam­bém não traz nú­mero de emis­sões. Os 50 mil são, por en­quanto, uma es­ti­ma­tiva feita com dados de dois anos atrás.

Roberta Medina, vice-pre­si­dente exe­cu­tiva da Rock World, em­presa dona do fes­ti­val, re­su­miu a mu­dança, em de­cla­ra­ção pu­bli­cada pela Exame, como a de­ci­são de “as­su­mir res­pon­sa­bi­li­dade por toda a jor­nada”.

Compensar não é o mesmo que re­du­zir

Vale se­pa­rar as duas coi­sas. Compensar é equi­li­brar a conta de­pois que a emis­são acon­te­ceu, com ár­vo­res, cré­di­tos ou cer­ti­fi­ca­dos. Reduzir é emi­tir menos. O es­tudo do MIT aponta para o se­gundo ca­mi­nho: se a via­gem é o maior peso, o que mais muda o re­sul­tado é a forma como as pes­soas che­gam.

O es­quema de trans­porte anun­ciado para esta edi­ção ofe­re­cia al­ter­na­ti­vas ao carro. A es­ta­ção Jardim Oceânico do metrô fi­ca­ria aberta 24 horas para em­bar­que, li­gada ao BRT Expresso Rock in Rio, com ôni­bus sem pa­ra­das ou com pou­cas pa­ra­das até a es­ta­ção em frente à Cidade do Rock. O ser­viço Primeira Classe le­va­ria ôni­bus exe­cu­ti­vos de pon­tos do Rio, da Região Metropolitana e de ci­da­des de São Paulo e Minas Gerais. Quanto de cada modal o pú­blico usou de fato é o que os ques­tio­ná­rios devem mos­trar.

No úl­timo dia, a AXIA re­ce­beu no Palco Mundo o Destaque Sustentável, re­co­nhe­ci­mento do Prêmio Rock in Rio Atitude Sustentável 3.0, que o fes­ti­val criou em 2008 para seus par­cei­ros. A jus­ti­fi­ca­tiva, se­gundo a AXIA e a Promoview, foi a am­plia­ção da conta de car­bono para fora da Cidade do Rock. A pró­xima edi­ção bra­si­leira está mar­cada para se­tem­bro de 2028.

O que acom­pa­nhar

Três per­gun­tas ficam em aberto até a pu­bli­ca­ção do in­ven­tá­rio final: quanto a via­gem do pú­blico pesou de fato em 2026, que parte coube ao avião e ao carro, e se o total ficou perto da es­ti­ma­tiva de 50 mil to­ne­la­das. Para quem vai a shows, o es­tudo do MIT, feito com dados dos Estados Unidos e do Reino Unido, deixa um re­cado di­reto: nes­ses dois paí­ses, o tre­cho de casa até o palco é a maior parte da pe­gada de um show, e é a parte que de­pende de cada um.

Texto produzido com apoio de IA. Os fatos foram conferidos fonte por fonte; não houve revisão humana do texto: a publicação foi autorizada pelo dono da revista em 1º de outubro de 2026 (registro de decisões, 2026-10-01T00:39:14-03:00). Fontes: p. 62.

50Puressência · Nº 01 · Outubro 2026

Ler no portal ↗

ReportagemMeio Ambiente

Quanto carbono cabe num LP:

a indústria do vinil refez a conta

Em dois anos, a indústria do vinil mediu, corrigiu e mediu de novo a pegada de um LP. O número caiu, a promessa do PVC de origem biológica encolheu e a prensagem por injeção entrou em cena.

Por Redação Puressência · 1º de outubro de 2026Ler no portal ↗

Ler no portal ↗

Meio Ambiente · Reportagem

Um LP de 140 gra­mas, pren­sado em PVC na Europa, no Reino Unido ou nos Estados Unidos, emite em média 0,93 kg de CO₂ equi­va­lente até sair da fá­brica. O nú­mero foi pu­bli­cado em junho de 2026 e fecha, por ora, uma conta que a in­dús­tria do vinil vem fa­zendo em pú­blico desde 2024, com uma cor­re­ção no meio do ca­mi­nho.

2024: a pri­meira me­dida

O pri­meiro re­la­tó­rio de pe­gada de car­bono do setor foi as­si­nado pela VRMA, as­so­cia­ção de fa­bri­can­tes de dis­cos, e pela Vinyl Alliance, en­ti­dade de em­pre­sas do mer­cado do vinil. O es­tudo usou dados de uma fá­brica de dis­cos, uma fa­bri­cante de ma­tri­zes e um es­tú­dio de corte, e che­gou a cerca de 1,15 kg de CO₂e por disco, do berço ao por­tão da fá­brica. Esse nú­mero é a média de cinco for­ma­tos; o LP de 140 gra­mas, so­zi­nho, ficou em 1,07 kg. Metade da pe­gada vinha do com­posto de PVC, 30% da ener­gia gasta na fá­brica e 13% da em­ba­la­gem im­pressa.

O re­la­tó­rio lis­tou cinco me­di­das. A pri­meira era aban­do­nar o frete aéreo: man­dar um disco de avião da Europa para a América soma 1,36 kg de CO₂e, mais do que o pró­prio disco emi­tiu para ser fa­bri­cado; para a Austrália, 3,46 kg. As ou­tras qua­tro eram tro­car o PVC comum por um com­posto bio-atri­buído, pren­sar em 140 gra­mas, sim­pli­fi­car a em­ba­la­gem e usar ener­gia sem car­bono.

O do­cu­mento tam­bém mediu o custo de cada es­co­lha de for­mato. Um disco de 180 gra­mas tem pe­gada 14% maior que um de 140; o de 200 gra­mas, 19%; o splat­ter, de cores res­pin­ga­das, 26%, por­que pede mais PVC. Uma capa dupla para um disco só acres­centa de 10% a 15%. A con­clu­são do pró­prio re­la­tó­rio é que o disco preto de 140 gra­mas é a me­lhor es­co­lha em car­bono. Uma das ra­zões: quase todas as fá­bri­cas rea­pro­vei­tam a maior parte da re­barba do PVC preto, en­quanto a dos dis­cos co­lo­ri­dos e splat­ter cos­tuma ir para a re­ci­cla­gem, fora da pro­du­ção de dis­cos.

