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Rodrigo Ogi deixa o microfone de lado e vira Loopcínio Rodrigo

Em “Loopcínio Rodrigo, Vol. 1”, lançado em 16 de setembro, o rapper paulista assina todos os beats, construídos sobre samples, e deixa as rimas com 16 MCs de seis estados.

Por Publicado em Leitura de 2 min
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Imagem Puressência: mesa de estúdio com gravador de rolo, sintetizadores e toca-discos na floresta
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Capa tipográfica da Revista Puressência

Rodrigo Ogi lançou em 16 de setembro “Loopcínio Rodrigo, Vol. 1”, o primeiro álbum em que aparece apenas como beatmaker. Ele não rima em nenhuma faixa. Os beats são dele; as letras ficam com 16 MCs de gerações diferentes, vindos de São Paulo, do Rio de Janeiro, de Minas Gerais, do Paraná, da Paraíba e de Mato Grosso do Sul.

O nome do alter ego junta o loop, a unidade básica da produção com samples, ao compositor Lupicínio Rodrigues, que Ogi diz ter descoberto no fim dos anos 1990. A troca de “Rodrigues” por “Rodrigo”, o nome de batismo dele, veio de um amigo. Ogi avisa que vai assinar assim toda a produção daqui em diante.

Como o disco foi feito

À Billboard Brasil, Ogi conta que mexe no Fruity Loops desde 2001 ou 2002, quando aprender o programa significava passar o dia na casa de quem o tinha instalado e voltar com anotações. Já tinha produzido faixas soltas, entre elas duas de “Manual para não desaparecer”, disco de 2025 com niLL. Depois desse lançamento, passou de setembro de 2025 a maio de 2026 quase só produzindo, com dias de até 14 horas entre pesquisa de samples, cortes e tutoriais.

O ponto de partida, segundo o portal Rap Dab, são discos pouco conhecidos de vários países. O boom bap é uma das bases, com desvios para outras sonoridades, e o álbum tem gravações de Bruno Duprê, Cravinhos, Thiago França e Thiago Ticana. Os skits, recurso antigo dos discos de rap, foram escritos por Ronald Rios depois de ouvir o álbum já mixado; Ogi dubla vários dos personagens.

Rimam no volume 1 Aori, SoulRa, Jota Ghetto, Judah, Claudin, Fleezus, Tifu, Luli, Frugoli, Ahkim, Elo da Corrente, Janvi, Matéria Prima, Mascote, Bia Hoffman e Thalin.

Quando o sample é descoberto

Na mesma entrevista, Ogi trata de um tema que pesa para quem produz de forma independente: a exposição pública da origem de um sample. Ele relata que já passou por isso: um sample identificado levou uma gravadora a ficar com 80% de uma música, sem acordo possível. “Ninguém está dizendo que quer usar o sample de graça”, diz Ogi à Billboard Brasil. O que ele defende é uma negociação justa e mais simples para liberar o uso.

O que vem

Ogi conta que produziu 24 faixas e dividiu o material em dois volumes de 12. O segundo, diz ele, sai ainda este ano. O próximo disco solo, previsto para 2027, terá as letras dele e a produção de Loopcínio Rodrigo.

Fontes

  1. Entrevista: Rodrigo Ogi assume alter ego produtor em ‘Loopcínio Rodrigo, Vol. 1’ — Billboard Brasil. Acesso em 30/09/2026.
  2. Ogi revela pesquisa de anos e faz curadoria do hip hop brasileiro em “Loopcinio Rodrigo, Vol. 1” — Rap Dab. Acesso em 30/09/2026.

Texto produzido com apoio de IA. Os fatos foram conferidos fonte por fonte; não houve revisão humana do texto: a publicação foi autorizada pelo dono da revista em 1º de outubro de 2026 (registro de decisões, 2026-10-01T00:39:14-03:00).

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