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Modulate, que vende detector de música feita por IA, capta nova rodada

A rodada, liderada pela Future Ventures, mira a IA de voz em geral. Para a música, o que conta é a ferramenta lançada em junho, que avalia voz e instrumental em separado, a cada quatro segundos.

Por Publicado em Leitura de 4 min
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Capa tipográfica da Revista Puressência

Em 28 de setembro, a Modulate, empresa de Boston que desenvolve modelos de inteligência artificial para analisar áudio, anunciou uma nova rodada de investimento. A Future Ventures, fundo cofundado por Steve Jurvetson, liderou a rodada. Hyperplane e Lakestar, que já eram investidoras, acompanharam.

O texto da rodada não fala em música. Fala em fraude, deepfake, supervisão de agentes de voz, atendimento ao cliente e moderação de conversas online. A Modulate foi fundada em 2017 por Carter Huffman e Mike Pappas, que se conheceram na graduação em física do MIT, e ficou conhecida pelo ToxMod, que modera o chat de voz em jogos, de acordo com a Music Business Worldwide (MBW). A rodada veio com troca no comando: Huffman, antes diretor de tecnologia, virou CEO; Pappas, que dirigia a empresa em junho, passou à presidência do conselho.

O dinheiro vai para pesquisa em IA, produto, engenharia, relação com desenvolvedores e parcerias. A empresa diz que seus modelos analisam mais de 10 milhões de horas de áudio por mês.

O detector

A parte que interessa a quem faz música saiu em 24 de junho: uma interface de programação, a API, que detecta música gerada por IA. O público-alvo, segundo o comunicado de lançamento, são serviços de streaming, distribuidoras digitais, sociedades de direitos, editoras, gravadoras e empresas de tecnologia musical.

A ferramenta roda três modelos sobre a gravação. O primeiro marca onde há música, fala ou as duas coisas. O segundo avalia se a voz foi gerada por IA. O terceiro faz o mesmo com o instrumental. A resposta vem em janelas de quatro segundos, segundo a MBW, mais um veredito para o arquivo inteiro.

A separação entre voz e base é o centro do produto. A empresa lembra que a IA pode entrar só no canto, só no acompanhamento ou só em alguns trechos, e argumenta que, nesses casos, um sim ou não para a faixa inteira diz pouco. A Modulate também afirma que a ferramenta separa música feita por IA de gravação humana processada, e diz que detectores concorrentes erram em gravações humanas com autotune ou compressão. Em testes internos, com faixas de geradores como o Suno 5.5, a empresa relata 95% de precisão em 76 gêneros. O número é da própria Modulate.

O argumento de fundo está no lançamento de junho. Segundo a empresa, a transparência sobre IA na música tem dependido de declaração voluntária, metadados e marcas d’água, recursos que só funcionam quando a faixa chega identificada na origem. “A declaração é importante, mas sozinha não basta”, disse Mike Pappas no comunicado de 24 de junho.

Por que agora

Em 21 de julho, a Deezer informou que recebe cerca de 90 mil faixas totalmente geradas por IA por dia. Nos dias de pico de junho, isso passou da metade de toda a música nova enviada ao serviço. No mesmo comunicado, a plataforma diz que essas faixas respondem por 1% a 3% das reproduções e que até 85% das reproduções delas em 2025 eram fraudulentas. A Deezer usa detector próprio desde janeiro de 2025 e agora licencia a tecnologia para terceiros, o que a coloca no mesmo mercado da Modulate.

Outras plataformas seguem caminhos diferentes, segundo o levantamento da MBW. O TIDAL anunciou em junho que marca as faixas que identifica como totalmente feitas por IA e deixa de pagar royalties por elas. O Qobuz anunciou sistema de detecção em fevereiro. No Apple Music e nos créditos de IA do Spotify, a informação depende de declaração: a Apple avisou em agosto que as suas etiquetas de transparência passaram a ser obrigatórias quando a IA cria parte relevante de um envio, e os créditos do Spotify, em teste desde abril, só aparecem quando o artista declara o uso por meio da gravadora ou da distribuidora.

O que falta

A Modulate ainda não nomeou nenhum cliente da indústria da música para a API, informa a MBW. No lançamento, em junho, falou em interesse de grandes gravadoras e de plataformas de distribuição. O comunicado da rodada não diz que parte do investimento vai para a frente musical.

A empresa oferece a ferramenta para sinalizar faixas de IA no momento do envio, antes que elas diluam os pagamentos de artistas humanos, segundo a MBW. Para quem lança por distribuidora digital, o efeito prático depende de quem vai adotar ferramentas assim. Essa lista, por enquanto, a Modulate não divulgou.

Fontes

  1. Modulate Raises […] to Scale Its Lead in Frontier Audio-Native AI — Modulate (comunicado oficial, 28/09/2026). Acesso em 30/09/2026.
  2. Modulate Launches AI Music Detection API for Platforms — Modulate (comunicado oficial, 24/06/2026). Acesso em 30/09/2026.
  3. Audio AI firm Modulate, which runs an AI music detection tool, raises […] — Music Business Worldwide (Murray Stassen, 30/09/2026). Acesso em 30/09/2026.
  4. Modulate Raises […]Million to Advance Deepfake Detection — SecurityWeek (Kevin Townsend, 28/09/2026). Acesso em 30/09/2026.
  5. Deezer: AI music has surpassed 50% of new music uploads for the first time — Deezer Newsroom (21/07/2026). Acesso em 30/09/2026.

Texto produzido com apoio de IA. Os fatos foram conferidos fonte por fonte; não houve revisão humana do texto: a publicação foi autorizada pelo dono da revista em 1º de outubro de 2026 (registro de decisões, 2026-10-01T00:39:14-03:00).

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