2025: a cor­re­ção

A me­dida mais cha­ma­tiva era a do PVC bio-atri­buído, que pro­me­tia cor­tar cerca de 44% da pe­gada. Em 30 de maio de 2025, a Vinyl Alliance pu­bli­cou uma atua­li­za­ção na pá­gina do

Depois vêm as escolhas de formato: 140 gramas, preto, capa simples.

re­la­tó­rio. Explicou que o es­tudo tinha me­dido a pe­gada no nível das em­pre­sas, e não de cada pro­duto, e que fal­tava va­li­dar dados de for­ne­ce­do­res. E ad­mi­tiu que a eco­no­mia do PVC bio-atri­buído, no nível do pro­duto, es­tava “su­pe­res­ti­mada e po­de­ria in­du­zir o lei­tor a erro” (tra­du­ção da Redação).

A re­fe­rên­cia ci­tada para a re­vi­são é o pa­drão do GHG Protocol para o ciclo de vida de pro­du­tos. A en­ti­dade for­mou então um grupo vo­lun­tá­rio de es­pe­cia­lis­tas in­de­pen­den­tes e, com o Music Climate Pact, pas­sou a apoiar uma série de pe­ga­das de pro­duto re­vi­sa­das por pares e cal­cu­la­das por ter­cei­ros qua­li­fi­ca­dos.

2026: a conta por pro­duto

O Music Climate Pact é um pacto cli­má­tico criado por gra­va­do­ras sig­na­tá­rias e apoia­do­res da in­dús­tria, con­vo­cado pela AIM, a as­so­cia­ção bri­tâ­nica dos selos in­de­pen­den­tes, em co­la­bo­ra­ção com a BPI, a as­so­cia­ção das gra­va­do­ras do Reino Unido. Em 18 de junho de 2026, pu­bli­cou seu re­la­tó­rio anual. O grupo de tra­ba­lho de vinil, coordenado por Ian Stanton, da Beggars Group, e John Service, da Key Production, de­sen­vol­veu com a Vinyl Alliance e a con­sul­to­ria Climate Partner um pro­grama de for­ne­ce­do­res em duas fases. A pri­meira cal­cu­lou pe­ga­das de pro­duto para LPs, com um mé­todo comum.

Os re­sul­ta­dos, do berço ao por­tão da fá­brica:

  • disco de PVC de 140 gra­mas, pren­sado do jeito tra­di­cio­nal: 0,93 kg de CO₂e;
  • disco de PET mol­dado por in­je­ção: 0,54 kg;
  • disco de PET re­ci­clado mol­dado por in­je­ção: 0,38 kg.

A di­fe­rença do PET está so­bre­tudo no pro­cesso. A pren­sa­gem tra­di­cio­nal de­pende de vapor e calor de cal­dei­ras a gás. A mol­da­gem por in­je­ção é toda elé­trica e usa cerca de 85% menos ener­gia. O re­la­tó­rio tam­bém es­ti­mou ata­lhos para quem con­ti­nua no PVC: ele­tri­ci­dade re­no­vá­vel pode re­du­zir as emis­sões da pren­sa­gem em cerca de 12%, e PVC re­ci­clado, em 16%. Com PET re­ci­clado, o corte chega a 30%.

Um re­gis­tro de trans­pa­rên­cia: John Service, um dos coordenadores do grupo, é di­re­tor de es­tra­té­gia e sus­ten­ta­bi­li­dade da Key Production, em­presa que pas­sou a ofe­re­cer dis­cos de

52Puressência · Nº 01 · Outubro 2026

Ler no portal ↗

Meio Ambiente · Reportagem

PET em abril, como se lê mais abaixo.

Os 1,15 kg de 2024 e os 0,93 kg de 2026 não medem exa­ta­mente a mesma coisa: o pri­meiro par­tiu de dados de em­pre­sas e é a média de cinco for­ma­tos; o se­gundo vem de pe­ga­das de pro­duto. A di­re­ção, porém, é a que o pró­prio pacto re­gis­tra: fa­bri­car dis­cos emite bem menos do que se pen­sava, e há cor­tes re­la­ti­va­mente fá­ceis ainda por fazer.

O que já está no mer­cado

Três ca­mi­nhos apa­re­cem nas fá­bri­cas, com graus di­fe­ren­tes de com­pro­va­ção.

PET por in­je­ção. Em 8 de abril de 2026, a Key Production, agên­cia bri­tâ­nica de fa­bri­ca­ção de for­ma­tos fí­si­cos de mú­sica e em­ba­la­gens, cer­ti­fi­cada como B Corp, lan­çou no mer­cado eu­ro­peu dis­cos mol­da­dos por in­je­ção em PET, uma re­sina leve e re­ci­clá­vel.

PVC de ori­gem bio­ló­gica. A fá­brica alemã op­ti­mal media vende o BioVinyl, em que o pe­tró­leo da ca­deia do PVC é subs­ti­tuído por re­sí­duos como óleo de co­zi­nha usado, ponto de par­tida para a pro­du­ção do eti­leno. Quimicamente, é o mesmo PVC: não se de­com­põe, não é com­pos­tá­vel e soa igual ao comum, se­gundo a em­presa. A cer­ti­fi­ca­ção é ISCC PLUS, pelo mé­todo de ba­lanço de massa, em que a ma­té­ria-prima re­no­vá­vel é re­gis­trada em quan­ti­dade e atri­buída ao pro­duto final por cál­culo.

A em­presa anun­cia uma pe­gada cerca de 57% menor, va­li­dada pela ClimatePartner UK. A nota de ro­dapé mos­tra como se chega ao nú­mero: são 0,40 kg por disco quando se des­conta o car­bono bio­gê­nico se­ques­trado, e 0,58 kg sem esse des­conto, con­tra 0,93 kg da média do PVC con­ven­cio­nal. Sem o des­conto, a re­du­ção fica perto de 38%, pela conta da Redação. Ainda é um corte, mas menor do que o anun­ciado na pri­meira linha.

Bioplástico ve­ge­tal. A Evolution Music de­sen­volve o Evovinyl, um bio­po­lí­mero de ori­gem ve­ge­tal feito a par­tir de re­sí­duos da cana-de-açú­car e apre­sen­tado como com­pos­tá­vel. Em no­vem­bro de 2025, a em­presa anun­ciou a en­trada em co­mer­cia­li­za­ção, ainda res­trita às pren­sas ma­nuais. Em junho de 2026, in­for­mou que a ver­são mais nova do ma­te­rial, tes­tada em maio, pas­sou a fun­cio­nar de forma con­fiá­vel tam­bém nas pren­sas au­to­má­ti­cas, que são a base da pro­du­ção co­mer­cial, e res­sal­vou que ainda há tra­ba­lho pela frente. O ma­te­rial con­cor­reu na ca­te­go­ria de ino­va­ção para o con­su­mi­dor do Music Week Awards de 2026; na ce­ri­mô­nia de 7 de maio, se­gundo a pró­pria em­presa, o prê­mio ficou com a RCA. Nas fon­tes con­sul­ta­das pela Redação, não há pe­gada de pro­duto va­li­dada pu­bli­cada para o Evovinyl.

