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A Vinyl Bar in Shibuya capta rodada para lançar apps como quem lança singles
Fundada em 2024 por Máuhan M. Zonoozy, ex-chefe de inovação do Spotify, a startup faz aplicativos para mexer nas faixas, e não só para ouvir. Dawn Ostroff, ex-executiva do Spotify, entrou como conselheira.

Para Máuhan M. Zonoozy, o streaming resolveu o acesso à música, mas a relação do público com ela continuou presa ao consumo, como ele contou ao TechCrunch. Zonoozy foi chefe de inovação do Spotify e deixou a empresa em 2024. A startup que ele fundou naquele mesmo ano tem nome de banda indie, mas A Vinyl Bar in Shibuya é uma empresa de software. Em 14 de setembro, o TechCrunch noticiou que ela fechou uma rodada pre-seed, a primeira etapa de investimento de uma startup. Zonoozy apontou a reportagem como o anúncio oficial, segundo a Music Business Worldwide (MBW).
O próprio site resume a proposta numa linha: a empresa faz produtos que deixam as pessoas brincar com música.
Quem entrou
A lista publicada pelo TechCrunch tem onze fundos e uma pessoa física. Entre os fundos estão SV Angel, BoxGroup, Quiet Capital, Collaborative Fund e a Mantis Venture Capital, fundo ligado à dupla The Chainsmokers, de acordo com o Digital Music News. A pessoa física é Dawn Ostroff, que foi diretora de conteúdo e de negócios de publicidade do Spotify e agora é conselheira da startup. Zonoozy entrou no Spotify em 2021 e respondia diretamente a ela, lembra a MBW.
Num post no LinkedIn, o fundador agradeceu a 13 investidores, sem dizer quais deles entraram nesta rodada. Dois não aparecem na lista do TechCrunch: RRE Ventures e Avex Music Group, a divisão global de música da japonesa Avex. A MBW também encontrou um anúncio de vaga da empresa, no site Wellfound, que informa um total captado acima do valor noticiado pelo TechCrunch. Segundo a MBW, nem o TechCrunch nem o fundador disseram quando a rodada foi fechada.
Um selo que lança software
Zonoozy chama a empresa de selo de software musical. Num ensaio publicado no X em março, citado pela MBW, ele comparou cada formato a um item de discografia: aplicativos web fazem o papel de singles; apps nativos, de EPs; ensaios, de encartes; protótipos, de lados B. Cada lançamento conta como faixa de um álbum que ainda não saiu. Na metáfora da empresa, o álbum é o aplicativo de música para o grande público que ela ainda quer construir, segundo o Digital Music News.
Parte do catálogo, segundo o TechCrunch:
- Stacks: um player de stems. Você liga e desliga camadas de uma faixa numa grade de três por três.
- Speed Surfer: extensão do Chrome que muda a velocidade e o filtro do som que toca na aba do navegador.
- Usersound: transforma um nome de usuário em melodia, uma nota para cada letra.
- Drops: bolinhas caem, placas posicionadas pelo usuário desviam a queda, e os desvios geram notas musicais.
- Sampler: transforma um vídeo do YouTube em sampler, a partir das batidas das partes da música.
- bop: o produto mais ambicioso, um app para iOS, em beta desde abril, segundo a MBW. O usuário distribui instrumentos e efeitos numa grade sobre uma faixa-base, muda o andamento e exporta o resultado para o TikTok ou o Instagram. Uma versão multijogador, para remixar faixas com outras pessoas, está em desenvolvimento.
Ainda este ano, a empresa pretende lançar um mixer no formato de caixa de areia, em que o usuário poderá inclusive criar instrumentos.
E a inteligência artificial
O TechCrunch apresentou a empresa em contraste com as startups que geram canções a partir de comandos de texto. Ao site, Zonoozy disse que a empresa escolheu não pôr IA em todas as partes dos apps, embora aceite usá-la para construir os produtos e dar solidez à infraestrutura: “Não acreditamos necessariamente que o futuro da música seja simplesmente geração.”
Há duas ressalvas no mesmo noticiário. Depois que o TechCrunch testou os apps, em agosto, a empresa acrescentou um recurso para criar sons a partir de comando de texto. Por isso o site trocou o título da reportagem, que, segundo a MBW, descrevia os aplicativos como livres desse tipo de comando. E a MBW lembra que, no ensaio de março, o fundador contou ter construído uma ferramenta de música com IA, a Hugging Bass, depois de sair do Spotify, e ter desistido dela.
O que ainda não se sabe
Nem o TechCrunch nem a MBW informam número de usuários, modelo de receita ou como a empresa licencia as faixas que servem de base no bop. A sede fica em Nova York, onde estão as vagas abertas, segundo a MBW. De acordo com o Digital Music News, o site da empresa reconhece que muito do que ela vai ser ainda precisa ser definido.
Para quem produz, o ponto prático é o formato. O Stacks, por exemplo, trabalha com a faixa aberta em camadas, as stems, e entrega ao público o controle sobre o que entra e o que sai da mixagem.
Fontes
- A Vinyl Bar in Shibuya is a startup from a former Spotify leader for making music apps — TechCrunch (Ivan Mehta, 14/09/2026). Acesso em 30/09/2026.
- Spotify's former Head of Innovation raises […] pre-seed for music app startup; Dawn Ostroff among the backers — Music Business Worldwide (Mandy Dalugdug, 15/09/2026). Acesso em 30/09/2026.
- 'Music Software Label' A Vinyl Bar in Shibuya Raises […]Million, Aims to Develop 'The Next Great Consumer Music App' — Digital Music News (Dylan Smith, 15/09/2026). Acesso em 30/09/2026.
- a vinyl bar in shibuya — Site oficial da A Vinyl Bar in Shibuya. Acesso em 30/09/2026.
Texto produzido com apoio de IA. Os fatos foram conferidos fonte por fonte; não houve revisão humana do texto: a publicação foi autorizada pelo dono da revista em 1º de outubro de 2026 (registro de decisões, 2026-10-01T00:39:14-03:00).
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