O que cabe a quem com­pra

Para quem co­le­ciona, a ordem de prio­ri­dade que sai des­ses re­la­tó­rios é clara. O que mais pesa é o avião: se­gundo o re­la­tó­rio de 2024, quando um selo prensa num só lugar e manda os dis­cos de avião para o mundo, as emis­sões dessa via­gem su­pe­ram qual­quer eco­no­mia feita na fá­brica. Por isso, evi­tar o avião, com dis­cos pren­sa­dos perto de quem vai com­prar ou tra­zi­dos de navio, faz mais di­fe­rença do que qual­quer ma­te­rial novo. Depois vêm as es­co­lhas de for­mato: 140 gra­mas, preto, capa sim­ples. O ma­te­rial al­ter­na­tivo, PET ou PVC de ori­gem bio­ló­gica, é o ter­ceiro passo, e cada nú­mero anun­ciado me­rece a lei­tura da nota de ro­dapé.

Texto produzido com apoio de IA. Os fatos foram conferidos fonte por fonte; não houve revisão humana do texto: a publicação foi autorizada pelo dono da revista em 1º de outubro de 2026 (registro de decisões, 2026-10-01T00:39:14-03:00). Fontes: p. 62.

53Puressência · Nº 01 · Outubro 2026

Ler no portal ↗
Da casaEstúdio · Lançamento
Capa oficial de Império (Cruaseca): fita cassete e disco sobre avenida de palmeiras ao pôr do sol, com os nomes dos artistas
Capa oficial · Imagem Puressência

Sai em 9 de outubro de 2026

54Puressência · Nº 01 · Outubro 2026

Ler no portal ↗

EstúdioDa casa

Da casaLançamento

Império volta em versão Cruaseca no dia 9 de outubro

Sai em 9 de outubro de 2026Ficha completa no portal ↗

A Puressência marcou para 9 de outubro de 2026 o lançamento de Império na versão Cruaseca, com beat novo. A faixa reúne MZZ Original, Offic Deive, Chael da Capital e Ocplugz, os mesmos compositores creditados na versão de 2022. Aquela versão saiu no canal La Casa Track, com beat, mixagem e masterização da Puressência Produtora.

Artistas
MZZ Original, Offic Deive, Chael da Capital, Ocplugz
Lançamento
Puressência Produtora
Beat
inédito
Data
09/10/2026
Versão original
2022 · La Casa Track · beat, mix e master da Puressência Produtora; visualizer de MZZ Original

Fontes: Império (Cruaseca) · 09/10/2026 · Puressência — anúncio no site oficial de Prince Andre · Império — versão de 2022 no canal La Casa Track

55Puressência · Nº 01 · Outubro 2026

Ler no portal ↗
Imagem Puressência: árvore dentro de uma semente de vidro, num estúdio na floresta
Imagem Puressência

Notícias da casa

  • Da casaFato: setembro de 2026

    El Regreso: Marcus Chocollate volta com voz, violão e repertório novo

    A edição especial “A volta”, publicada com a Puressência em setembro de 2026, apresenta El Regreso, de Marcus Chocollate: voz e violão e repertório novo. O teaser está no ar, e treze faixas da trilha da campanha tocam lá em prévias de 30 segundos. “A volta”, edição especial com Marcus Chocollate (Edição 01 · setembro de 2026) ↗

  • Da casaFato: setembro de 2026

    Site de Prince Andre reúne onze clipes com as fichas oficiais

    O site de Prince Andre passou a reunir onze clipes publicados como Prince Andre IX, Amozz e MZZ Original, nomes do mesmo artista, de 2019 a 2022. Cada clipe traz os créditos da ficha oficial e abre no YouTube; entre eles estão Império, Cruz e Souza e Pode Completar, com beat, mixagem ou masterização da Puressência. Site oficial de Prince Andre ↗

  • Da casaFato: setembro de 2026

    A.MOTION estreia site novo como estúdio da Puressência

    O A.MOTION, estúdio de motion design, 3D, sites e produto digital da Puressência Produtora, ganhou site novo em português e inglês. A página reúne serviços, portfólio, journal e contato por e-mail. Site do estúdio A.MOTION ↗

  • Da casaFato: setembro de 2026

    Prince Andre ganha site oficial

    Prince Andre, artista da casa, ganhou site oficial em português e inglês, com trajetória, clipes, imprensa e contato para booking. O site é uma campanha Puressência, powered by A.MOTION. Site oficial de Prince Andre ↗

56Puressência · Nº 01 · Outubro 2026

Ler no portal ↗

EstúdioDa casa

Discografia da casa

Lançamentos com data e fonte, do mais recente ao mais antigo, com o crédito da Puressência em cada um.

  • 2026Império (Cruaseca) MZZ Original, Offic Deive, Chael da Capital e Ocplugz · Lançamento: Puressência Produtora · Versão original: 2022 · La Casa Track · beat, mix e master da Puressência Produtora; visualizer de MZZ Original
  • 2022Pode Completar Ocplugz ft. MZZ Original · Mix e master: Puressência
  • 2022Cruz e Souza MZZ Original · Beat: Puressência · Mix e master: Puressência · Visualizer e motion: Puressência
  • 2021Yves Saint Laurent 2.2, Amozz e Zim13 · Apoio: Puressência
  • 2019Money Quick Prince Andre IX · Gravação: Puressência
  • 2019Fatos (EP) Amozz & Preto Dimi · Lançamento: 23/11/2019 · ℗ 2019 Puressência
  • 2019Shop (Foco no Tesouro) Prince Andre IX · Mix e master: Puressência
  • 2017Imparcial Rapper Nado feat. AMB · Instrumental: Produtora Puressência

Discografia completa no portal ↗

Puressência Produtora · Powered by A.MOTION

57Puressência · Nº 01 · Outubro 2026

Ler no portal ↗

AgendaOutubro a dezembro

Agenda

Festivais, shows e mostras de outubro a dezembro de 2026, com data confirmada em canal oficial (fontes consultadas em 30 de setembro de 2026). Sem preço de ingresso. A agenda viva, sempre atualizada, fica no portal.

30OUT

30 e 31 de outubro e 1º de novembro; 6, 7 e 8 de novembro de 2026

Rock the Mountain

Petrópolis (RJ) Parque de Exposições de Petrópolis (Estrada União e Indústria, 10000, Itaipava)

Site oficial ↗ Fonte ↗

58Puressência · Nº 01 · Outubro 2026

Ler no portal ↗

AgendaOutubro a dezembro

Agenda completa no portal ↗

59Puressência · Nº 01 · Outubro 2026

Ler no portal ↗

Fontes

Fontes

Cada fato desta edição tem fonte. Aqui estão todas, por matéria, com a data de acesso; no portal, cada matéria traz a lista com os links.

Música · p. 6No Grammy Latino, o rap em português agora concorre por álbum

  1. 27th Latin GRAMMY Awards — Rules & Guidelines — Latin Recording Academy. Acesso em 30/09/2026. media-latin.grammy.net
  2. 2026 Latin GRAMMYs: See The Full Nominations List — GRAMMY.com. Acesso em 30/09/2026. grammy.com
  3. Grammy Latino 2026: veja todos os brasileiros indicados — Billboard Brasil. Acesso em 30/09/2026. billboard.com.br
  4. Grammy Latino 2026: rap nacional domina música urbana — Rap Mídia. Acesso em 30/09/2026. rapmidia.com.br
  5. The Latin Recording Academy Announces New Latin GRAMMY Award Categories And Field: Best Songwriter Of The Year, Best Singer-Songwriter Song, Best Portuguese-Language Urban Performance & More — GRAMMY.com. Acesso em 30/09/2026. grammy.com

Música · p. 8Rodrigo Ogi deixa o microfone de lado e vira Loopcínio Rodrigo

  1. Entrevista: Rodrigo Ogi assume alter ego produtor em ‘Loopcínio Rodrigo, Vol. 1’ — Billboard Brasil. Acesso em 30/09/2026. billboard.com.br
  2. Ogi revela pesquisa de anos e faz curadoria do hip hop brasileiro em “Loopcinio Rodrigo, Vol. 1” — Rap Dab. Acesso em 30/09/2026. rapdab.com.br

Música · p. 9Bonobo lança “Distance in Static”, com instrumentais na edição do Bandcamp

  1. Distance in Static / Bonobo / Release — Ninja Tune. Acesso em 30/09/2026. ninjatune.net
  2. Distance in Static | Bonobo — Bandcamp (página oficial de Bonobo). Acesso em 30/09/2026. bonobomusic.bandcamp.com
  3. Bonobo Tour Dates & Tickets — Site oficial de Bonobo. Acesso em 30/09/2026. bonobomusic.com
  4. Bonobo 'Distance in Static' Album Out Now on Ninja Tune — We Rave You. Acesso em 30/09/2026. weraveyou.com
  5. Bonobo (musician) — Wikipedia. Acesso em 30/09/2026. en.wikipedia.org

História · p. 10De Düsseldorf a Detroit: a máquina aprende a dançar

  1. Florian Schneider, Kraftwerk co-founder, dies aged 73 — The Guardian. Acesso em 30/09/2026. theguardian.com
  2. Kling Klang Studio — Wikipedia. Acesso em 30/09/2026. en.wikipedia.org
  3. Autobahn (album) — Wikipedia. Acesso em 30/09/2026. en.wikipedia.org
  4. A music professor breaks down the theory behind Kraftwerk's Autobahn — MusicRadar. Acesso em 30/09/2026. musicradar.com
  5. Computer World — Wikipedia. Acesso em 30/09/2026. en.wikipedia.org
  6. Classic Tracks: Afrika Bambaataa & The Soulsonic Force 'Planet Rock' — Sound On Sound. Acesso em 30/09/2026. soundonsound.com
  7. Afrika Bambaataa, hip-hop and electro pioneer, dead at 68 — NPR. Acesso em 30/09/2026. npr.org
  8. Controversial US hip-hop pioneer Afrika Bambaataa dies aged 68 — Euronews. Acesso em 30/09/2026. euronews.com
  9. FAC 93 New Order: Confusion — Factory Records (arquivo do catálogo). Acesso em 30/09/2026. factoryrecords.org
  10. A Spin on Frequency: A History of Dance Music Radio in Detroit — Red Bull Music Academy Daily. Acesso em 30/09/2026. daily.redbullmusicacademy.com
  11. The Electrifying Mojo — Wikipedia. Acesso em 30/09/2026. en.wikipedia.org
  12. History of Detroit Techno — Timeline of African American Music — Carnegie Hall. Acesso em 30/09/2026. timeline.carnegiehall.org
  13. Atkins, Juan — Encyclopedia of Detroit — Detroit Historical Society. Acesso em 30/09/2026. detroithistorical.org
  14. Celebrating the 40th anniversary of Cybotron's foundational techno classic Enter with a deluxe digital reissue — Craft Recordings (catálogo Fantasy Records). Acesso em 30/09/2026. craftrecordings.com
  15. Enter (Cybotron album) — Wikipedia. Acesso em 30/09/2026. en.wikipedia.org
  16. Interview: Neil Rushton — Red Bull Music Academy Daily. Acesso em 30/09/2026. daily.redbullmusicacademy.com
  17. Techno! The New Dance Sound of Detroit — Wikipedia. Acesso em 30/09/2026. en.wikipedia.org

História · p. 14Memphis em fita: o rap que andou de mão em mão

  1. The Man Who Invented The Cassette Tape Has Died; Lou Ottens Was 94 — NPR. Acesso em 30/09/2026. npr.org
  2. Lou Ottens, Inventor of the Audio Cassette Tape, Dead at 94 — Rolling Stone. Acesso em 30/09/2026. rollingstone.com
  3. The Sony Walkman turns 40 — Malay Mail (AFP). Acesso em 30/09/2026. malaymail.com
  4. Walkman — Wikipedia. Acesso em 30/09/2026. en.wikipedia.org
  5. The Unsung Heroes of Early Memphis Rap — Red Bull Music Academy Daily. Acesso em 30/09/2026. daily.redbullmusicacademy.com
  6. DJ Spanish Fly Built Memphis Hip-Hop By Giving Away Tapes From His Cadillac's Trunk. Now He's Getting the Credit He Deserves — SPIN. Acesso em 30/09/2026. spinmagazine.com
  7. DJ Spanish Fly — Wikipedia. Acesso em 30/09/2026. en.wikipedia.org
  8. Loop History: The Showboys "Drag Rap," AKA Triggerman — Red Bull Music Academy Daily. Acesso em 30/09/2026. daily.redbullmusicacademy.com
  9. Triggerman (beat) — Wikipedia. Acesso em 30/09/2026. en.wikipedia.org
  10. Throwback Thursday: DJ Squeeky Talks Memphis Rap — Memphis Flyer. Acesso em 30/09/2026. memphisflyer.com
  11. These Memphis rap tapes aren't actually haunted, but they are awesome — The A.V. Club. Acesso em 30/09/2026. avclub.com
  12. Mystic Stylez — Wikipedia. Acesso em 30/09/2026. en.wikipedia.org
  13. Three 6 Mafia Remember Their Shocking Oscar Win for 'It's Hard Out Here for a Pimp' — Variety. Acesso em 30/09/2026. variety.com
  14. Three 6 Mafia Win Oscar for 'It's Hard Out Here for a Pimp' in 2006 — Today in Hip-Hop — XXL. Acesso em 30/09/2026. xxlmag.com
  15. DJ Spanish Fly announces new album, Cadillac Warning — Resident Advisor. Acesso em 30/09/2026. ra.co

História · p. 18G-funk: quando Los Angeles desacelerou o funk

  1. G-funk — Wikipedia. Acesso em 30/09/2026. en.wikipedia.org
  2. Talking Style: G-Funk — No Treble. Acesso em 30/09/2026. notreble.com
  3. Funky Worm — Wikipedia. Acesso em 30/09/2026. en.wikipedia.org
  4. Death Row Records — Research Starters — EBSCO Research Starters. Acesso em 30/09/2026. ebsco.com
  5. Death Row Records — Wikipedia. Acesso em 30/09/2026. en.wikipedia.org
  6. Dr. Dre, 'The Chronic' at 20: Classic Track-By-Track Review — Billboard. Acesso em 30/09/2026. billboard.com
  7. The Chronic — Wikipedia. Acesso em 30/09/2026. en.wikipedia.org
  8. Nuthin' but a 'G' Thang — Wikipedia. Acesso em 30/09/2026. en.wikipedia.org
  9. Hip Hop Mogul Dr. Dre Apologizes to Women He's Hurt: 'I Deeply Regret What I Did' — NPR. Acesso em 30/09/2026. npr.org
  10. Snoop Dogg to Celebrate 'Doggystyle' With 30th Anniversary Event — Billboard. Acesso em 30/09/2026. billboard.com
  11. Snoop Dogg's Biggest Songs: 15 Tracks That Display His Charismatic Style And Range — Recording Academy (GRAMMY.com). Acesso em 30/09/2026. grammy.com
  12. Doggystyle — Wikipedia. Acesso em 30/09/2026. en.wikipedia.org
  13. 'Regulate' At 20: Warren G & Michael McDonald Discuss the G-Funk Jam — Billboard. Acesso em 30/09/2026. billboard.com
  14. Remembering The G-Funk Era — Recording Academy (GRAMMY.com). Acesso em 30/09/2026. grammy.com
  15. 2020's National Recording Registry Entries Range From Dr. Dre To Mister Rogers — NPR. Acesso em 30/09/2026. npr.org
  16. National Recording Registry Inducts Classics by Dr. Dre, Mister Rogers and Cheap Trick — Variety. Acesso em 30/09/2026. variety.com
  17. Snoop Dogg Buys Death Row Records Brand Just Days Before Super Bowl — Deadline. Acesso em 30/09/2026. deadline.com
  18. Snoop Dogg now owns Death Row Records — NPR Illinois. Acesso em 30/09/2026. nprillinois.org

Opinião · p. 22A máquina ajuda. Quem assina a música é gente

  1. Major record labels sue Cambridge-based AI platform, again — Boston.com. Acesso em 30/09/2026. boston.com
  2. Deezer: AI music has surpassed 50% of new music uploads for the first time — Deezer Newsroom. Acesso em 30/09/2026. newsroom-deezer.com
  3. Transparency obligations under Article 50 of the AI Act (FAQ) — Comissão Europeia. Acesso em 30/09/2026. digital-strategy.ec.europa.eu
  4. Copyright and Artificial Intelligence, Part 2: Copyrightability — U.S. Copyright Office. Acesso em 30/09/2026. copyright.gov
  5. Thaler v. Perlmutter (25-449) — SCOTUSblog. Acesso em 30/09/2026. scotusblog.com
  6. Supreme Court denies artificial intelligence authorship claim for artwork copyright — National Constitution Center. Acesso em 30/09/2026. constitutioncenter.org
  7. Now And Then – The Last Beatles Song — The Beatles (site oficial). Acesso em 30/09/2026. thebeatles.com

60Puressência · Nº 01 · Outubro 2026

Fontes

  1. 67th Annual Grammy Awards – Winners & Nominees — Recording Academy / GRAMMY.com. Acesso em 30/09/2026. grammy.com
  2. AI-music firm Suno strikes first licensing deal… with Warner Music Group — Music Ally. Acesso em 30/09/2026. musically.com
  3. Suno fights to keep Warner Music settlement terms away from UMG and Sony — Music Business Worldwide. Acesso em 30/09/2026. musicbusinessworldwide.com
  4. Senado aprova regulamentação da inteligência artificial; texto vai à Câmara — Agência Senado. Acesso em 30/09/2026. www12.senado.leg.br
  5. PL 2338/2023 – ficha de tramitação — Câmara dos Deputados. Acesso em 30/09/2026. camara.leg.br
  6. PL 2338/2023 – situação (API de dados abertos) — Câmara dos Deputados. Acesso em 30/09/2026. dadosabertos.camara.leg.br

Opinião · p. 24Ouvir o passado é saber de onde vem o que toca agora

  1. Luminate 2026 Midyear Report: Trends in Music, Television & Film — Luminate. Acesso em 30/09/2026. luminatedata.com
  2. The key engagement and consumption trends that shaped Music, TV & Film in H1 2026 — Luminate. Acesso em 30/09/2026. luminatedata.com
  3. Classic Tracks: Afrika Bambaataa & The Soulsonic Force 'Planet Rock' — Sound On Sound. Acesso em 30/09/2026. soundonsound.com
  4. Funk carioca: surgimento e trajetória no século XX — Horizonte Científico (Universidade Federal de Uberlândia). Acesso em 30/09/2026. seer.ufu.br
  5. Músicas ao alcance de todos — Instituto Moreira Salles. Acesso em 30/09/2026. ims.com.br
  6. Discografia Brasileira — Instituto Moreira Salles. Acesso em 30/09/2026. discografiabrasileira.com.br

Moda · p. 26Na Saint Laurent, o desfile termina em canção

  1. Saint Laurent goes for gold in Paris show that may be Vaccarello's finale — Reuters (Helen Reid), via Yahoo. Acesso em 30/09/2026. yahoo.com
  2. At Saint Laurent Spring 2027, Anthony Vaccarello Claims His Golden Finish — W Magazine. Acesso em 30/09/2026. wmagazine.com
  3. The Golden Age according to Anthony Vaccarello at Saint Laurent — Numéro. Acesso em 30/09/2026. numero.com
  4. Anthony Vaccarello Delivers A Golden Ode To Saint Laurent — The Zoe Report. Acesso em 30/09/2026. thezoereport.com
  5. Anthony Vaccarello Turns Saint Laurent Spring/Summer 2027 Into A Golden Farewell — Style Rave. Acesso em 30/09/2026. stylerave.com

Moda · p. 28A marca de roupa agora monta a turnê

  1. Gap Inc. Debuts First Fashiontainment Partnership with Emerging Boy Band JYT — Gap Inc. (comunicado oficial). Acesso em 30/09/2026. gapinc.com
  2. Gap Inc. Debuts First Fashiontainment Partnership with Emerging Boy Band JYT — PR Newswire (Gap Inc.). Acesso em 30/09/2026. prnewswire.com
  3. Gap partners with boy band Just Your Type in multiyear partnership — Associated Press (Anne D'Innocenzio), via ABC News. Acesso em 30/09/2026. abcnews.com
  4. Gap rolls out Fashiontainment strategy with boy band collaboration — Marketing Dive. Acesso em 30/09/2026. marketingdive.com
  5. COACH INTRODUCES "LIVE YOUR STORY" A NEW CAMPAIGN TURNING SELF-EXPRESSION INTO REAL-WORLD CONNECTION THROUGH STYLE AND MUSIC — PR Newswire (Coach, comunicado oficial). Acesso em 30/09/2026. prnewswire.com
  6. Coach channels music into fall campaign with Spotify integration, bus tour — Marketing Dive. Acesso em 30/09/2026. marketingdive.com

Cultura · p. 30Gonzaguinha, só com a própria voz

  1. Documentário sobre Gonzaguinha aponta para uma obra ainda atual — O Tempo (Paulo Henrique Silva). Acesso em 30/09/2026. otempo.com.br
  2. Festival de Cinema de Gramado 2026: veja os vencedores da 54ª edição — CNN Brasil. Acesso em 30/09/2026. cnnbrasil.com.br
  3. Documentário sobre Gonzaguinha estreia no Brasil durante o Festival de Gramado — Mirada. Acesso em 30/09/2026. miradajanela.com
  4. Gonzaguinha abre o coração em documentário — Matinal (Roger Lerina). Acesso em 30/09/2026. matinal.org
  5. Gonzaguinha, da Maior Liberdade (ficha técnica) — AdoroCinema. Acesso em 30/09/2026. adorocinema.com

Cultura · p. 32A Mostra chega à 50ª edição

  1. 50ª Mostra no Solar Fábio Prado: Sala Petrobras, VI Encontro de Ideias Audiovisuais, exposição e mais — Mostra Internacional de Cinema em São Paulo (site oficial). Acesso em 30/09/2026. mostra.org
  2. "Tigre de Papel", dirigido por James Gray, será o filme de abertura da 50ª Mostra — Mostra Internacional de Cinema em São Paulo (site oficial). Acesso em 30/09/2026. mostra.org
  3. 50ª Mostra apresenta o pôster da edição, assinado pelo cineasta James Gray — Mostra Internacional de Cinema em São Paulo (site oficial). Acesso em 30/09/2026. mostra.org
  4. Confira alguns dos títulos já anunciados e que farão parte da programação da 50ª Mostra — Mostra Internacional de Cinema em São Paulo (site oficial). Acesso em 30/09/2026. mostra.org
  5. Renata de Almeida escreve livro que celebra os 50 Anos da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo — Mostra Internacional de Cinema em São Paulo (site oficial). Acesso em 30/09/2026. mostra.org
  6. Arquivo: 1ª Mostra (1977) — Mostra Internacional de Cinema em São Paulo (site oficial). Acesso em 30/09/2026. mostra.org
  7. Informações gerais da 50ª Mostra — Mostra Internacional de Cinema em São Paulo (site oficial). Acesso em 30/09/2026. mostra.org

Tecnologia · p. 34Suno lança o v6 e volta ao tribunal nove dias depois

  1. Introducing v6 — Suno (blog oficial). Acesso em 30/09/2026. suno.com
  2. Universal and Sony sue Suno for a second time, claiming platform's v6 models are 'the fruit of the same poisoned tree' — Music Business Worldwide. Acesso em 30/09/2026. musicbusinessworldwide.com
  3. Major record labels sue Cambridge-based AI platform, again — Boston.com. Acesso em 30/09/2026. boston.com
  4. GEMA gewinnt auch gegen Suno: "Atemlos durch die Nacht" im KI-Modell kann Urheberrechte verletzen — beck-aktuell. Acesso em 30/09/2026. beck-aktuell.de
  5. Marco de IA ganha força para ser votado no final do ano, diz relator — Mobile Time. Acesso em 30/09/2026. mobiletime.com.br
  6. PL 2338/2023 – ficha de tramitação — Câmara dos Deputados. Acesso em 30/09/2026. camara.leg.br

Tecnologia · p. 36Apple Music Hall: o palco que sai mixado em áudio espacial

  1. Apple opens Apple Music Hall, a brand-new state-of-the-art live music venue in London — Apple Newsroom. Acesso em 30/09/2026. apple.com
  2. Apple Music Hall – Upcoming Shows — Apple Music Hall (site oficial). Acesso em 30/09/2026. applemusichall.com
  3. Watch Elton John open new Apple Music Hall in London as show live-streams onto Battersea Power Station — NME. Acesso em 30/09/2026. nme.com
  4. Apple Music Hall confirms first eight shows, starting with Elton John — 9to5Mac. Acesso em 30/09/2026. 9to5mac.com
  5. Apple opens new 600-capacity music venue in London's Battersea Power Station — MusicTech. Acesso em 30/09/2026. musictech.com

Eventos · p. 38De Natal a Belém, a temporada em seis datas

  1. Festival Mada Official (Linktree) — Festival MADA (canal oficial). Acesso em 30/09/2026. linktr.ee
  2. Festival Mada 2026 · Ingressos Shotgun — Shotgun (página do evento publicada pela organizadora, Pé De Música Produções). Acesso em 30/09/2026. shotgun.live
  3. Festival Rock The Mountain - Itaipava - Rio de Janeiro — Rock the Mountain (site oficial). Acesso em 30/09/2026. rockthemountain.com.br
  4. LINE UP 26 | Rock The Mountain — Rock the Mountain (site oficial, arte oficial do line-up 2026). Acesso em 30/09/2026. rockthemountain.com.br
  5. Do clássico ao contemporâneo: 23ª edição do Festival No Ar Coquetel Molotov conecta gerações e cenas musicais no Recife — Coquetel Molotov (site oficial), 23/09/2026. Acesso em 30/09/2026. coquetelmolotov.com.br
  6. CCXP26: De 3 a 6 de dezembro em São Paulo — CCXP (site oficial). Acesso em 30/09/2026. ccxp.com.br
  7. A CCXP | CCXP26 — CCXP (site oficial). Acesso em 30/09/2026. ccxp.com.br
  8. Primavera Sound São Paulo — Primavera Sound (site oficial, programação por dia). Acesso em 30/09/2026. primaverasound.com
  9. Gorillaz and The Strokes headline the unmissable line-ups for Primavera Sound's eagerly awaited return to Buenos Aires and São Paulo — Primavera Sound (site oficial), 11/05/2026. Acesso em 30/09/2026. primaverasound.com
  10. Festival Psica 2026 — Festival Psica (site oficial). Acesso em 30/09/2026. festivalpsica.com.br
  11. Festival Psica 2026, Mangueirão · Ingressos Shotgun — Shotgun (página publicada pelo Festival Psica). Acesso em 30/09/2026. shotgun.live

Eventos · p. 40MADA abre a temporada na Arena das Dunas

  1. Festival Mada Official (Linktree): Dias 16 e 17 de outubro de 2026, Natal/RN — Festival MADA (canal oficial). Acesso em 30/09/2026. linktr.ee
  2. Festival Mada 2026 · Ingressos Shotgun — Shotgun (página do evento publicada pela organizadora, Pé De Música Produções). Acesso em 30/09/2026. shotgun.live
  3. MADA | Musica Alimento da Alma — Festival MADA (site oficial). Acesso em 30/09/2026. madafestival.com

Eventos · p. 40Rock the Mountain: dois fins de semana, o mesmo elenco

  1. Festival Rock The Mountain - Itaipava - Rio de Janeiro — Rock the Mountain (site oficial). Acesso em 30/09/2026. rockthemountain.com.br
  2. LINE UP 26 | Rock The Mountain — Rock the Mountain (site oficial, arte oficial do line-up 2026). Acesso em 30/09/2026. rockthemountain.com.br

61Puressência · Nº 01 · Outubro 2026

Fontes

Eventos · p. 41Coquetel Molotov chega à 23ª edição no campus da UFPE

  1. Do clássico ao contemporâneo: 23ª edição do Festival No Ar Coquetel Molotov conecta gerações e cenas musicais no Recife — Coquetel Molotov (site oficial), 23/09/2026. Acesso em 30/09/2026. coquetelmolotov.com.br
  2. Fernanda Abreu celebra 30 anos do álbum "Da Lata" na 23ª edição do Festival No Ar Coquetel Molotov — Coquetel Molotov (site oficial), 12/05/2026. Acesso em 30/09/2026. coquetelmolotov.com.br

Eventos · p. 42CCXP26 ocupa o São Paulo Expo por quatro dias

  1. CCXP26: De 3 a 6 de dezembro em São Paulo — CCXP (site oficial). Acesso em 30/09/2026. ccxp.com.br
  2. Como Chegar na CCXP | CCXP26 — CCXP (site oficial). Acesso em 30/09/2026. ccxp.com.br
  3. A CCXP | CCXP26 — CCXP (site oficial). Acesso em 30/09/2026. ccxp.com.br

Eventos · p. 42Primavera Sound volta a Interlagos com The Strokes e Gorillaz

  1. Primavera Sound São Paulo — Primavera Sound (site oficial, programação por dia). Acesso em 30/09/2026. primaverasound.com
  2. Gorillaz and The Strokes headline the unmissable line-ups for Primavera Sound's eagerly awaited return to Buenos Aires and São Paulo — Primavera Sound (site oficial), 11/05/2026. Acesso em 30/09/2026. primaverasound.com
  3. Primavera Sound anuncia nuevas ediciones del festival en Buenos Aires y São Paulo en 2026 — Primavera Sound (site oficial), 17/10/2025. Acesso em 30/09/2026. primaverasound.com

Eventos · p. 43Psica fecha a agenda em Belém, da Cidade Velha ao Mangueirão

  1. Festival Psica 2026 — Festival Psica (site oficial). Acesso em 30/09/2026. festivalpsica.com.br
  2. Festival Psica 2026, Mangueirão · Ingressos Shotgun — Shotgun (página publicada pelo Festival Psica, ligada ao botão de passaporte do site oficial). Acesso em 30/09/2026. shotgun.live
  3. Construção do Conceito Festival Psica 26 — Festival Psica (site oficial), 28/04/2026. Acesso em 30/09/2026. festivalpsica.com.br

Startups · p. 44A Vinyl Bar in Shibuya capta rodada para lançar apps como quem lança singles

  1. A Vinyl Bar in Shibuya is a startup from a former Spotify leader for making music apps — TechCrunch (Ivan Mehta, 14/09/2026). Acesso em 30/09/2026. techcrunch.com
  2. Spotify's former Head of Innovation raises […] pre-seed for music app startup; Dawn Ostroff among the backers — Music Business Worldwide (Mandy Dalugdug, 15/09/2026). Acesso em 30/09/2026. musicbusinessworldwide.com
  3. 'Music Software Label' A Vinyl Bar in Shibuya Raises […]Million, Aims to Develop 'The Next Great Consumer Music App' — Digital Music News (Dylan Smith, 15/09/2026). Acesso em 30/09/2026. digitalmusicnews.com
  4. a vinyl bar in shibuya — Site oficial da A Vinyl Bar in Shibuya. Acesso em 30/09/2026. shibuyaaa.com

Startups · p. 46Modulate, que vende detector de música feita por IA, capta nova rodada

  1. Modulate Raises […] to Scale Its Lead in Frontier Audio-Native AI — Modulate (comunicado oficial, 28/09/2026). Acesso em 30/09/2026. modulate.ai
  2. Modulate Launches AI Music Detection API for Platforms — Modulate (comunicado oficial, 24/06/2026). Acesso em 30/09/2026. modulate.ai
  3. Audio AI firm Modulate, which runs an AI music detection tool, raises […] — Music Business Worldwide (Murray Stassen, 30/09/2026). Acesso em 30/09/2026. musicbusinessworldwide.com
  4. Modulate Raises […]Million to Advance Deepfake Detection — SecurityWeek (Kevin Townsend, 28/09/2026). Acesso em 30/09/2026. securityweek.com
  5. Deezer: AI music has surpassed 50% of new music uploads for the first time — Deezer Newsroom (21/07/2026). Acesso em 30/09/2026. newsroom-deezer.com

Meio Ambiente · p. 48Rock in Rio põe a viagem do público na conta do carbono

  1. ROCK IN RIO FECHA 2026 COM 700 MIL PESSOAS E UMA HISTÓRIA QUE ATRAVESSA O ATLÂNTICO — Rock in Rio (sala de imprensa oficial). Acesso em 30/09/2026. rockinrio.prowly.com
  2. Rock in Rio passa a neutralizar a pegada de carbono do fã — de casa à Cidade do Rock — Exame. Acesso em 30/09/2026. exame.com
  3. AXIA é parceira de sustentabilidade do Rock in Rio 2026 — AXIA Energia. Acesso em 30/09/2026. axia.com.br
  4. AXIA Energia conquista dois prêmios por iniciativas de sustentabilidade no Rock in Rio 2026 — AXIA Energia. Acesso em 30/09/2026. axia.com.br
  5. Rock in Rio 2026 vai compensar emissões de carbono além da Cidade do Rock — Aurora Cultural. Acesso em 30/09/2026. auroracultural.com
  6. AXIA leva o Destaque Sustentável do Rock in Rio 2026 e o Reconhecimento Promoview de Mais Sustentável — Promoview. Acesso em 30/09/2026. promoview.com.br
  7. Rock in Rio 2026 terá transporte especial e ação de sustentabilidade — Terra. Acesso em 30/09/2026. terra.com.br
  8. MIT Climate Machine with support from Coldplay, Warner Music Group, Live Nation, and Hope Solutions release first ever total emissions of live music in US and UK — PR Newswire (comunicado do MIT Climate Machine). Acesso em 30/09/2026. prnewswire.com
  9. Backed by Coldplay, Warner Music and Live Nation, MIT's Climate Machine reports on US-UK emissions — Music Week. Acesso em 30/09/2026. musicweek.com
  10. MIT Climate Machine — MIT Climate Machine. Acesso em 30/09/2026. climatemachine.mit.edu

Meio Ambiente · p. 51Quanto carbono cabe num LP: a indústria do vinil refez a conta

  1. The first Vinyl Record Industry Carbon Footprint Report — Vinyl Alliance. Acesso em 30/09/2026. vinylalliance.org
  2. Vinyl Record Industry: First carbon footprinting report — VRMA e Vinyl Alliance. Acesso em 30/09/2026. vinylalliance.org
  3. The Music Climate Pact publishes its Annual Report — Music Climate Pact. Acesso em 30/09/2026. musicclimatepact.com
  4. Music Climate Pact highlights areas of progress with labels' increasing focus on streaming impact — Music Week. Acesso em 30/09/2026. musicweek.com
  5. Vinyl — Music Climate Pact. Acesso em 30/09/2026. musicclimatepact.com
  6. Key Production unveils Injection Moulded Records and Tiny Vinyl to drive the next generation of sustainability-focused physical music formats — Key Production. Acesso em 30/09/2026. keyproduction.co.uk
  7. BioVinyl: Vinyl records made from bio-based PVC — optimal media. Acesso em 30/09/2026. optimal-media.com
  8. Evovinyl Launch: The World's First Bioplastic Vinyl LP Moves Into Commercialisation — Evolution Music. Acesso em 30/09/2026. evolution-music.co.uk
  9. May 2026: Recognition, Connection and a Material Breakthrough — Evolution Music. Acesso em 30/09/2026. evolution-music.co.uk
  10. PMC And EvoVinyl Nomination For Music Week Awards 2026 — Hifi Pig. Acesso em 30/09/2026. hifipig.com

62Puressência · Nº 01 · Outubro 2026

Expediente

Expediente

Edição
Revista Puressência · nº 01 · outubro de 2026
Publicação
Publicada pela Puressência Produtora · São Paulo
Empresas parceiras
Mídia Data e Partícula Filmes (origem: “Desenvolvimento Artístico”, documento de 2016 da Puressência Produtora).
Redação
Redação Puressência (assinatura coletiva)
Projeto gráfico
Puressência Produtora · Powered by A.MOTION
Imagens
Artes da casa, com o crédito “Imagem Puressência”, e capas tipográficas próprias. Nenhuma foto, logo ou capa de terceiros.
Textos
Produzidos com apoio de IA; os fatos foram conferidos fonte por fonte. A nota ao pé de cada matéria diz como.
Contato e correções
contatopuressencia@gmail.com
Edição digital
puressencia.vercel.app/edicao/2026-10/
Publicidade e preço
Sem publicidade de terceiros, sem patrocínio e sem preço; a contracapa é anúncio da casa (Da casa).
Formato e tipografia
210 × 275 mm. Cinzel, Cormorant Garamond e Jost.
Folhear
folha.js, motor de folhear próprio da casa (licença MIT).

63Puressência · Nº 01 · Outubro 2026

Ler no portal ↗
Da casaPuressência

Música, som e movimento para marcas e artistas.

Produtora, selo e direção artística em São Paulo.

Comece com o que você tem. Mande o brief como ele está.

contatopuressencia@gmail.com

Puressência Produtora · Powered by A.MOTION

Clique ou arraste a página para virar; use as setas do teclado. Duplo clique ou “+ Ampliar” aumenta a página.

Sobre esta edição

Todas as edições

Edição nº 01 da Revista Puressência, de outubro de 2026, montada como revista de papel: as 25 matérias do portal, com o texto inteiro, as fontes e a nota de IA de cada uma, e o Estúdio · Da casa no fim. Cada matéria tem a versão completa no portal, com os links das fontes. As artes são da casa e levam o crédito “Imagem Puressência”. O PDF de leitura (210 × 275 mm) traz a edição inteira.